sexta-feira, 3 de abril de 2009

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Conferência de Comunicação
Daniel Fonsêca
A realização da Conferência Nacional de Comunicação (CNC) é uma demanda histórica deste movimento de luta pela democratização da comunicação. As conferências vêm sendo um importante instrumento em diversas áreas para garantir a participação da população organizada na discussão e definição de políticas públicas de um determinado setor do Estado. Desde junho de 2006, a conferência virou uma bandeira nacional do campo da comunicação. Agora, chegou o momento de os movimentos populares pressionarem para garantir o caráter democrático da CNC. No Ceará, desde meados do o ano passado, diversas entidades e comunicadores populares têm se reunido para mobilizar a sociedade civil, os agentes públicos e outros(as) interessados no tema da comunicação social para pressionar o Governo Federal pela realização de uma Conferência Nacional para o setor. Em janeiro, começou a ser organizada, a Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação (CPC-CE) com a participação, inicialmente, de algumas entidades. Hoje, sexta-feira, dia 3 de abril, às 14h30min a pedido da comissão, a Assembléia Legislativa realiza audiência pública sobre o tema. O objetivo é dar visibilidade às pautas da conferência e iniciar a mobilização no interior do Estado, de cujas macrorregiões devem ser convidados representantes. No sábado (4), vai ser promovido um seminário preparatório no auditório da Fetraece. A mobilização que ocorre no Ceará é conseqüência direta da articulação de coletivos, movimentos, sindicatos, universidades e outras instituições, que, desde 2007, fortalecem o Movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação.
Daniel Fonsêca - Jornalista. Integrante da CPC-CE - Publicado no Jornal O POVO de 3 de Abril de 2009

HOJE TEM DISCUSSÃO SOBRE COMUNICAÇÃO - O RÁDIO TAMBÉM É MEIO DE COMUNICAÇÃO NÃO É ???





Agenda do Dia -

AL discute nesta sexta-feira Conferência Nacional de Comunicação
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa realiza nesta sexta-feira (03/04), às 14h30, audiência pública sobre o tema "Construindo uma Conferência de Comunicação Popular". O debate acontecerá no Complexo de Comissões Técnicas da Casa e atende a requerimento da deputada Rachel Marques (PT).Este encontro, ressalta a parlamentar, é uma etapa estratégica na mobilização pública pela realização de conferências municipais, regionais e estadual de Comunicação no Ceará. Processos semelhantes acontecem em todo o país após a confirmação, por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da realização da Conferência Nacional, prevista para acontecer entre os dias 1º e 3 de dezembro deste ano. No Ceará, a Comissão Pró-Conferência (CPC-CE) tem pautado os debates e reunido dezenas de instituições e indivíduos em torno da questão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PARA LER E REFLETIR


MÍDIA RADIOFÔNICA
O rádio em nossas mãos
Por Francisco Djacyr S. de Souza em 31/3/2009
Diante dos problemas que o rádio tem passado, é vital que os seus usuários (os ouvintes) tomem posição firme para fazer algo no sentido de mudar o estado de coisas e desenvolver uma luta por sua melhoria e/ou fortalecimento. O ouvinte é um usuário, um consumidor, e deve ser respeitado por isso. Infelizmente, alguns que se dizem proprietários dos meios de radiodifusão não acatam o poder de organização desta classe – que é fidedignamente o elemento vital da comunicação, pois sem ouvintes não há rádio – não há comunicação. Precisamos urgentemente desenvolver um processo de fortalecimento de medidas de respeito e consideração aos usuários de comunicação. No processo de desenvolvimento da comunicação no rádio, a opinião do ouvinte, suas dicas, suas reivindicações, seus recados, seus protestos são de importância vital para a sociedade e seu processo de organização.
O mundo moderno, com o avanço tecnológico, é marcado por uma situação ambígua onde de um lado temos modernização das comunicações e, no mesmo lado, temos um processo grande de privatização da coisa pública, entre elas o meio rádio que, apesar de ser uma concessão pública, ainda está nas mãos de grupos que cada vez mais evitam a participação dos usuários da comunicação e deixam que sejam cometidos os mais diversos absurdos no processo de emissões radiofônicas.
Porque no processo de modernização, o rádio não se moderniza no processo de democratização da comunicação e na abertura ao diálogo franco e ao poder de crítica do ouvinte. Este lado da comunicação é sempre esquecido e, no momento em que estes se organizam para lutar pelos direitos de consumidor, prontamente são agredidos, desrespeitados e ridicularizados.
Espaços para questionamento
O rádio precisa de gente que queira desenvolver seu processo de melhoria e seu avanço na comunicação ativa e na concretização de um novo modo de ver a comunicação, no qual o usuário seja respeitado como tal. A comunicação é hoje importantíssima para a sociedade, o poder da mídia é forte, porém deve ser utilizado para o bem das pessoas e para o respeito mútuo. Neste momento, precisamos fortalecer o desejo do consumidor de mídia dando oportunidades de que este tenha no aspecto comunicativo voz, conhecimento e poder.
Nosso povo não pode ficar à mercê de uma comunicação comprometida com os poderosos. A comunicação deve ser plural e democrática e somente cumprindo essa missão os meios de comunicação terão eficiência na missão de comunicar. O povo tem provado que sabe o que é resistir: as rádios comunitárias, a campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania, as rádios livres, a criação da associação de ouvintes e outras iniciativas, como Conselho de Leitores em alguns jornais, e a luta pela Conferência das Comunicações são ações que provam que há muito a se fazer para termos uma comunicação verdadeira e adequada aos anseios populares. Porém, a luta está posta e é preciso que haja uma nova visão dos que se dizem proprietários das comunicações, abrindo espaços para o questionamento das mensagens e fortalecimento da crítica construtiva das mensagens da comunicação.
Resgatar a história e a importância
É preciso debater o rádio. Claro que temos problemas, porém mesmo assim este meio tem resistido durante anos e é utilizado em campanhas publicitárias de grandes empresas e também na divulgação das ações estatais, pois a comunicação radiofônica chega a todos os lugares. O grande problema é que, às vezes, seu uso é para privilegiar alguns em detrimento de muitos e a questão da comunicação se configura em um processo de melhoria das oportunidades de uma relação harmônica entre as partes que fazem a comunicação e no processo de desenvolvimento de oportunidades para debater e questionar o que se faz no rádio e o que se diz em suas programações.
O processo de organização dos ouvintes é desacreditado, e muitas vezes criticado, mas é preciso que se saiba que em outros países mais desenvolvidos isto é comum e a maioria das emissoras tem organização a partir do pensamento imediato da sociedade. A luta por um rádio democrático e verdadeiro faz parte de uma luta maior de quem acredita numa sociedade justa e em um processo pleno de geração de justiça, liberdade e poder do povo para o povo.
Para aprofundar esta luta, junte-se a nós; acesse o site
www.aouvir.com.br, mande o panorama do rádio em sua cidade e contribua para resgatarmos a história deste meio de comunicação e sua importância hoje e sempre.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ATÉ O SENHOR DOUTOR CID


Até o Senhor Doutor Cid???



Temos a maior admiração pelo ex - senador e radialista Cid Carvalho, no entanto , no último dia 30 de Abril o grande radialista acabou misturando razão com emoção , ou seja, na ânsia de defender seus patrões atacou frontalmente a Nossa Associação um grupo de pessoas pobres, sem poder nem político nem econômico e que querem apenas lutar pela valorização do rádio no sentido de uma comunicação que seja verdadeira, honesta e respeitosa. O fato da Rádio Cidade ter tirado os ouvintes do ar foi uma decisão unilateral da direção da emissora que em um plano maquiavélico tentou colocar os ouvintes contra a ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO que lutou muito contra o fim do espetáculo de palavrões, agressõs e ameaças que ocorriam em um programa de rádio. O ex - Senador sugeriu que a OUVIR / CEARÁ estaria praticando censura, ora o que é censura? Não seria respeito que a Associação estaria buscando, mas o grande Senador talvez esqueceu do papel do rádio e o que diz a Constituição em termos de programação de rádio. O rádio infelizmente está utilizando pessoas despreparadas para gerar audiência a partir da agressão , isso não é certo. O grande Radialista também sugeriu que ninguém é obrigado a ouvir o que não quer, porém voltamos a perguntar: QUAL É O SENTIDO DA PROGRAMAÇÃO??? O RÁDIO FOI CRIADO PARA QUÊ? Desculpe - nos Senhor Cid Carvalho, mas acho que o senhor não compreendeu o sentido da nossa Associação que não tem o objetivo de censurar ninguém, mas exige sim , respeito...Convidamos - lhe a conhecer nossa luta para que não haja interpretação errônea nem agressão, que não queremos nem merecemos... O grande problema da Associação de Ouvintes é que não temos o Poder do dinheiro que compra mentes e até opiniões, se tivéssemos muito dinheiro certamente seríamos aceitos em todos locais e nossa opinião seria ouvida e respeitada...

domingo, 29 de março de 2009

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A ASSOCIAÇÃO DOS OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ - AOUVIR/CE ATRAVÉS DE SUA DIRETORIA VEM AO PÚBLICO EM GERAL, EM VIRTUDE DE UMA NOTA AMPLAMENTE DIVULGADA NA RÁDIO CIDADE AM 860 INFORMANDO QUE A NOSSA ENTIDADE JUNTAMENTE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTAVA CERCEANDO A PARTICIPAÇÃO DE OUVINTES NA PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA, ESCLARECER QUE NÃO HÁ QUALQUER PARTICIPAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO NO QUE FOI DIVULGADO. PARA ENTRAR EM CONTATO CONOSCO PARA MAIORES ESCLARECIMENTOS, DISPOMOS DOS FONES: (85) 3081.92.24//8731.64.24 LUÍS FERNANDO (PRESIDENTE) 3293.67.48/9979.96.11 PROF. DJACYR (VICE-PRESIDENTE) OU PELO NOSSO E-MAIL: aouvir@ibest.com.br.
A DIRETORIA

DRAMA E HUMOR NO RÁDIO


Peguem os lencinhos,sentem-se e choremFabiana Amaral
- “Senhoras e senhoritas, o famoso creme dental Colgate apresenta o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins: Em Busca da Felicidade.”
Foi assim que começou a história da radionovela no Brasil, na Rádio Nacional, em junho de 1941. Dramas já vinham sendo testados no poderoso veículo. Mas em forma de teatro, com poucos capítulos e bem curtos, a moda trazida de Cuba virou logo uma febre nacional.O rádio ainda não era bem explorado comercialmente e a maioria de suas transmissões era dirigida ao público masculino. Foi essa a grande sacada das novelas que, na verdade, tiveram seu início com os folhetins publicados no rodapé dos jornais a partir de 1836.Nos Estados Unidos (para variar, o tio Sam) começou-se a enxergar um filão de mercado no público. Isso lá pelos anos 30. Eram montados melodramas que faziam a mulherada se debulhar em lágrimas com histórias da carochinha. Mas ninguém dava importância para a irrealidade dos contos. A grande sacada era que, totalmente entretidas pelos dramas das personagens, o novo público-alvo, mulheres, na sua maioria donas-de-casa, absorvia tudo que lhes era despejado.As propagandas inseridas nos dramalhões eram constantes e a indústria de sabonetes e perfumes fazia a festa com o potencial consumista até então desconhecido. Esses programas ficaram conhecidos como "soap opera" (ópera de sabão), por causa dos patrocinadores.Mas vocação para dramalhões tragicômicos não tem outra origem que não a latina. Foi em Cuba e outras localidades de língua hispânica que o gênero se alastrou e arraigou feito câncer. E eram dessas localidades as peças consumidas pelas "senhoras e senhoritas" do Brasil.Por aqui, as radionovelas eram disseminadas pela agência publicitária Standard Propaganda, que detinha a conta da Colgate-Palmolive. Vendo que os ianques se deram bem com a façanha inseriam com sucesso a mesma fórmula por aqui, nos horários matutinos e vespertinos, desprezados pelos comerciantes, mas comprovadamente rico em audiência feminina.RadiomachismoUma nova tendência era percebida no comportamento social. A mulher agora era tida como mercado, mas sua condição não era nem um pouco exaltada. Os dramas retratavam o machismo social - não tão distante -, com histórias ressaltando o compromisso com o lar, a subserviência ao marido e as conseqüências de não ser uma boa esposa. Afinal, era dela a culpa das puladas de cerca do marido e "ai" se reclamasse.Quanto mais fantasioso o enredo, mais lágrimas, mais comoção, mais alienação e mais dinheiro para os patrocinadores. Todavia, o público masculino começou a dar um pouco mais de atenção ao programa das senhoras. E para agradar também a esse público o jeito foi jogar um pouco mais de realidade nas tramas, e ainda assim não perder o ar "a la" México. Característica fundamental.Nessa onda de sucessos estrondosos, destacou-se O Direito de Nascer, do cubano Félix Cagnet. Ele sabia que essa fórmula com sonhos, anseios e fantasias vendia muito, daí a necessidade de fazer chorar. E as lágrimas rolaram quando Maria Helena, disse ao doutor a clássica frase:
"Doutor, não posso ter este filho que vai nascer" (seguidos dos Oh! Ah!).
Mas nasceu, virou comoção nacional e foi visto, depois, na TV.Embora o sucesso fosse grande e a massificação irremediável, demorou para a radionovela se tornar diária. Isso só aconteceu na década de 1960, com o advento da telenovela. E apesar de ser avidamente consumida no Brasil, as produções radiofônicas eram veiculadas duas vezes por semana, num tempo de 20 minutos, aproximadamente. Pouco até, para o estrago que faziam.Em trabalho acadêmico, Antonio de Andrade, professor de Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), cita o sociólogo Orlando Miranda, que dá uma idéia do que era o rádio em seu apogeu. Ele afirma que "o impacto do rádio sobre a sociedade brasileira a partir de meados da década de 30 foi muito mais profundo do que a televisão viria a produzir 30 anos depois". Para isso, as radionovelas foram fundamentais.A moda se propagou e não só a Rádio Nacional detinha a guarda da criança. Todas começaram a produzir suas novelas, que alçavam à fama seus radioatores. Mas com a massificação da tevê, que teve sua primeira novela em 1951, as coisas pelo rádio começam a cambalear e o declínio pôde ser visto a partir da década de 1960, para culminar com o fim da radionovela em 1973. Isso oficialmente, pois com a facilidade e o baixo custo de produção, o gênero pode ser observado em várias regiões brasileiras. Principalmente no Norte e Nordeste. Sendo uma alternativa às caras produções televisivas.Que o gênero novelístico seja classificado como cultura e lisonjeado pelas rodas intelectuais e artísticas tudo bem, mas conhecendo a origem mais popular que se intensificou no rádio chega a se fazer necessária uma reflexão sobre as novelas atuais. Para tanto basta lembrar com que objetivo começaram: incitar o consumismo. Senhoras, senhoritas e senhores, peguem os lenços e chorem.

NO TEMPO DOS RECLAMES






Os Reclames foram nomes que se deram aos anúncios comerciais que predominaram no rádio em seus áureos períodos e que patrocinavam os programas de maior audiência.

Vale destacar os seguintes comerciais:

§ Leite Glória
§ Pílulas de vida do Dr. Ross
§ Sabonete Laiffboy
§ Melhoral, Melhoral é melhor e não faz mal
§ Colgate – Palmolive
§ Cafeaspirina
§ Regulador Xavier