terça-feira, 4 de outubro de 2011

história da Rádio FM UNIVERSITÁRIA - 30 ANOS DE BOM RÁDIO

A história da Universitária FM

Inaugurada em 15 de outubro de 1981, a Rádio Universitária FM foi um dos mais importantes projetos da gestão do reitor Paulo Elpídio de Menezes Neto. Com a intenção de levar a educação não formal e a produção cultural da Universidade à comunidade, a RUFM transformou-se, desde então, em uma emissora de prestígio e credibilidade, dentro e fora da UFC. Em mais de 25 anos de existência, a Rádio Universitária FM teve somente duas sedes: o andar superior da reitoria e atual, para onde se mudou em 1991, situada à Avenida da Universidade, 2910.

A Universitária causou forte impacto no rádio local ao fazer uma programação jornalística em FM. Eram três radiojornais diários: Almanaque, às 7h da manhã, Meio-dia de Notícias, às 11h30 e Jornal da Noite, às 22h, além do Centro de Debates, que ia ao ar às 15h30 dos domingos, e noticiários de três minutos, de hora em hora, com atividades de reportagem externa. A linha musical definiu-se e consolidou-se levando em conta a conjuntura do início da década de 80, quando as emissoras de rádio locais e também as nacionais veiculavam com muita ênfase música estrangeira e, no caso da música brasileira, restringiam-se às produções de alto potencial de consumo, engajadas nos projetos comerciais articulados entre a indústria fonográfica e a mídia comercial, especialmente rádio e TV.

A realização dessa área contou com expressiva participação de colaboradores, muitos deles professores da UFC, que contribuíram para a criação e consolidação de programas de música popular brasileira, música erudita, manifestação da música e da cultura local e regional. A maior parte desses programas ainda permanece, como é o caso de Reouvindo o Nordeste, Brasil em Todos os Tempos, MPB Especial, Cordas, Bandas e Metais, Encontro com o Jazz, Pessoal do Ceará, Fim de Tarde, Música Erudita, Sempre aos Domingos, entre outros. O segmento da divulgação cultural concretizou-se a partir da realização de programas de entrevistas e debates com produtores culturais, artistas, intelectuais, lideranças políticas e comunitárias sobre temas da arte e da cultura. Não havia para esta linha um conjunto específico de programas. Ela funcionava, como ainda hoje funciona, permeando toda a pauta diária da programação da emissora.

Assim, tanto se poderia fazer um debate a respeito, por exemplo, do projeto pólo cultural do Benfica, muito em evidencia nos anos 80, quanto se poderiam fazer séries de reportagens especiais nos programas diretamente dedicados a essa linha. A rádio também executa, desde sua fundação, campanhas educativas. Na década de 80, foram desenvolvidas diversas campanhas, que consistiam na realização de spots publicitários e repercussão ampla dos temas das campanhas nos programas jornalísticos. Hoje, a Rádio Universitária FM continua tendo o papel de apoiar e divulgar as ações de entidades sem fins lucrativos que atendam a comunidade.

retirado do site da rádio  

domingo, 2 de outubro de 2011

uma reflexão importante

OPINIÃO: PROFESSORES APANHAM DELES, MAS VOTAM NELES!

Professores cercados pela tropa policial na Assembleia Legislativa
Em 1964, eu já era repórter cobrindo os movimentos populares de rua que se insurgiam contra o Regime Militar implantado em março. Lembro-me, como se fosse hoje, de lideranças sindicais, operárias, intelectuais, profissionais liberais, sofrendo a repressão do sistema e apanhando da polícia nas ruas. Essas cenas, quase apagadas pelo tempo, afloraram agora nas minhas retinas ao acompanhar pela TV Jangadeiro os episódios de truculência contra os professores na Assembleia Legislativa.
As mesmas lembranças fastidiosas já haviam acessado os velhos cenários com o confronto anterior na Câmara de Vereadores. A diferença é que nenhum dos cenários passados da repressão, pelo menos aqui em Fortaleza, teve por palco as instituições legislativas. Pelo contrário, os parlamentos em todos os seus níveis e instâncias associavam-se aos movimentos populares e serviram até de abrigo para muitos dos participantes, até que foram também ocupados pelas forças policiais e militares. Muitos dos seus membros foram também presos e torturados como os dos movimentos de rua.
Essas recordações trouxeram-me ainda conjecturas dolorosas e indesejáveis para quem foi repórter em duas épocas distintas: na ditadura e na reabertura democrática. E nas minhas lucubrações, em face dos episódios de ontem, 29, na Assembleia do Estado, surgiram duas realidades conflitantes: o parlamento como bastião de resistência dos movimentos contra os excessos do regime e os professores reprimidos e surrados como eram os personagens dos cenários de protestos naquela época. Agora, os parlamentares daquele tempo, que sofriam junto com os combatentes de rua, não eram como os que hoje os desprezam ou combatem. E se declaram dos chamados partidos de esquerda eleitos também pelo pessoal da esquerda que hoje apanha deles.
Os que tomam hoje conta do poder, praticamente em todas as hierarquias, nasceram com o voto dos professores, dos estudantes, dos sindicatos, das associações comunitárias, dos intelectuais engajados. Nenhum deles, porém, teve o meu voto, apesar de ser um jornalista procedente da classe proletária, simpatizante e defensor das vítimas do preconceito, da injustiça e da opressão. Estou com a consciência tranqüila por não ter nenhuma responsabilidade pela eleição desses governantes e parlamentares que, ironicamente, em nome dos interesses do povo massacra o povo, suas lideranças e se envolvem nos mais repudiantes escândalos de corrupção e manipulação da opinião pública. Fica então mais uma lição para aqueles que votam sob a premissa do “me engana que eu gosto”.
Wanderley Pereira é jornalista da TV Jangadeiro

sábado, 1 de outubro de 2011

um programa interessante sobre meio ambiente.

veja este programa dedicado à questão ambiental na rádio Eldourado FM....em São Paulo...aqui...

Debate Educação - O Povo - 01

20 anos da CBN

"Somos multimídia", diz Mariza Tavares sobre os 20 anos da CBN; rádio terá manual

Luiz Gustavo Pacete | 30/09/2011 16:40
Neste sábado (1 de outubro), a Rádio CBN completa 20 anos. Na época em que foi criada, a ideia de uma rádio, sem música, era absurda; entretanto, a Central Brasileira de Notícias adotava o slogan que ilustrava o desafio de quebrar a hegemonia da música no rádio: "a rádio que toca notícia". 

Mariza Tavares, diretora nacional de jornalismo da CBN, admite que foram necessários alguns anos para que a proposta fosse aceita pelo mercado, mas funcionou. Atualmente, a CBN se destaca pelo pioneirismo e conta com importantes concorrentes. 

Além de comemorar as duas décadas, Marisa anuncia, com exclusividade à IMPRENSA, o lançamento do Manual de Jornalismo da CBN e destaca que a emissora não pode ser mais chamada de rádio, mas sim de um veículo multimídia.

IMPRENSA - Quais os fatores de sucesso do formato CBN nesses últimos 20 anos?
Mariza Tavares - A CBN buscou, já na sua concepção, acertar um nicho de mercado que não existia no Brasil: uma rádio que não tocasse música. O slogan é tão forte: "a rádio que toca noticia", que nunca pensamos em mudar. É claro que por ser pioneira ela demorou a acontecer oficialmente, foi aos poucos conquistando o público qualificado. Não digo qualificado no sentido de poder aquisitivo, mas em termos de busca por informação. Além disso, o fato de ter sido pioneira já foi um diferencial.

IMPRENSA - Quanto tempo ela levou para acontecer comercialmente?
Tavares - De 1991 até 1998, foi muita dificuldade, inclusive para apresentar ao mercado. As pessoas sempre demoram para degustar a novidades, mas a CBN acabou sendo aprovada de uma forma vencedora, tanto que hoje em dia vemos que é um mercado que está fervilhando: o de notícias all news.

IMPRENSA - E de que maneira vocês mantêm esse pioneirismo?
Tavares - A gente não perde de vista a busca por qualidade. Estamos o tempo todo construindo nossa história e o patrimônio que temos, que é a credibilidade. Um bem que levamos muito tempo para criar e que deve ser alimentado. Criar novos conteúdos, novos talentos, fazer experimentações, criamos programas, como o "Fim de Expediente", "Caminhos Alternativos", o próprio "Diva do Gikovate". Resgatamos, com alguns deles, a ideia do auditório, que era tão cara para o rádio quando ele foi criado. Mais recentemente criamos o "Mix Brasil", voltado para o público GLS. Então, estamos sempre experimentando novos formatos. O que está aflorando e que temos obrigação de levar. Além disso, perseguimos sempre o erro zero, sempre o melhor.

IMPRENSA - Nessas experimentações, você se utiliza da proximidade com o ouvinte também?
Tavares - A interação hoje é crucial. Todos nossos ancoras têm Twitter; os próprios repórteres são estimulados a usar as redes sociais... Eu tenho certeza que o rádio é um veiculo mais próximo dos ouvintes. Antigamente era a carta, o telefone, hoje é por celular, torpedo, mensagem etc. Naturalmente, os próprios âncoras já tinham esse canal de comunicação. Hoje em dia ampliamos muito. 

IMPRENSA - Quando você chegou à CBN, em 2002, qual era seu desafio?
Tavares - Primeiro eu tinha que aprender rádio [risos]. Quando cheguei aqui tinha eleição presidencial, Copa do Mundo... O grande desafio era exatamente como estar antenada para manter essa chama viva e alimentá-la, que novidades poderíamos trazer, de que forma a CBN poderia estar mais próxima de sua audiência sendo uma referencia de bom jornalismo. Isso é um grande desafio até hoje. 

IMPRENSA - Como funciona a interação com suas afiliadas hoje?
Tavares - Temos uma relação bastante transparente: toda proposta de afiliação que a gente recebe, em primeiro lugar, é oferecido pela afiliada da TV Globo naquela cidade; se ela não se interessa por rádio, a gente vai para uma segunda etapa. As regras são não podem ter nada que fuja do perfil da CBN ou que possa ir de encontro ao próprio código de ética que temos. O bom da afiliada é que conseguimos uma boa troca de conteúdo. É claro que algumas são mais atuantes, outras não. E em contrapartida eles também têm uma janela para aparecer em rede. 

IMPRENSA - Fale um pouco sobre o manual que está sendo lançado no dia 10 de outubro?
Tavares - O projeto do manual está sendo acalentado há muito tempo, mas manuais de rádio só a Jovem Pan fez um, na década de 1970. Pela própria história da CBN era importante que tivesse seu manual, mas não dava para fazer em ano de eleição. Eu aproveitei para lançar em 2011 por ser uma data redonda, que comemora os 20 anos. O manual me tomou o final do ano passado e todo o primeiro semestre. É claro que tive contribuição de várias pessoas; foi um trabalho feito em grupo, e a ideia do manual é mostrar como a gente trabalha e quais são as regras que temos. Tem um capítulo de mídias sociais e internet. Hoje, nenhum jornalista pode separar mais sua vida particular da privada na rede social. Inclusive, eu apresento a CBN não como rádio, mas como uma plataforma multimídia. 

IMPRENSA - Como vocês lidam com as críticas de favorecer um ou outro lado político?
Tavares - Nós somos acusados "entre aspas" por todos os partidos, e enquanto todos nos acusam, estamos felizes... Isso mostra que estamos em um bom caminho. Realmente é muito difícil agradar a todos, mas nosso objetivo é ser plural.

IMPRENSA - Com base na experiência que vocês têm do programa "Notícia em Foco", você acha que o interesse saudável pelo jornalismo sem ser aquele das celebridades está crescendo?
Tavares - O jornalismo é um agente transformador e as próprias pessoas ao terem seus blogs repararam nisso. Acho que a mídia social valorizou o jornalismo como um todo e a maioria dos internautas descobriu que o poder da transformação é natural. Eu tenho 30 anos de jornalismo e acho que, nesses últimos anos, a profissão se valorizou; tem um pouco às vezes de celebridade, mas as pessoas perceberam que a notícia e muito importante.
FONTE:http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/44827/somos+multimidia+diz+mariza+tavares+sobre+os+20+anos+da+cbn+radio+tera+manual/

uma boa pedida

MUITO BOM ESTA PROGRAMA CIDADANIA NA CIDADE APRESENTADO NA RÁDIO CIDADE AM PELO RADIALISTA ANASTÁCIO DE CASTRO. VALE A PENA ASSISTIR . ..RECOMENDAMOS...

genialidade é isso....