terça-feira, 12 de abril de 2011

VEJA ESTE POST - FORTALEZA ANTIGA

Na Fortaleza

Um dos quadros do programa apresentado por Narcélio Limaverde na rádio FM Assembleia é Fortaleza Antiga, crônica rica da cidade comportamental, com seus costumes e falas. E como fala o cearense. Lembro de quando menina - e, sinceramente, quem dera que assim ainda fosse - que a grande preocupação dos pais era ter filho mal falado, as meninas então...

 Gosto de lembrar das brincadeiras na rua. Sim, a rua era pra brincar, com poucos veiculos e nenhum perigo além de um acidente, como queda, por exemplo. Mas, menino naquele tempo caia e não se quebrava. Levava carão e, dependendo do susto na mãe, umas palmadas com direito a castigo como ficar sem os companheiros brincantes por alguns dias.

Como ajudava em casa e estudava, sobravam as noites para correr, pega-pega, cantigas de roda - gente! as cirandas eram lindas!

Não é saudosismo, não sinto saudade da infância, tenho mais o que fazer... mas, retenho na memória o que me fez crescer acreditando na bondade das pessoas.
Retirado do blog fabreu.blogspot.com

parabéns CHICO ANYSIO - 80 ANOS

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MISSA POR ASSIS FURTADO

Missa pela saudade do radialista Assis Furtado

Será celebrada, nesta segunda-feira, a missa de 30º dia da morte do professor e radialista Assis Furtado. A celebração ocorrerá na na Igreja de Fátima, às 18 horas.
Assis Furtado era nome dos mais respeitados na crônica esportiva de Fortaleza. Chegou a ser arbitro, treinador, dirigente de clube e atuou por longos anos como comentarista de futebol na Ceará Rádio Clube.
FONTE: BLOG DO ELIOMAR

PARA REFLETIR

08.04.11 - Mundo
Criança, entre livros e TV
Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Adital
Foi o psicanalista José Ângelo Gaiarsa, um dos mestres de meu irmão Léo, também terapeuta, que me despertou para as obras de Glenn e Janet Doman, do Instituto de Desenvolvimento Humano de Filadélfia. O casal é especialista no aprimoramento do cérebro humano.
Os bichos homem e mulher nascem com cérebros incompletos. Graças ao aleitamento, em três meses as proteínas dão acabamento a este órgão que controla os nossos mínimos movimentos e faz o nosso organismo secretar substâncias químicas que asseguram o nosso bem-estar. Ele é a base de nossa mente e dele emana a nossa consciência. Todo o nosso conhecimento, consciente e inconsciente, fica arquivado no cérebro.
Ao nascer, nossa malha cerebral é tecida por cerca de 100 bilhões de neurônios. Aos seis anos, metade desses neurônios desaparecem como folhas que, no outono, se desprendem dos galhos. Por isso, a fase entre zero e 6 anos é chamada de "idade do gênio”. Não há exagero na expressão, basta constatar que 90% de tudo que sabemos de importante à nossa condição humana foram aprendidos até os 6 anos: andar, falar, discernir relações de parentesco, distância e proporção; intuir situações de conforto ou risco, distinguir sabores etc.
Ninguém precisa insistir para que seu bebê se torne um novo Mozart que, aos 5 anos, já compunha. Mas é bom saber que a inteligência de uma pessoa pode ser ampliada desde a vida intrauterina. Alimentos que a mãe ingere ou rejeita na fase da gestação tendem a influir, mais tarde, na preferência nutricional do filho. O mais importante, contudo, é suscitar as sinapses cerebrais. E um excelente recurso chama-se leitura.
Ler para o bebê acelera seu desenvolvimento cognitivo, ainda que se tenha a sensação de perda de tempo. Mas é importante fazê-lo interagindo com a criança: deixar que manipule o livro, desenhe e colora as figuras, complete a história e responda a indagações. Uma criança familiarizada desde cedo com livros terá, sem dúvida, linguagem mais enriquecida, mais facilidade de alfabetização e melhor desempenho escolar.
A vantagem da leitura sobre a TV é que, frente ao monitor, a criança permanece inteiramente receptiva, sem condições de interagir com o filme ou o desenho animado. De certa forma, a TV "rouba” a capacidade onírica dela, como se sonhasse por ela.
A leitura suscita a participação da criança, obedece ao ritmo dela e, sobretudo, fortalece os vínculos afetivos entre o leitor adulto e a criança ouvinte. Quem de nós não guarda afetuosa recordação de avós, pais e babás que nos contavam fantásticas histórias?
Enquanto a família e a escola querem fazer da criança uma cidadã, a TV tende a domesticá-la como consumista. O Instituto Alana, de São Paulo, do qual sou conselheiro, constatou que num período de 10 horas, das 8h às 18h de 1º de outubro de 2010, foram exibidos 1.077 comerciais voltados ao público infantil; média de 60 por hora ou 1 por minuto!
Foram anunciados 390 produtos, dos quais 295 brinquedos, 30 de vestuário, 25 de alimentos e 40 de mercadorias diversas. Média de preço: R$ 160! Ora, a criança é visada pelo mercado como consumista prioritária, seja por não possuir discernimento de valor e qualidade do produto, como também por ser capaz de envolver afetivamente o adulto na aquisição do objeto cobiçado.
Há no Congresso mais de 200 projetos de lei propondo restrições e até proibições de propaganda ao público infantil. Nada avança, pois o lobby do Lobo Mau insiste em não poupar Chapeuzinho Vermelho. E quando se fala em restrição ao uso da criança em anúncios (observe como se multiplica!) logo os atingidos em seus lucros fazem coro: "Censura!”
Concordo com Gabriel Priolli: só há um caminho razoável e democrático a seguir, o da regulação legal, aprovada pelo Legislativo, fiscalizada pelo Executivo e arbitrada pelo Judiciário. E isso nada tem a ver com censura, trata-se de proteger a saúde psíquica de nossas crianças.
O mais importante, contudo, é que pais e responsáveis iniciem a regulação dentro da própria casa. De que adianta reduzir publicidade se as crianças ficam expostas a programas de adultos nocivos à sua formação?
Erotização precoce, ambição consumista, obesidade excessiva e mais tempo frente à TV e ao computador que na escola, nos estudos e em brincadeiras com amigos, são sintomas de que seu ou sua querido(a) filho(a) pode se tornar, amanhã, um amargo problema.
[Frei Betto é escritor, autor de "Maricota e o mundo das letras” (Mercuryo Jovem), entre outros livros.
Copyright 2011 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].

quinta-feira, 7 de abril de 2011

UMA REFLEXÃO SOBRE A TRAGÉDIA OCORRIDA NO RIO DE JANEIRO

A TRAGÉDIA NA ESCOLA

  A tragédia ocorrida na Escola do Rio de Janeiro poderia nos levar a várias reflexões sobre violência, sobre fundamentalismo e sobre a situação de calamidade das Escolas Públicas de todo Brasil onde situações de agressões, assaltos e medos são comuns aos personagens das Escolas em todos os locais do país. Vivemos momentos de violência grave e não temos infelizmente nenhum programa governamental que coiba a violência nem proteja aqueles que vão à escola para estudar ou trabalhar hoje nos ambientes escolares. A grande questão é que hoje as Escolas Públicas são extremamente frágeis à penetração da violência, pois os órgãos de segurança não tem programas que afastem das Escolas drogas, deliquentes ou outro tipo de agente dos problemas trazidos pelo processo de violência aos membros da Escola.
  Claro que a Escola não pode ficar isolada do povo nem ser fechada às comunidades, mas é preciso que hajam ações que identifiquem e registrem a presença de todos que estão nas Escolas e em seus arredores para garantir proteção a professores, alunos e funcionários das Escolas. É urgente que se implementem equipamentos de fiscalização eletrônica visto que os agentes de segurança contratados por empresas terceirizadas nas Escolas são infeficientes e despreparados para defesa dos que estão no ambiente escolar. É preciso garantir a presença na Escola apenas dos seus personagens e criar planos de segurança para arredores defendendo aqueles que buscam a Escola e dela fazem parte. A segurança em Escolas Públicas é extremamente falha, qualquer pessoa adentra a uma Escola Pública sem ser molestado e às vezes pode trazer consigo armamentos, drogas ou outros meios de fomentação da violência.
   É urgente que a questão da segurança nas Escolas seja tratada com mais responsabilidade por parte das autoridades de segurança e educação que devem criar mecanismos de respeito às Escolas Públicas e compromisso com seus personagens, pois é notório os casos de agressões a professores, funcionários e alunos das Escolas muitas vezes pela própria comunidade vizinha. A Escola tem de recuperar urgentemente o respeito e a consideração da sociedade , pois é um espaço de construção de saber e de construção de sonhos , esperanças e alegrias presentes e futuras. Vale ressaltar que no caso do Rio de Janeiro o agressor era ex - aluno da Escola e fica aqui uma pergunta: Como tratamos nossos ex e atuais alunos? Qual  o significado das Escolas para os alunos e egressos? Como podemos evitar a violência na Escola e na sociedade como um todo? Perguntas como essas poderiam ser objetos de debates, pesquisas e, sobretudo ações, mas muitos não querem saber de outra coisa a não ser massacrar e perseguir os professores que são obrigados unicamente a cumprir a sina burocrática da Escola e não são impelidos de forma alguma a fazer educação o que certamente evitaria problemas como esse.

Tragédia: Homem invade escola e mata onze pessoas em Realengo (RJ) 07/04...