domingo, 3 de maio de 2009

UMA MÚSICA QUE FALA DO RÁDIO



Radio Ga Ga - Música eternizada pelo conjunto musical QUEEN - COM FREDDY MERCURY

Eu me sentaria sozinho e olharia sua luz
Meu único amigo pelas noites adolescentes
E tudo que eu preciso saber
Eu escuto no meu rádio
Rádio
Você deu a eles todas aquelas estrelas antigas
Entre guerras de mundos -- invadidos por Marte
Você os fez rir -- Você os fez chorar
Você nos fez sentir como se pudéssemos voar
Então não se torne apenas barulho de fundo
Um apoio para as garotas e garotos
Que não sabem ou não se importam
E só reclamam quando você não está
Você teve seu tempo, você teve o poder
Você ainda terá sua melhor hora
Rádio
Tudo que ouvimos é Rádio ga ga
Rádio goo goo
Rádio ga ga
Tudo que ouvimos é Rádio ga ga
Rádio blah blah
Rádio o que há de novo?
Rádio, alguém ainda te ama
Nós vemos os shows, nós vemos as estrelas
Em vídeos por horas e horas
Nós dificilmente temos que usar os ouvidos
Como a música muda através dos anos
Vamos esperar que você não nos deixe, amigo
Como todas as coisas boas, dependemos de você
Então apareça, pois sentiremos sua falta
Quando crescermos cansados de todo esse visual
Você teve seu tempo, você teve o poder
Você ainda terá sua melhor hora
Rádio -- rádio.
Tudo que ouvimos é Rádio ga ga
Rádio goo goo
Rádio ga ga
Tudo que ouvimos é Rádio ga ga
Rádio goo goo
Rádio ga ga
Tudo que ouvimos é Rádio ga ga
Rádio blah blah
Rádio o que há de novo?
Rádio, alguém ainda te ama

e aqui como seria???


ong>

TV AMERICANA


Suprema Corte proíbe palavrões ao vivo

em 29/4/2009


A Suprema Corte americana aprovou esta semana regras que permitem que o governo puna emissoras de TV abertas que exibam palavras grosseiras ao vivo, noticia James Vicini [Reuters, 28/4/09]. Por cinco votos a quatro, os juízes deram permissão à Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês) para multar as emissoras que desobedecerem as normas contra indecência sob o Ato de Procedimentos Administrativos. Em mais de 30 anos, trata-se do primeiro parecer judicial sobre o tema.

Isto representa uma vitória à FCC, que, em 2006, definiu que a Fox violou normas de decência por duas vezes durante a exibição da premiação Billboard Music Awards. A primeira vez teria sido em 2002, quando a cantora Cher falou um palavrão no ar, e a segunda foi em 2003, com a filha do cantor Lionel Richie, Nicole Richie, usando dois palavrões ao vivo durante o programa. Não foram impostas multas, mas a Fox questionou a decisão da FCC. Uma corte de apelações de Nova York considerou que os padrões da FCC eram "arbitrários e imprevisíveis" e enviou o caso de volta à Comissão, para que ela revisse sua determinação.

Em declaração, a Fox alegou que, mais importante que a decisão da Suprema Corte, são as questões constitucionais fundamentais do caso. A rede disse, ainda, estar otimista que a liberdade de expressão prevaleça.

Caça à imoralidade

A FCC, sob a administração do presidente George W. Bush, passou por um período de censura à indecência na TV e no rádio, após a cantora Janet Jackson ter exposto rapidamente seu seio durante a transmissão do Super Bowl, final do campeonato de futebol americano, em 2004. Antes disso, a FCC não impunha nenhuma proibição contra indecência, a não ser que houvesse ocorrências repetidas em um canal.

Na opinião do juiz Antonin Scalia, a decisão foi racional. "Mesmo um palavrão sendo usado como uma exclamação de surpresa, geralmente é ofensivo e deriva de seu sentido sexual", afirma. Críticos, por sua vez, alegam que a FCC não é consistente ao aplicar a regra. O filme Resgate do Soldado Ryan, por exemplo, foi exibido pela TV, mesmo contendo palavrões. "É irônico a FCC patrulhar palavras que remetem a conteúdo sexual ou escatológico e vermos comerciais perguntarem aos telespectadores se eles estão lutando contra disfunção erétil ou se tem problemas para ir ao banheiro", comentou o juiz John Paul Stevens.

SITE www.observatoriodaimprensa.com.br


sábado, 2 de maio de 2009

OLHA PARA QUE ELES QUEREM A COMUNICAÇÃO

Briga pelos holofotes da TV Assembleia
Deputados pediram que a TV do Legislativo cearense transmitisse duas audiências públicas que ocorriam simultaneamente. Por problemas técnicos, nenhuma foi ao ar ao vivo. Elas foram gravadas e exibidas posteriormente, mas o horário das transmissões também provocou polêmica

Pedro Alves
Especial para O POVO
Giselle Dutra
da Redação
01 Mai 2009 - 23h02min

Episódio nos bastidores da Assembleia Legislativa do Ceará mostra o peso das transmissões da TV Assembleia sobre a atividade parlamentar dos deputados. Na tarde do último dia 23, duas audiências públicas - requeridas por deputados de campos políticos opostos, estavam sendo realizadas na Assembleia. A pedido de Artur Bruno (PT), a Comissão de Educação Cultura e Desporto discutia a implantação do piso nacional para salário dos professores. Ao mesmo tempo, era realizada audiência sobre a aplicação de multas de trânsito em Fortaleza, solicitada por Adahil Barreto (PR) . Ambos solicitaram transmissão ao vivo pela emissora de TV do Legislativo para a audiência de suas respectivas comissões, mas nenhum dos eventos foi transmitido no momento em que se realizava. Posteriormente ao episódio, Adahil Barreto pediu afastamento do seu cargo de vice-líder da Comissão de Defesa do Consumidor - por meio da qual promovia a audiência sobre multas de trânsito.

Adahil teria ficado chateado porque a audiência pública fruto de requerimento seu não foi transmitida ao vivo. A direção da TV Assembleia até decidira priorizar a transmissão da audiência da Comissão de Defesa do Consumidor - que tinha reunião ordinária marcada para aquele mesmo dia. Mas a transmissão foi impossibilitada por um problema técnico, verificado no momento da transmissão, em um dos equipamentos da equipe de TV. Apesar de também ter solicitado transmissão do debate que promovia sobre piso dos professores, Artur Bruno não fez questão de que a audiência fosse ao ar ao vivo - segundo diz.

Sem que nenhuma delas tivesse sido transmitida ao vivo, as duas foram gravadas e exibidas posteriormente. A solicitada por Adahil foi ao ar no fim da tarde.. A requerida por Bruno foi exibida à noite. Na opinião de Adahil, a repercussão do debate sobre multas de trânsito foi minimizada, já que, em sua opinião, o evento foi transmitido em um horário de baixo índice de telespectadores na emissora. E protestou contra a transmissão da audiência requerida por Artur: "O audiência dele (Artur Bruno) foi transmitida no horário nobre das 21 horas, quando tá todo mundo em casa. A minha foi transmitida às 5 da tarde".

O diretor da TV Assembleia, Leonardo Borba, explica que quando duas ou mais audiências acontecem ao mesmo tempo, como na semana passada, a preferência de transmissão é da Comissão que estiver fazendo Reunião Ordinária naquele dia. "Mas antes de qualquer audiência, a prioridade inicial é das sessões realizadas no plenário", acrescenta Leonardo. As outras audiências são gravadas para exibição posterior.

A chefe de Comunicação da Assembleia Legislativa, Silvia Goes, afirmou que não existe nenhuma orientação, vinda da Mesa Diretora ou da direção da TV, para que as audiências de determinadas comissões tenham a transmissão priorizada em detrimento da transmissão das audiências de outras comissões. Segundo ela, nestes três anos em que foi instituída, a TV Assembleia ainda não realizou nenhum tipo de pesquisa de índice de audiências.

Pronunciamento
Em pronunciamento no plenário, Adahil criticou a direção da TV Assembléia por não ter transmitido, ao vivo, a audiência pública sobre multas em Fortaleza. O deputado foi informado, no momento da audiência, que a transmissão estava impossibilitada por um imprevisto técnico. Ao O POVO, Bruno afirmou que, no pronunciamento sobre o episódio, Adahil foi malicioso e questionou a direção da TV institucional. "Ele insinuou que a TV Assembléia estava priorizando as atividades de alguns deputados e isso não é verídico", disse Artur Bruno.

Em entrevista ao O POVO, Adahil não chegou a relacionar, diretamente, o episódio envolvendo a TV com sua saída da Comissão do Consumidor. "Eu devo dizer que saí da comissão por motivos pessoais e desejo aos demais membros que façam um bom trabalho". Adahil será substituído na comissão pelo suplente da vaga, deputado Tomás Figueiredo (PSDB). Ele disse que solicitou à Mesa Diretora que regulamente de forma mais clara os procedimentos que devem ser adotados pela TV Assembleia em relação à transmissão dos eventos.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

comunicadores populares


Comunicadores populares querem dizer o que a mídia comercial não diz


Adital -
Dizer o que a mídia tradicional não diz sobre os movimentos sociais, a luta pela garantia de direitos humanos e as necessidades locais, regionais e continentais da população. Este é o desafio cotidiano para quem desenvolve experiências que podem representar alternativas à maneira como a grande mídia vê e noticia a sociedade e que está no centro das discussões do Seminário Boas Idéias em Comunicação - Experiências e Sustentabilidades nas Mídias Independentes, realizado desde ontem (2) em Fortaleza.
O evento reúne até amanhã representantes de cerca de 40 organizações no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU) e é promovido pela Adital em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).


O diretor da Adital, Ermanno Allegri, e a jornalista Adriana Santiago, ex-editora da Adital, iniciaram os trabalhos de hoje (3) explorando o tema "Mídia Livre e Movimentos Sociais: o que os outros não dizem". Allegri dividiu com os participantes do evento informações sobre o histórico e a atuação da Adital e provocou reflexões sobre a relação dos movimentos sociais com o poder público no momento histórico atual brasileiro.

Para Allegri, tanto nos momentos em que os movimentos e o Estado estabeleçam laços mais pacíficos, como naqueles em que é caracterizado um choque entre os dois setores, as iniciativas da sociedade civil organizada devem se ater ao objetivo de encontrar soluções para a sociedade, e não de auto-afirmação. Assim, devem estar atentos ao seu potencial criativo dentro dessa realidade.

O diretor da Adital ainda destacou que encontros como o promovido no Seminário Boas Idéias em Comunicação em Fortaleza podem servir de estímulo para o crescimento de suas ações. "Deve ser um ânimo para não esmorecer, para potencializar o nosso trabalho", afirmou.

Adriana Santiago, tomando como referência a sua experiência como editora da Adital e hoje editora de um jornal de grande circulação no Ceará, aponta a excelência na informação produzida como caminho para que os temas prioritários pelos movimentos sociais estejam mais inseridos na mídia comercial e na esfera pública.

Como professora do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), ela também identifica um certo desânimo nos atuais estudantes universitários, muitas vezes dissociados das reais necessidades por Comunicação nas comunidades. Ainda assim, Adriana acredita que alguns professores e iniciativas universitárias estão indo na contramão da falta de compromisso social.

As questões da comunicação popular nas áreas rurais e de periferia estiveram inseridas nos debates da manhã desta sexta-feira, a partir de experiências em Recife (PE) e em Porteirinha (MG), na região do semi-árido mineiro.

As matérias do projeto "Boas Ideias em Comunicação" são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).


retirado do site www.adital.org.br 03/04/09

SOBRE A CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO ...



Adital - Que linhas de debate não podem ficar de fora da conferência?

Renato Rovai - A concentração dos meios de comunicação no Brasil, por mais que a gente saiba que é um debate difícil de ser realizado, vai ter que estar presente. Faz parte da pauta de luta histórica dos movimentos das comunicações. Ou seja, discutir a propriedade cruzada, se quem tem um canal de televisão pode ter um de rádio na cidade. Se as concessões devem passar por critério de renovação, como seriam esses critérios, que fiscalização devem ter, que regulamentação devem ter os veículos que são frutos de concessões públicas. Se uma das atribuições da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve ser a de fiscalizar essas concessões ou não, por exemplo. Isso é uma demanda.

Outra é a questão do conteúdo. A partir do momento em que você estabelece que a lógica é de concessão pública para os veículos de rádio e tevê, por exemplo, qual a obrigação que esses produtos têm com o que eles produzem no seu conteúdo, com o conteúdo que eles divulgam? E como trabalhar a difusão desse conteúdo, construindo meios para que a sociedade possa fiscalizar e verificar se eles levam em consideração os princípios democráticos e cidadãos que a sociedade definiu pra ela?

Por outro lado, o financiamento é fundamental de se discutir. Como é que você consegue democratizar o acesso aos recursos do Estado, e mesmo os do setor privado, no sentido de que a democratização também passa pelo financiamento? O governo federal investe R$ 1 bilhão de forma direta em publicidade e um R$ 1 bilhão em patrocínio. É muito dinheiro. O mercado brasileiro de publicidade é de R$ 25 bilhões, então 4 % é só do Governo Federal.

Mas você tem pelo menos mais um bilhão de reais dos governos estaduais e municipais. Só o Governo de São Paulo tem uma verba de comunicação de R$ 313 milhões. Às vezes a gente não entende como é que certas pessoas são tão generosas com certos governos. Mas na hora que você olha a conta da Secom (Secretaria de Comunicação), você percebe. R$ 313 milhões é mais do que o Governo Federal tem de recursos para aportar na publicidade, sem contar as empresas estatais. Porque a verba do Governo Federal é de R$ 250 milhões. A das estatais é R$ 750 milhões. Então o governo (José) Serra (em São Paulo) tem mais recursos que o Governo Federal pra aplicar em publicidade direta.

Um governo como o da Ieda Crucis (no Rio Grande do Sul), que passa por uma série de críticas, mas mesmo assim consegue se segurar no processo regional. Imagina, a mídia é muito mais barata no Rio Grande do Sul. Você comprar uma página no Zero Hora não tem nada a ver com comprar uma página na Folha (de S. Paulo) ou no Globo. O orçamento de publicidade da Ieda Crucis é de R$ 93 milhões, quase um terço do governo do maior estado da federação, que é São Paulo. Essas verbas têm que ser debatidas.

Há muitos outros eixos. Eu acho que a gente precisa criar um novo marco regulatório das comunicações. Precisa discutir inclusive a construção de controles sociais não só na concessão, no conteúdo, mas também no plano dos conselhos estaduais e municipais. A gente não sabe ainda quantos temas vão se tornar importantes nesse processo, mas tem alguns que são históricos.

NOTÍCIA IMPORTANTE

Ministério Público coíbe abusos em programas na Bahia

Mariana Martins - Observatório do Direito à Comunicação
24.04.2009


A baixa qualidade de programas conhecidos como “policialescos” vem provocando uma batalha judicial no estado da Bahia. Cenas abusivas e inadequadas ao horário previsto pela classificação indicativa veiculadas pelo programa “Na Mira”, exibido pela TV Aratu, afiliada do SBT no estado, foram o estopim para que o Ministério Público da Bahia entrasse na justiça com uma ação pedindo que o programa fosse retirado do ar.

A Ação Civil Pública foi ajuizada no último dia 7 pelos promotores de justiça Almiro Sena, da Vara da Cidadania, e Isabel Adelaide Moura, da vara Criminal. Para justificar o pleito de interrupção da transmissão da atração, os promotores alegaram desrespeito aos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana.

A ação foi motivada por reivindicações de organizações sociais de Salvador, a partir de uma denúncia feita pelo movimento negro da cidade. As entidades acusaram o programa de violação de direitos humanos e de tratar de forma violenta, desrespeitosa e constrangedora a população negra da capital baiana.

“O problema deste programa não é o de eventualmente ter ultrapassado, nesse ou naquele ponto, os limites do direito humano fundamental da liberdade de ‘expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença’. O problema é muito maior, pois o ‘Na Mira’ viola de forma sistemática, reiterada e ostensiva uma série de outros direitos fundamentais igualmente importantes”, afirmam autores da ação em matéria divulgada na página eletrônica do MPE da Bahia.

Eles acusam o programa de ir contra a Constituição Federal e, de forma sensacionalista, promover a condenação antecipada de pessoas. “Dessa exposição pública, decorre absurda violação da Constituição Federal no que concerne ao princípio que assinala que ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória’”, salientam.

Ainda segundo a matéria, “ao realizar a execração pública, inclusive com xingamentos de pessoas suspeitas, processadas ou condenadas pela prática de algum crime, o programa fomenta a discriminação desses e de todos que se encontrem em situação semelhante, mormente a população afro-descendente moradora de bairros periféricos, por ser essa a que é, quase exclusivamente, mostrada diariamente.”

Adequação

Uma semana após a ação ter sido impetrada pelos promotores, no dia 15 de abril, o juiz Manuel Bahia acolheu a solicitação e determinou a retirada temporária do ar do programa. O magistrado declarou que o 'Na Mira' era exibido em horário impróprio, com cenas de violência e imagens chocantes e desrespeitosas para com a dignidade humana. Contudo, antes mesmo de serem formalmente citados, relata o promotor Almiro Sena, os diretores da TV Aratu procuraram o Ministério Público e pediram a oportunidade de assinarem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

O termo assinado entre o MP e a TV Aratu garantiu a permanência do programa no ar, porém com as devidas adequações ao horário e aos princípios e exigências constantes na Constituição e na legislação brasileira. O acordo prevê ainda multa de R$ 5 mil reais por dia caso a emissora torne a exibir cenas inadequadas durante o programa. Almiro Sena informa ainda que, desde a assinatura do TAC, o programa demonstrou uma mudança positiva. “Entendemos que o problema está resolvido”, avalia.

O MP tenta articular o mesmo acordo junto à TV Itapoan, afiliada da Rede Record, para proibir os abusos do programa ‘Se Liga Bocão’. Para discutir o assunto, os promotores convocaram os diretores da emissora para uma reunião na próxima semana.

Decisão judicial favorável

Segundo o promotor Almiro Sena, os diretores da TV Aratu e da TV Itapoan já haviam participado, no dia 12 de fevereiro, de uma reunião na sede do Ministério Público para tratar dos excessos na programação exibida em horários inadequados pelas emissoras, especialmente os programas ‘Na Mira’ e ‘Se liga Bocão’, da TV Itapoan.

O diálogo, conta Senna, resultou em uma visível melhor do programa ‘Se liga Bocão’. Já o ‘Na Mira’ manteve os abusos e violações até a celebração do TAC. Antes disso, contudo, os responsáveis pelo programa chegaram a criar um quadro para criticar os ‘homens de capa preta’, em uma evidente referência pejorativa ao Ministério Público da Bahia.

Entidades apóiam

Em nota, entidades baianas declararam apoio à ação do Ministério Público e da Justiça. “A ação dos promotores de justiça Almiro Senna e Isabel de Adelaide Moura e a decisão do juiz Manuel Bahia convergem com as mobilizações nacionais em prol da regulação das concessões de rádio e TV e pela Conferência Nacional de Comunicação. O direito de explorar a frequência e transmitir conteúdo de radiodifusão é concedido pelo Estado sob tutela da representação popular. Cabe ao Estado zelar pela liberdade de expressão das outorgas de radiodifusão desde que não entrem em confronto com os direitos humanos”, diz o texto.

Para Daniella Rocha, coordenadora da ONG Cipó, este é um fato inédito para a sociedade baiana que marca uma luta nova, mas muito importante. “A moção que entidades da sociedade civil da Bahia lançaram é de apoio, aplauso e vigília ao Ministério Público e à Justiça. Estamos nos colocando como vigilantes desse TAC. Vamos fazer o controle público desta ação e cuidar para que as violações não voltem a ocorrer”, afirma.


RETIRADO DO SITE direitoacomunicação.org.br

VEJA ESTA NOTÍCIA SOBRE CONCESSÕES DE RÁDIO NO BRASIL

UMA DISCUSSÃO SOBRE CONCESSÕES DE RÁDIO
Em qualquer cidade brasileira, o dial das
rádios FM revela um cenário absurdo, criado
tanto pela legislação precária sobre as
concessões de radiodifusão quanto pela
burocracia leniente.
Situação exemplar das aberrações: ao parar
em qualquer estação para ouvir o seu
programa favorito, é bastante provável que o
ouvinte sintonize o sinal de uma emissora
cuja outorga encontra-se vencida. Há anos.
Uma pesquisa no Sistema de Controle de
Radiodifusão da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) mostra, por
exemplo, que das 12 outorgas para transmissão
em FM no município de Porto Alegre,
apenas uma não está vencida. Em outras
capitais, a situação se repete: em Belém, das
12 outorgas, apenas três estão em dia; no
Rio de Janeiro, são 15 outorgas e apenas
quatro não estão vencidas; em Recife, só
uma em onze está com situação regular; em
São Paulo, das 39 emissoras FM, 36 estão
com as outorgas vencidas.
Em vários casos, a licença para a transmissão
está vencida duas vezes. A concessão
para rádios dura 10 anos, mas há prazos
vencidos há 12, 13 e até 17 anos. Uma rádio
cuja outorga venceu em 1991 – como em
dois casos registrados em Belém – deveria
ter tido a autorização renovada naquele ano,
depois em 2001 e, agora, logo mais, em
2011.
Todas estas emissoras seguem funcionando
graças ao artigo 9º do decreto 88.066/1983,
que diz: “Caso expire a concessão ou
permissão, sem decisão sobre o pedido de
renovação, o serviço poderá ser mantido em
funcionamento, em caráter precário (...)”. Na
prática, esta previsão estabelece a renovação
automática.
As situações de atraso na apreciação dos
processos, que deveriam ser a exceção,
viraram a regra. Em média, um processo
leva sete anos para ser concluído, incluindo
a tramitação no Ministério das Comunicações,
Casa Civil, Câmara e Senado. O que
significa que, em média, as emissoras
funcionam durante sete anos em caráter
precário. A responsabilidade, na maioria dos
casos, é do Ministério das Comunicações,
que mantém os processos parados por
absurdos 4,5 anos.
No mundo bizarro do rádio FM, o número de
rádios oficializadas que podem ser mapeadas
no dial será, certamente, maior do que
aquele que se pode identificar no registro da
Anatel.
A consulta de outorgas por município aponta
que, na cidade de São Paulo, existem 17
rádios autorizadas a funcionar. Uma volta
completa no dial mostra 39 rádios que
podem ser sintonizadas na capital paulista e
que têm algum registro nos órgãos reguladores.
Ou seja, 22 rádios outorgadas para
outros municípios transmitem seu sinal para
São Paulo. As rádios “intermunicipais” estão
em flagrante conflito com o caráter eminentemente
local do serviço de FM.
Enquanto isso, Anatel e Minicom dizem que
não há espaço na própria capital paulista
para as emissoras comunitárias, reservando
a elas uma única freqüência no dial (87,5
MHz) que alguns aparelhos receptores não
conseguem nem captar. E assim segue o
rádio brasileiro.
RETIRADO DA REVISTA CONCESSÕES DE RÁDIO E TV : ONDE A DEMOCRACIA NÃO CHEGOU - COLETIVO INTERVOZES -SITE direitoacomunicação.org.br