sábado, 3 de dezembro de 2011

SANFONEIROS HOMENAGEIAM GONZAGÃO.


Marcos Veloso tem uma parede dedicada ao Rei do Baião, com fotos e recortes. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Marcos Veloso tem uma parede dedicada ao Rei do
Baião. (Foto: Katherine Coutinho / G1)
ENCONTRO DE SANFONEIROS
O 14º Encontro de Sanfoneiros começa neste sábado (3) e promete reunir cem sanfoneiros no Pátio de São Pedro, no Recife, sob a regência do Mestre Camarão, a partir das 17h. O encontro, que acontece desde 1998, busca manter viva a memória de Luiz Gonzaga e o instrumento que o imortalizou, a sanfona. Segundo o produtor do evento, Marcos Veloso, esse também é o ‘pontapé’, no Recife, das comemorações pelo centenário do Rei do Baião, celebrado em 2012.
O produtor ainda conta que há uma surpresa especial na edição deste ano. O palco vai remeter ao umbuzeiro, árvore onde Gonzaga gostava de se sentar acompanhado de outros sanfoneiros na sua terra natal, Exu, no Sertão de Pernambuco. “Vamos ter até os banquinhos de madeira. O que ele mais gostava era de estar cercado de outros sanfoneiros, a própria família diz isso”, conta Veloso.
Todos os anos, o encontro homenageia dois sanfoneiros, um especialista em oito e outro em 120 baixos. Os escolhidos para esta edição foram Heleno dos Oito Baixos e Joquinha Gonzaga, sobrinho do Rei do Baião. “Nada melhor do que, no centenário do tio, homenagear o sobrinho que andou com ele por esse Brasil”, explica o produtor.
O encontro começou no quintal de Marcos Veloso, um verdadeiro apaixonado pela obra de Gonzaga. “Eu andava com meu pai por aí, vendo toda essa cultura, me encantei desde novinho”, conta Veloso, que nasceu em Garanhuns e mantém em seu restaurante, no Bongi, uma parede dedicada à história do Rei do Baião. “Eu costumo dividir a música popular brasileira em antes e depois de Gonzaga. O baião trouxe uma mudança e uma criatividade nova para a MPB”, defende.
Além de sanfoneiros, participam do encontro aboiadores, bacamarteiros, bandas de pífano, repentistas e um grupo de xaxado. O encontro acontece no sábado (3) e no domingo (4), a partir das 17h, no Pátio de São Pedro. Veja a programação abaixo

Sábado
17h – Concentração
18h – Abertura
100 sanfoneiros com a regência de Maestro Camarão
Ato religioso com a presença do Padre Reginaldo Veloso e Irah Caldeira
Apresentação de aboiadores e bacamarteiros de Abreu e Lima
Apresentação dos sanfoneiros
Apresentação da banda de pífano Zé do Estado, de Caruaru
Show do homenageado - Heleno dos Oito Baixos

Domingo
17h - Apresentação dos sanfoneiros
Apresentação dos repentistas Edmilson Ferreira e Antônio Lisboa
Apresentação do grupo de xaxado Egildo Bezerra
Show do homenageado - Joquinha Gonzaga
FONTE: www.g1.com.br

VEJA AÍ ESSA ALTERNATIVA EM COMUNICAÇÃO

TV WEB DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ÁLVARO WEYNE

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

comunicação e religião.

Igreja Mundial gasta R$220 milhões por mês em aluguéis de horários na TV

28/11/11
Renato Cavallera
A Igreja Mundial do Poder de Deus é hoje a denominação evangélica com mais aparições na TV por dia, em certos estados os cultos da igreja neopentecostal estão sendo exibidos 24 horas por dia, não importa quando o telespectador vai trocar de canal ou qual irá escolher, tem sempre uma emissora em qualquer horário exibindo um programa da igreja do apóstolo que usa chapéu de cowboy. Famoso por conseguir alugar diversos horários em várias emissoras de TV diferentes pagando as vezes valores bem acima dos anteriormente negociados, o Apóstolo Valdemiro Santiago ganhou fama como um dos mais famosos televangelistas do Brasil, mas isso tem uma preço: cerca de R$220 milhões por mês atualmente.
A informação é do jornalista Lauro Jardim na coluna Radar Online da Revista Veja que noticia também que, embora não tenha comprado a emissora em si, o Canal 8 de Cuiabá é agora todo da Igreja Mundial que comprou 24 horas de sua programação diária e irá pagar R$480 mil por mês para usufruir como quiser dele.
Além disso Valdemiro Santiago tem horários em algumas das principais emissoras de tv aberta do Brasil como a Band, Rede TV! e CNT/Gazeta, e continua negociando e procurando em diversas emissoras e retransmissoras alguns novos horários para arrendar. Recentemente fez propostas para ter espaços na Record, do desafeto e ex aliado Edir Macedo, e em uma emissora nos Estados Unidos.
Devido a sua forma feroz de conseguir horários na TV recentemente ele teve uma discussão com o Pastor Silas Malafaia ao pagar mais que o dobro do valor pago pelo líder da Igreja Vitória em Cristo e tira-lo do ar nas madrugadas da Band.
Valdemiro, que já perdeu horários para o Missionário R.R. Soares, hoje supera o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus como sendo o televangelista com o maior número de horários no Brasil.
Fonte: Notícias Gospel (Notícia incluída em 28/11/2011 no site a Aesp)
Retirado do site: www.carosouvintes.org.br

UM POUCO DE HISTÓRIA


Como Marconi inventou a TSF


COMO MARCONI INVENTOU A T.S.F.


Um antigo estudante de Boulogne, condiscípulo de Marconi nesta Universidade, em 1894 o doutor d’Asteck-Callery que fazia parte duma Missão Inter-Aliada, tendo sido chamado para ahi dirigir uma serie de experiências delicadas e ensaios práticos importantes na costa mediterrânea, em Antibes, encontrava-se um dia no Cabo do mesmo nome, perto do farol com outros sábios, em vias de proceder á instalação dos seus aparelhos; quando ouviu o velho guarda do farol que, não podendo conter o seu espanto á vista desses aparelhos, exclamava:

“Ah ! mas eu já conheço isso! Sim, senhores já vi esses aparelhos, ou outros parecidos, quando tive em minha casa o senhor Marconi.” Intrigado, o doutor d’Asteck interrogou de parte o homem. O relato que ouviu dos seus lábios foi conservado integralmente por ele e publicado no órgão da imprensa madrilena, “La Libertad” de domingo 25 de Maio de 1924:

”Marconi chegou um belo dia do farol. Vinha recomendado por um amigo de Nice e trazia consigo os seus aparelhos. Disse-me que iria comunicar, por meio de certas ondas, que não eram do mar, com um outro seu camarada que se encontrava na Córsega, junto do Cabo Bonifácio, e que para esse fim tinham sido fixados entre eles, dias e horas precisas para a audição dos sínaes. Passou assim uma curta permanência a fazer experiências, alternando para esse efeito, as suas viagens do cabo d’Antibes a Nice. Uma estrada duns 8 quilómetros era o trajecto da gare d’Antibes ao Cabo.

Marconi, sem dinheiro, percorria-a, a maioria das vezes a pé. Por vezes, fatigado, fazia-se conduzir por um cocheiro, seu compatriota, da gare ao farol.
Um belo dia, produziu-se entre os dois homens, por razões que ficaram misteriosas, uma altercação. Supoz-se que Marconi, não podendo pagar ao seu condutor, lhe teria prometido o pagamento total duma vez só, renumerando-o generosamente, e que o prazo, sempre renovado, tivesse causado a discussão. O que é facto é que n’essa tarde, no instante em que a carruagem chegava á encruxilhada próxima do termo da viagem, o cocheiro, furioso, e talvez embriagado, caiu sobre o seu credor e administrou-lhe uma tal “tareia” que o deixou inanimado, largando imediatamente a sua vitima estendida na estrada e fugindo, a galope apavorado com o seu acto.
Alguns instantes depois, o acaso conduzia ao local do incidente o que mais tarde foi o anjo da guarda do jovem Marconi. Era o ilustre Sir Willan Henry Preece, físico iminente e desde 1877, engenheiro electrotecnico dos telégrafos londrinos.
Preece estava em vilegiatura num hotel visinho, e á vista do desgraçado, estendido na estrada, despertou na sua alma os sentimentos do bom Samaritano. Levantou-o e fê-lo transportar ao Hotel do Cabo d’Antibes, que ocupa a residência construída por Napoleão em favor dos artistas inválidos do Império.
A habitação, situada no meio dum parque maravilhoso, encontrava-se na extremidade dos dois caminhos que, partindo da encruzilhada onde tem lugar a scena que relatamos, acaba á direita com o Cabo, emquanto que a ramificação da esquerda conduz, atravez dum pitoresco pinheiral, ao farol. A clientela do hotel era antes da guerra quasi exclusivamente britânica, e tão rica como discreta e silenciosa.
Tornado a si, Marconi, - então perfeitamente desconhecido, o que explica que esta scena não tivesse causado impressão no hotel onde passou despercebida para os restantes hospedes e até para M. Sella, proprietário há 35 anos já, desse opulento albergue, - contou a sua historia a Preece. Todos sabem que o jovem sábio era filho de mãe inglesa. Isso facilitou singularmente as relações com o sábio engenheiro. Este, não obstante recusava acreditar que Marconi pudesse ouvir sinaes sem fio vindos da Córsega. Mas foi preciso render-se á evidencia quando, convidado pelo seu jovem protegido a assistir ás suas experiências no mesmo farol, ele ouviu, poucos dias depois a crepitação, nas membranas do receptor telefónico, dos primeiros sinaes radiotelegraficos passando sem condutor nessa larga faixa azul do Mar Latino, que separa a pátria de Bonaparte, Terra de Promissão da nossa bela Provença.
Sir W. H. Preece, estava desse dia em deante, conquistado e a fortuna vindo de Marconi não se separou mais da sua. Conduziu-o a Londres, onde o dotou dos meios indispensáveis para se meter á obra, conseguindo-lhe da Administração dos Correios e Telégrafos, um credito de 15.000 shillings que lhe permitiu a continuação das suas experiências e de fazer do seu nome, o nome ilustre que hoje possue.

Nota: Foi preservado o português original 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CONGRESSO ACERT

comunicação

Acert realiza sua XIII Convenção

Publicado em 28 de novembro de 2011 

A Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) promove, nos dias 29 e 30 de novembro, a sua XIII Convenção anual, com uma série de palestras voltadas aos profissionais da comunicação. O evento será na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

O jornalista Sidney Rezende, apresentador da TV Globo, vai abordar temas como rádio e Internet; mídias sociais e o rádio; produção antes e depois da Internet; as mudanças de locução ao longo do tempo e tendências para cada perfil de rádio: popular, adulta, jovem e AM.

Rodolfo Moura Machado, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) será um dos conferencistas da XIII Convenção da Acert.

Ele vai falar sobre Marco Regulatório, ressaltando o que muda na radiodifusão e comentando as propostas em tramitação no Congresso Nacional. O gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Everardo Leite, destacará as entidades não outorgadas e a legislação, tendo o consultor técnico da Anatel, Gilson Moreira, como debatedor.

Já a vice-presidente da Acert, Carmen Lúcia Azulay, falará sobre o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), apresentando proposta para atender aos anseios das emissoras de rádio e televisão.

De acordo com o presidente da Acert, Edilmar Norões, a entidade homenageará dois radialistas, um da Capital e outro do Interior do Estado.

Os agraciados serão Tom Barros, da Rádio Verdes Mares, e Marcelo Vieira, da Rádio Super Vale, da cidade de Crateús. "A Convenção da Acert, além de ser uma oportunidade para fazermos um balanço de todas as atividades realizadas durante o ano e prestarmos conta, é um momento de confraternização entre os profissionais", afirma Edilmar Norões.
fonte: DIÁRIO DO NORDESTE

domingo, 27 de novembro de 2011

que revelação interessante...

Ao ser indagado sobre a venda da Rádio Dragão do Mar para o Grupo Shalom o Presidente do PSDB em entrevista na rádio Cidade AM  ( PROGRAMA DE DOMINGO) disparou com essa:
Agora a rádio está nas mãos de Deus....
O pior é que o radialista que o estava entrevistando foi um dos prejudicados .... chegou até rir da afirmação do Senhor MARCOS CALS....
Nosso comentário: POBRE RÁDIO CEARENSE...

UMA REFLEXÃO SOBRE PROGRAMAS POLICIAIS

Os direitos humanos e programas policiai

MEMBRO da coordenação colegiada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescentee (Cedeca), a comunicadora Margarida Marques analisa o papel dos programas policiais de televisão no contexto de violência e pobreza
26.11.2011

Margarida Marques 
Especial para O POVO

Por muitos vieses podemos analisar os programas policiais. Fiz uma escolha daquele que acho mais marcante. Não sendo o único, creio que seja o mais revelador de como se sustentam tais programas: a exposição da pobreza. E é aqui, para mim, que se revelam, os elementos de uma complexa engenharia, que junta aspectos de conteúdo, forma e intenção. Estranhamente, realiza-se um fenômeno: os programas mostram as comunidades, geram uma identificação com a população de baixa renda, ao mesmo tempo expõem a pobreza de forma estigmatizadora, pejorativa. Ao passo em que se identifica com o programa, essa população não reconhece aquele tratamento ofensivo como algo que a afete e sim ao outro. Não se reconhece como classe, há um descolamento entre a imagem retratada e a identificação com sua própria realidade.

O linguajar utilizado que aparenta popular: os “comedozin” de rapadura, “do pescoço pra baixo é canela” é a deixa para liberar concepções preconceituosas e posições reacionárias: pena de morte, redução da idade penal. E aquilo que parece engraçado faz com que o telespectador não reconheça o tom de ironia e discriminação com que são ditas tais expressões. E que não perceba que estão usando da sua condição de excluído para estabelecer um lugar de cidadão e não cidadão (de bem), reforçando as construções sociais que vinculam pobreza à violência, exclusão à criminalidade. Naturalizam a aceitação de que existem seres humanos destituídos de direitos.

Outro aspecto que podemos analisar é a prestação de serviço. Ao tempo em que os programas contribuem ouvindo denúncias da comunidade, possibilitam uma proximidade maior com o público, pecam por assumir o papel do Estado. No lugar de cobrar respostas dos poderes públicos diante das situações de violação, assumem a resolução da questão, tratando de forma assistencialista algo para qual deveriam ser cobradas políticas públicas. É o caso do encaminhamento de dependentes químicos para tratamento (com o agravante de que é muitas vezes feito de forma compulsória e explorando a situação) e demais tratamentos de saúde, dentre outros. Desta forma, ocupam um vácuo deixado pela ausência de políticas públicas, por um estado claramente posicionado ao lado dos interesses de uma elite e por um modelo de desenvolvimento gerador de exclusão social e que aprofunda as desigualdades históricas.

Quando abordam os temas da violência, da criminalidade e da segurança pública, o fazem estigmatizando determinados territórios e segmentos sociais. Os apresentadores sentem-se no poder de julgar e estabelecer sentenças e punições: “Furar os dois olhos. Quero ver matar alguém sem a claridade da visão”, anunciou um desses apresentadores, que também é parlamentar. Os repórteres parecem destituídos de sensibilidade quando, de maneira autoritária, sem se importar com a dor alheia, invadem a casa, a privacidade e a dignidade das pessoas com o objetivo de tornar a mais sensacional possível sua matéria.

As matérias, deslocadas do contexto, dificultam a reflexão sobre as situações retratadas. Tais programas são incapazes de contextualizar que nossas periferias negras guardam estreita relação com os imensos contingentes de escravos que, “libertos”, partiram sem qualquer posse, escolaridade ou condição mínima que possibilitasse uma efetiva inclusão, assim como as populações que migraram para os grandes centros, fugindo da seca, ou, ainda, os contingentes operários das fábricas. Não mostram que, diante de imensas dificuldades, essa população tem se organizado e resistido a toda sorte de opressão, criando associações comunitárias, culturais, alternativas de economia solidária, de geração de renda etc. Infelizmente, quando os programas policiais ressignificam esses lugares, essa condição, esses territórios, o fazem numa lógica que, em nome da audiência, da espetacularização, inverte o lugar dessas populações que de vítima passam a ser culpabilizadas.

A lógica da audiência nos revela os interesses econômicos e aí temos uma questão importante de ser refletida. Tais programas contam com anunciantes que se valem da audiência conquistada por eles para vender seus produtos, mesmo que pareça contraditório misturar anúncios de vinho, remédios, tintas, sucos com assassinato, estupro. Isso provoca, por um lado, uma banalização e, por outro, transforma em mercadoria o que deveria ser informação. É neste sentido que a publicação Televisões: violência, criminalidade e insegurança nos programas policiais do Ceará nos convida à reflexão sobre a comunicação que queremos. E para garantirmos uma comunicação comprometida em denunciar as violações de direitos e não violadora de direitos humanos, é necessário o envolvimento de toda a sociedade na luta por uma comunicação ética, responsável, promotora de valores de solidariedade. É necessário que sejam construídos mecanismos de controle social, de participação da sociedade, para o envolvimento desta na discussão sobre as políticas de comunicação no nosso país.

Margarida Marques é comunicadora e membro da coordenação colegiada do Cedeca Ceará. Integra também o Conselho de Leitores do O POVO.
fonte: JORNAL O POVO