quinta-feira, 21 de julho de 2011
RÁDIO DIGITAL EM DISCUSSÃO

RÁDIO DIGITAL
DRM participa de testes para definir sistema
Por Carla Festucci em 19/07/2011 na edição 651
Reproduzido do Observatório do Direito à Comunicação, 15/7/11
Nos últimos 18 meses foram realizados ensaios com DRM30 e DRM+ em São Paulo, Belo Horizonte e Itatiaia, contando com a participação de especialistas brasileiros e parceiros. De acordo com a organização, a tecnologia DRM tem demonstrado um desempenho muito bom em longa distância, nas faixas de AM (DRM30) e também acima de 30MHz, confirmando alguns dos resultados positivos demonstrados recentemente em mais partes do mundo, como Índia, Sri Lanka, Reino Unido e outros países europeus.
Ruxandra Obreja, presidente do Consórcio, disse que espera que a oferta de dar continuidade aos testes, demonstrando os benefícios do DRM às autoridades brasileiras de radiodifusão comunitária, seja retomada. “A família de tecnologias DRM oferece a única solução de AM e FM completa, desfrutando de todos os benefícios de um padrão aberto, como alta qualidade de áudio, eficiência de espectro com até quatro canais por frequência e a mesma cobertura que a obtida através de transmissões analógicas, com menos consumo de energia e a mínima interferência”, avaliou.
A presidente da empresa ainda afirmou: “É convicção da DRM Consortium que o Brasil se beneficiará desta tecnologia, com sua mistura de áreas densa e escassamente povoadas e seu mercado de rádio vibrante e livre”. Ruxandra também vê a necessidade de envolvimento com as autoridades e os parceiros brasileiros: “isso irá demonstrar o potencial comercial para os transmissores, equipamentos e outros receptores produzidos e comercializados no Brasil”.
para pensar
A felicidade está ficando famosa pela sua habilidade em se viciar em todo tipo de excesso.
(Bill Gates)
(Bill Gates)
quarta-feira, 20 de julho de 2011
poeta Mário Gomes
Quem visita o centro da cidade de Fortaleza , especificamente na Praça do Ferreira certamente encontrará o poeta , boêmio e/ ou mendigo Mário Gomes. Mas quem é essa figura emblemática? De uma coisa tenho eu certeza: Ele é bem mais feliz que muitos de nós.
Veja esta poesia:
Beijei a boca da noite
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo."
Veja esta poesia:
AÇÃO GIGANTESCA
E engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
Pensando que era a hora do Juízo Final.
Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
Voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
E fui descansar na primeira nuvem
Que passava naquele dia
Em que o sol me olhava assustadoramente.
Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo."
Quer conhecer mais deste poeta, visite os blogs abaixo:
UMA DISCUSSÃO SOBRE A MÍDIA
Confortar os aflitos e afligir os confortáveis
qua, 20/07/11 por milton.jungPor Carlos Magno Gibrail

… Ou confortar os menos favorecidos e desconfortar os mais abastados. É a função do jornalismo, idealizada por Finley P. Dunne, jornalista do século 19, lembrada pelo Estadão no sábado, ao comentar a queda dos tablóides ingleses.
Murdoch, o poderoso do 4º Poder, que até então vinha no mercado inglês dos tablóides deleitando as multidões com as intimidades e desgraças dos confortáveis, cometeu o erro definitivo ao desrespeitar o público que deveria servir. O NoW – News of the World – 2,8 milhões de exemplares, no afã de notícias, se intrometeu em investigação de britânicos comuns causando danos irreparáveis. Afligiu a quem deveria confortar e se viu aflitivo tendo sido obrigado ao fechamento e consequente demissões, que no domingo já tinham chegado até a Scotland Yard e envolvendo membros do governo.
Na segunda, o primeiro repórter do NoW a denunciar as escutas ilegais foi encontrado morto. Sean Hoare foi afastado por uso de bebidas e drogas, mas sua morte ainda é uma incógnita.
Ontem, enquanto Hoare era autopsiado, Murdoch conseguia uma audiência de final de Copa do Mundo ao depor no Parlamento com direito a sabão de barba no rosto.
Entre nós neste período assistimos ao Pão de Açúcar e ao BNDES entabulando negociações que geraram reação imediata da mídia, a tal ponto que em poucos dias a proposta era desfeita. As jornalistas do jornal da CBN Lucia Hipólito e Miriam Leitão em conversa com Milton Jung deram contribuições importantes.
Dilma Rousseff com a recente experiência do caso Palocci, nas primeiras manifestações dos jornalistas ao caso do ministério dos transportes, decidiu rápido e não houve pizza, houve demissões.
Diante destes fatos tão positivos quanto à ação do 4º Poder fica a pergunta: por que não se faz sempre assim?
Fernando de Barros e Silva, ontem na Folha, respondeu a pergunta de Juan Arias de “El País” que indagava: por que os brasileiros não reagem à corrupção?
Silva atribui ao bem estar geral e ao controle governamental de entidades que poderiam reivindicar acompanhamento e punições aos gestores públicos.
Tendo em vista o sucesso atual das ações do 4º Poder, sim, a imprensa, depois do executivo, do legislativo e do judiciário, tem poder equivalente e pode mudar o curso combatendo a corrupção. E ainda se der sorte consegue extraordinária audiência nas TVs, rádios, jornais, revistas, sites, blogs e, por que não, nos tablóides.
Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung.
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