sexta-feira, 29 de maio de 2009

FRASES DE MOACYR SCLIAR NO PROGRAMA DA RÁDIO O POVO CBN

Frases
“O escritor busca a verdade do ser humano”
“Pessoas felizes não escrevem”
“Quanto a pessoa está doente, muito doente, as máscares caem” [sobre sua experiência como médico]
“Às vezes meu lado médico estranha o meu lado escritor e, às vezes, meu lado escritor estranha o meu lado médico”
“Me tornei médico porque tinha medo da doença” [Ao dizer que ficava aflito quando via algum de seus pais doentes, sem poder fazer nada, por isso passou a querer entedenter de medicina]
“Não entendo o livro que faz o leitor sofrer” [por ser um texto "chato"]
“Ser escritor não é só botar o mal-estar para fora, é saber trabalhar com as palavras”
“Eu não sou litigante” [Ao explicar por que não processou, apesar da insistência dos advogados, o escritor canadense Yan Martel, que no livro A vida de Pi, usou a mesma trama de seu livro Max e os felinos.
"Álcool não é fonte de inspiração" [declarando-se abstêmio, ao ser perguntando sobre a relação literatura e álcool]
“A pessoa recorre ao álcool pelo mesmo motivo que escreve: o desamparo social, só que escrever é libertador e o álcool escraviza”

QUEM É ???

Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937) é um dos mais conhecidos escritores brasileiros da atualidade. Formado em Medicina, trabalha como médico especialista em saúde pública e é professor universitário.
Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988 e 1993), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Americas (1989).
Suas obras freqüentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos. O autor já teve obras suas traduzidas para doze idiomas. [Perfil biográfico da
Wikipedia]

PRÊMIO JUSTO



FM Universitária recebe Prêmio Gandhi

29-May-2009
"A Força Solidária da Paz”, reportagem do jornalista Eriberto Vieira Sales, da Rádio FM Universitária, venceu o Prêmio Gandhi de Comunicação 2009 na categoria Radiojornalismo.
Agência da Boa Notícia, organizadora do concurso, fez a entrega do Prêmio nessa quinta-feira (28). Na categoria Jornalismo Impresso, os vencedores foram Mariana Toniatti, Lucinthya Gomes e Tiago Braga, do jornal O Povo; na categoria Telejornalismo, Ana Paula Lustosa, da TV Cidade; e na categoria Publicidade e Propaganda, Fátima Abreu, da TV Assembléia. O concurso premiou também os estudantes de Publicidade Sarah de Sousa Crispim e Poliana Moraes, da Faculdade Católica do Ceará, e o estudante de Jornalismo Francisco das Chagas Leal Mota Filho, da Universidade de Fortaleza.
Além de conquistar o Prêmio na categoria Radiojornalismo, a UFC recebeu Moção de Reconhecimento, dirigida à equipe do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), do Departamento de Ciências Sociais, que em 2009 completa 15 anos de atividades, com “relevantes contribuições de estudos e pesquisas voltados para políticas geradoras de harmonia, segurança, justiça e paz na sociedade”. A outra moção foi para a equipe do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro, “que vem introduzindo alterações positivas em sua linha editorial, abrindo mais espaço para a prática do jornalismo comunitário”.
O jornalista Eriberto Sales foi vencedor do Prêmio Gandhi de Comunicação nas duas edições já realizadas. Em 2008, ele venceu o concurso, também na categoria Radiojornalismo, com a reportagem “Ações e propostas para construção de uma cultura de paz e harmonia do ser”. A reportagem “A Força Solidária da Paz”, vencedora em 2009, abordou o papel dos meios de comunicação na divulgação de ações solidárias e o exemplo de instituições e pessoas voluntárias. “O prêmio é um reconhecimento não só ao trabalho realizado pelos profissionais de comunicação, mas às pessoas que se dedicam à causa do bem e à própria Rádio Universitária, que permite a divulgação de ações sociais e de direitos humanos dando inteira liberdade para trabalharmos as matérias com responsabilidade social”, diz Eriberto Sales, que é funcionário da emissora desde dezembro de 1993.
Fonte: Rádio FM Universitária - (fone: 85 3366 7478 / 3366 7479)

LEIA


Uma leitura que vale a pena.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

PORQUE AS PIORES SÃO AS MELHORES

http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=5222

PORQUE AS PIORES SÃO AS MELHORES
Por J. Pimentel

O grande público acaba gostando do que ouve no dia-a-dia, daí o sucesso das emissoras que tocam o que de pior se produz musicalmente no Brasil e no mundo.
Uma pesquisa IBOPE, publicada e analisada em CAROS OUVINTES (leiam “Pesquisa IBOPE: Pouco, quase nada, a favor de jornalismo!”) mostra que as primeiras colocadas entre todas as FMs de São Paulo são rádios populares ficando as noticiosas em posições intermediárias ou finais. O fenômeno é nacional e não apenas de São Paulo. É bom que se esclareça que a metodologia utilizada nas pesquisas é ineficaz e ultrapassada e não reflete a imensa pulverização de audiência que realmente ocorre. Outro equívoco é separar a audiência de AM e FM.
Ainda assim, os dados nos permitem algumas reflexões. Primeiro precisamos constatar quem ouve rádio por mais tempo, como ouve e por que ouve. Geralmente são ouvintes jovens de ambos os sexos, donas de casa, operários de diversos setores que formam a classe sócio-econômica C, D e E, de baixa escolaridade e jovem, ambos os sexos, nas classes A e B. Na se trata de preconceito, mas de constatação, está lá, na pesquisa.
Esse público predominante vem sendo alimentado por uma produção musical e cultural medíocre, baseada no sertanejo brega, axé, pagode, arrocha, calipso, salsa e ritmos assemelhados que já afetam até grupos sociais que os rejeitavam.
Essas músicas, de temas vulgares, de baixíssimo conteúdo intelectual e pobres harmonicamente, são enfiadas goela abaixo do povão, por dezenas de bandas com nomes exóticos, duplas sertanejas que se multiplicam, grupos de pagode sem qualquer qualidade musical, que enriquecem gravadoras e empresários, através de festas, micaretas, carnaval, São João, festivais e bailões por todo Brasil, com a parceria dessas emissoras campeãs de audiência e todos os canais de televisão. O grande público acaba gostando do que ouve no dia-a-dia, daí o sucesso das emissoras que tocam o que de pior se produz musicalmente no Brasil e no mundo.
Os apresentadores, quase sempre histéricos gritalhões, têm a inteligência de uma minhoca, com perdão às minhocas pela comparação e utilizam todos, as mesmas fórmulas já batidas, mas de resultado garantido. Fazem o que seu público consome e nada mais. Assim, várias emissoras (a maioria) se engalfinham na busca da maior audiência possível, o que não se reflete em retorno comercial proporcional à audiência, porque, nessas emissoras, é impossível se distinguir as mensagens dos patrocinadores, geralmente confinadas em blocos de hora em hora, ou de meia em meia hora, uma sequência embolada de comerciais que ninguém entende. Para agravar ainda mais, é comum o desprezo dessas rádios a quem lhes paga as contas. Todas elas apresentam sequências de “Uma hora de música sem intervalo comercial”, como se o intervalo comercial fosse um empecilho para a programação. Como se trata de um público com baixo nível de exigência, normalmente, na hora do intervalo comercial, ele muda de estação, para ouvir na concorrente as mesmas porcarias. As pesquisas não apontam essa rotatividade com eficiência, mas é o mesmo público que se desloca desta para aquela emissora com o mesmo perfil.
Algumas rádios fazem uso do humorismo como estratégia diferencial, mas são humorísticos vulgares, apelativos, sem grande criatividade, quase sempre baseado no talento duvidoso de um dos participantes. São programetes cheios de preconceito, piadas de mau gosto, sem conteúdo inteligente, que continuam atendendo essa massa estabulada pela mídia fácil da produção vulgar.
Quanto as rádios segmentadas estas teem público cativo, que gostam daquele estilo, ouvem com freqüência e se identificam com sua linguagem. Conseguem, de acordo com seu perfil de audiência, atrair anunciantes que acabam tendo bom retorno, mas também pecam pela incapacidade de se renovarem e pela ausência de criatividade, o que, com o tempo, acabam afugentando seus ouvintes, porque esse ouvinte tem um nível de exigência maior.
A constatação dessa audiência seletiva nas pesquisas ainda é insignificante, em razão do perfil desses ouvintes, do local onde ouvem suas emissoras favoritas e porque raramente são acessíveis aos pesquisadores.
As rádios voltadas para noticia teem alguns nós artísticos que precisam ser desfeitos, mas são importantes, têm audiência cativa e representam o único setor realmente inovador do meio rádio nos últimos anos, em que pese alguns anacronismos. Mas isso é assunto para outra análise.
O que falta são diretores artísticos, profissionais que pesquisem, analisem, busquem as melhores soluções para seu público e suas rádios e ajudem a formar bons profissionais que vão melhorar a audiência e dar consistência a programação. Isso significa investimento, palavra que os donos de rádio não suportam ouvir.

( * ) O autor é colunista do site do instituto Caros Ouvintes www.carosouvintes.org.br

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CAMPANHA SALARIAL


O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará está promovendo grande campanha salarial, vale ressaltar que esta campanha também se estende ao rádio.

Achamos que o radialista deveria ser mais valorizado e ter um salário digno para sair do tal de arendamento e ter um emprego decente neste meio de comunicação.

Todo apoio à luta dos Jornalistas por salários dignos.

Que isso venha também para o rádio

DEBATES DO "POVO"

ANTIGA FOTO DO PROGRAMA QUANDO ERA COMANDADO POR PLINIO BORTOLOTTI
A atual versão do excelente programa DEBATES DO POVO que vai ao pela rádio OPOVO / CBN está muito diferente das áureas épocas do programa. A participação do ouvinte vem sendo tolhida e coloca - se muitos temas em um mesmo espaço de programa. Acho que três temas para um programa é demais, também quando vem um convidado para falar sobre algum tema tem pouco tempo para isso.

Vale ressaltar que a participação do ouvinte em todo e qualquer programa é salutar para qualquer programa de rádio. Além disso temos visto com tristeza que a participação do ouvinte vem sendo diminuída na programação da Rádio OPOVO/ CBN

para ler e meditar...



Interesse Público


MÍDIA RADIOFÔNICA


Uma luz no fim do túnel?
Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 26/5/2009
"Olha eu estou tão feliz, consegui o que eu queria através dos amigos do rádio..." (Luiza Felipe, em um programa de rádio do dia 23 de maio de 2009. Esta senhora é uma grande ouvinte de rádio e sofreu um acidente. Através do rádio conseguiu consultas, cadeira de rodas, andador e muita ajuda dos ouvintes de rádio. O rádio é ou não é um instrumento de cidadania?)
Alguns dias atrás, foram veiculados em dois grandes jornais de circulação no Ceará (O Povo e O Estado) dois artigos da brilhante e combativa jornalista cearense Adísia Sá, nos quais a mesma discutia a problemática da baixaria no rádio cearense. Oportuna, a discussão levantada pela jornalista, pois há muito tempo vimos levantando a tese da destruição do rádio cearense pela suposta luta pela audiência através de palavras de baixo calão, músicas de duplo sentido e contratação de pessoas que, sem nenhuma qualificação intelectual, estão aí no rádio a proferir impropérios e falar o que querem sem prestar nenhuma satisfação ao outro lado da comunicação (o ouvinte).
Achamos que o ouvinte é sempre a parte fraca da cadeia comunicativa, pois, como já disseram, é só mudar de programa caso não esteja gostando. Não podemos reduzir a necessidade de revisão do conteúdo do rádio apenas nesta visão simplória que os supostos proprietários de rádio têm sempre, ao serem inquiridos em relação a alguns programas do rádio cearense.
Qualidade e conteúdo
Não podemos ficar apenas no denuncismo; temos que agir, pois o tempo urge e a modernidade com certeza pretende reduzir o rádio a um mero instrumento de gerar riqueza sem se preocupar com seu papel social ou sua história. Conclamar a todos para uma luta pelo rádio é salutar, mas parece que poucos se dedicarão a tal ação, pois vivemos uma ditadura velada pautada exclusivamente pelos interesses econômicos. Às vezes, a sensação que temos é de que falamos asneiras e que é melhor deixar tudo como está. Porém o idealismo de ver uma sociedade educada, pautada na ética e com uma cultura cidadã, é maior e continuamos a bradar pela melhoria do rádio e pela valorização dos que o fazem.
O processo de geração de programas em nossa terra – e achamos que em todo país – é complicado, vivemos um período em que o arrendamento toma de conta de nossas rádios e que talvez para fazer audiência muitos que vão para o rádio utilizam-se de diversos artifícios não recomendáveis, como bajulação política, palavrões em pleno ar, brincadeiras de mau gosto com minorias e utilização de notícias de crime com posições jocosas ou sátiras sem sentido. No rádio, o vale-tudo pela audiência às vezes confunde as pessoas que não têm alternativas para escolher um programa de qualidade que seja pautado por um processo de educação do ouvinte, de geração de conhecimento e de prestação de serviços ou informações valiosas. Claro que temos programas deste tipo, porém são muito poucos e ainda predomina, sim, a baixaria, o escárnio e o desrespeito de todo tipo.
A hora é de luta e é preciso muita união em torno da melhoria do rádio e de sua modificação para melhor, pois somente com um rádio-cidadão poderemos melhorar a sociedade como um todo. Os consumidores da mídia radiofônica precisam se inteirar criticamente do conteúdo do rádio e devem, com certeza, ser mais seletivos em termos de programas, escolhendo melhor a comunicação que recebem. Não podemos ouvir programas só pela música ou pela mensagem ou pelo fato de deixarem dizer o que quisermos. Temos que escolher um programa pela sua qualidade de informação, pelo conteúdo positivo e pelas idéias que edificam nosso comportamento e que sejam úteis para a vida.
Valorização e crescimento
Os patrocinadores devem ouvir pelo menos uma vez os programas que patrocinam, pois não se deve patrocinar só pela audiência, mas, sobretudo, pelo conteúdo e pela finalidade do programa. Claro que o dissemos aqui são conjecturas às vezes utópicas, mas o que seria do mundo se não fossem os utópicos...
É importante cultivar em nosso povo a concretização de uma formação de consumidores da mídia radiofônica sempre com espírito crítico e de análise constante dos conteúdos passados pelos programas e do envolvimento dos radialistas com causas realmente populares. Se o rádio está conosco no dia-a-dia, o mínimo que se pode fazer é que este períodos seja prazeroso e traga para nós algo de bom que possa melhorar nossas vidas e de nossos semelhantes.
Rádio é cidadania, rádio é ação, rádio é amizade, rádio é formação de idéias boas, rádio é, sobretudo, um instrumento de melhoria do mundo a partir de nossa casa. O rádio precisa ser valorizado, precisa ser transformado em um instrumento de valorização de nosso povo e crescimento de uma sociedade que prima por justiça, ética e cidadania.