segunda-feira, 19 de outubro de 2009

uma boa reflexão...

UMA BOA REFLEXÃO...

A vida me ensinou...

A dizer adeus às pessoas que amo,


A vida me ensinou...

A dizer adeus às pessoas que amo,

Sem tirá-las do meu coração;

Sorrir às pessoas que não gostam de mim,

Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,

Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir;

Aprender com meus erros .

Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças;

Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,

A ser forte quando os que amo estão com problemas;

Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;

Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;

Perdoar incondicionalmente,

Pois já precisei desse perdão;

Amar incondicionalmente,

Pois também preciso desse amor;

A alegrar a quem precisa;

A pedir perdão;

A sonhar acordado;

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);

A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;

Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;

A ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;

A não temer o futuro;

Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

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Sorrir às pessoas que não gostam de mim,

Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;

Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,

Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;

Calar-me para ouvir;

Aprender com meus erros .

Afinal eu posso ser sempre melhor.

A lutar contra as injustiças;

Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,

A ser forte quando os que amo estão com problemas;

Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;

Ouvir a todos que só precisam desabafar;

Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;

Perdoar incondicionalmente,

Pois já precisei desse perdão;

Amar incondicionalmente,

Pois também preciso desse amor;

A alegrar a quem precisa;

A pedir perdão;

A sonhar acordado;

A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);

A aproveitar cada instante de felicidade;

A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;

Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;

A ver o encanto do pôr-do-sol;

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;

A abrir minhas janelas para o amor;

A não temer o futuro;

Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

veja que coisa interessante este trabalho no rádio

A Rádio Kiss FM (102,1 MHz - São Paulo/SP) está com inscrições abertas para a promoção Kiss Yourself. Através dela, quatro ouvintes estão sendo selecionados para atuar na produção e apresentação de quatro programas, ao qual já estão sendo veiculados pela tradicional emissora rock and roll.

Os interessados em participar devem fazer a inscrição até o dia 28 de outubro por meio do site da emissora (www.kissfm.com.br). Após o preenchimento dos dados, o ouvinte deverá mandar uma seqüência musical e conteúdo para um programa de no máximo trinta minutos.

A cada semana um candidato está sendo selecionado para gravar o programa ao lado de um locutor da emissora. O primeiro já foi ao ar no último dia 10 e os demais seguem nos próximos três sábados do mês. No dia 3 de novembro a comissão da Kiss FM elegerá dentre os quatro finalistas o melhor programa, este por sua vez será o convidado especial que poderá com um acompanhante conferir gratuitamente todos os shows promovidos pela emissora até o final do ano.

Atualmente a Kiss FM conta com três afiliadas. Além de São Paulo, onde está situada a matriz da rede, a emissora pode ser sintonizada também nas cidades de Mongaguá/SP (90.1), Brasília/DF (94.1) e na região de Campinas em 107.9 MHz.

FONTE: blog Só Rádio

SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE RADIOJORNALISMO - VEJA A PROGRAMAÇÃO


Programação

Dia 30/10

Conferência de abertura: “Olhos da BBC, ouvidos do Mundo”, os 75 anos do World Service da BBC e o rádio no mundo, hoje.

A BBC, uma das maiores empresas de multimídia no planeta, continua sendo reconhecida como a mais importante emissora de rádio com alcance global. Na era das novas tecnologias e da distribuição digital de conteúdo, quais são os desafios do radiojornalismo? O que pode ensinar ao rádio brasileiro a experiência histórica da BBC e do World Service?

Painel: “Os desafios do rádio jornalismo brasileiro”.

O rádio completa, no começo da próxima década, 90 anos de atuação no Brasil. Das grandes emissoras generalistas às rádios all news e segmentadas, o jornalismo no rádio ganhou mais importância e mais penetração pública ao longo do tempo, à medida, também, que se profissionalizou e amplificou sua atuação como prestador de serviço e arena pública de debates. Esse painel tem como objetivo reunir diretores e editores de emissoras de rádio para discutir experiências e prognósticos do rádio no Brasil.

Painel: Correspondentes: nas guerras, no mundo, nas cidades, o papel da informação no rádio.

O rádio tem a vantagem da proximidade, de cobrir e tratar localmente da vida das pessoas, mas também a capacidade de tornar menor o mundo, aproximando culturas, pessoas, fatos e acontecimentos de qualquer lugar do planeta ao ouvinte. Nesse painel, repórteres locais e internacionais, além de correspondentes, discutem como o rádio, local e global, pode produzir um jornalismo amplo e direto, próximo e distante ao mesmo tempo.

Dia 31/10

Painel: O valor do rádio no mercado

O poder e o dinamismo do rádio, bem como sua flexibilidade e mobilidade, permitem que ele atinja desde públicos amplos até nichos de mercado. Apesar de muitas vezes ser desconsiderado no planejamento do budget publicitário, não há como negar o valor do rádio como mídia. Este painel tem como foco não só a linguagem específica do rádio, mas também sua relevância para o mercado de mídia no Brasil.

Painel: Rádios públicas, educativas e culturais: afinal, o que são e para quê servem?

As rádios públicas, educativas e culturais têm um papel central no projeto público de comunicação, embora muitas vezes não correspondam à realidade e não alcancem audiência significativa. Esse painel tem como foco pensar nos desafios das rádios públicas em um ambiente altamente competitivo, além de refletir sobre o papel do rádio não comercial e sua responsabilidade social e econômica.

Painel: O rádio em bytes: digitalização, cross media, webradio e podcasting
O rádio foi o veículo que mais facilmente se adaptou à realidade digital, sendo mídia pioneira na oferta de conteúdo multimídia na web e interagindo de forma muito eficiente com as novas ferramentas de comunicação. Esse painel apresenta cases de digitalização do rádio, da transmissão aos novos aparelhos, bem como projetos de rádios independentes e integração com devices.

Conferência: “A Paixão pelo rádio”

MAIS INFORMAÇÕES no portalimprensa.uol.com.br


rádio digital

MAIS TESTES COM O RÁDIO DIGITAL. AGORA COM O DRM (DIGITAL RADIO MONDIALE)

Devo dizer que enquanto isso se arrasta desde 2007, a comunicação audiofônica se expande entre radialistas na internet com ajuda do radialismo colaborativo praticado cada vez mais por audiocasters espalhados pelos quatro cantos do mundo. As rádios por ip ainda são livres para audição e produção de qualquer um para todos, sem entraves burocráticos. interessados em programas arejados sabem dar uma busca e achar uma rádio com sua cara ou criam rádios personalizadas. E em tempo: a rádio no celular ganha adeptos de forma crescente, inclusive com aparelhos que permitem até ouvir emissoras AM. De qualquer forma, vamos acompanhar as notícias sobre o rádio digital e os testes dos possíveis padrões. Abaixo dessa notícia, resposta da equipe do Mackenzie sobre a necessidade de avaliar mais padrões.

Decisão pelo padrão europeu de rádio digital deve sair até o final do ano, prevê Costa.

22 de setembro de 2009. Por Lúcia Berbert
O Ministério das Comunicações deve decidir, até o fim de ano, pela adoção do padrão europeu de rádio digital, acabando com uma indefinição que já dura mais de três anos. Em entrevista à Rádio Senado hoje, o ministro Hélio Costa disse que o sistema DRM (Digital Radio Mondiale) é o único que contempla as transmissões digitais em Ondas Médias, essenciais para atingir a região amazônica.

Costa atribuiu à Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) a culpa pela demora da definição. Segundo ele, a entidade ficou responsável pelos testes em emissoras de 10 capitais com o padrão norte-americano, o Iboc (In Band on Channel), por dois anos, e quando apresentou o relatório favorável, teve o trabalho reprovado pela Universidade Mackenzie, que reúne os maiores especialistas de rádio digital no Brasil.

O ministro informou que já está providenciando a entrada no país dos equipamentos europeus para iniciar os testes, que serão acompanhados pela Anatel. Costa disse que, além de não transmitir em OM, o padrão norte-americano também ainda não superou os problemas das “sobras” nas transmissões em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, não foi solucionada a questão referente ao pagamento de royalties à empresa proprietária do sistema.

Hélio Costa prevê que, após a definição do padrão, a substituição do sistema analógico por digital deve demorar 20 anos, tempo semelhante ao que levou para a consolidação da transmissão FM no Brasil. Ele também defende o envolvimento da indústria eletrônica do país no processo, visando a produção de receptores digitais. Ele citou que, nos EUA, onde o padrão Iboc está em implantação, os receptores custam em torno de US$ 100. “Mas esse preço já foi de US$ 250 e só baixou porque mais pessoas estão adquirindo o equipamento”, disse. Ele prevê queda ainda maior quando houver escala.

O ministro enumerou as vantagens do sistema digital para transmissão de rádio: som absolutamente puro, multiplicação de canais onde há dificuldade de espectro e convergência com outras mídias. Ele acredita que o sistema digital dará nova vida ao rádio, que opera praticamente com os mesmos recursos de 80 anos atrás, quando foi criado.

...

Instituto Mackenzie concluiu os testes sobre o desempenho do padrão americano de rádio digital Iboc (In Band on Channel, ou HD Radio) feitos sob a direção do professor Gunnar Bedicks, mas não recomenda sua adoção pelo Brasil sem que se façam testes comparativos com outros padrões. Essa é a razão por que o Mackenzie se recusa a assinar o relatório final dos testes, nos termos solicitados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Defensora ardorosa do padrão americano, a Abert insiste na adoção dessa tecnologia digital pelo Brasil, independentemente de qualquer comparação com outros padrões. Para tanto, vai elaborar relatório final sobre os testes feitos pelo Mackenzie e levar o documento ao Ministério das Comunicações.

O Instituto Mackenzie não considera correto nem possível recomendar um padrão sem conhecer o desempenho dos demais com a mesma profundidade. Os testes de campo do padrão Iboc foram contratados em novembro de 2007 pela Abert, e foram acompanhados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Ministério das Comunicações. "Ao fazer esses testes, nossa missão foi avaliar o desempenho do padrão Iboc, isoladamente, acompanhando os testes que vinham sendo feitos em várias emissoras em São Paulo, Ribeirão Preto, Cordeirópolis e Belo Horizonte", diz Bedicks. "Medimos o alcance do sinal digital em comparação com o sinal analógico, as eventuais interferências, a qualidade da transmissão e da recepção móvel e fixa, tanto em amplitude modulada (AM) como em freqüência modulada (FM). Não podemos, entretanto, recomendar a adoção desse padrão sem compará-lo com outros padrões europeus, como o DRM (Digital Radio Mondiale) e DAB (Digital Audio Broadcasting)."

Bedicks reitera que o Mackenzie aprova o objetivo geral de digitalização das emissoras de rádio. "Mas não pode recomendar o padrão Iboc sem comparar seu desempenho com o de outros padrões. E não queremos fazer nada de forma apressada, senão corremos o risco de adotar um padrão que será como a lei que não pega. Além disso, é bom reconhecer que a digitalização do rádio em todo o mundo está numa fase incipiente, muito menos avançada do que a TV." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (do site do Mackenzie)

Retirado do blog da MAGALY PRADO - NOTICIAS SOBRE O RÁDIO

domingo, 18 de outubro de 2009

QUEREM ACABAR COM O RÁDIO - NINGUÉM FAZ NADA????????????????????????????????

OH, GLÓRIA!
A Iracema de Juazeiro do Norte pulou fora da rede de rádio da Verdes Mares AM de Fortaleza e não ficou com saudades. Os donos aderiram à programação da Igreja Universal e podem dizer que estão no paraíso. O dízimo que recebem do arrendamento é mais do que uma bênção.

COLUNA DO ABIDORAL - JORNAL O POVO - 18/10/09

para refletir...

CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO
Organização deve garantir a participação de todos

Por FNDC em 12/10/2009
Reproduzido do boletime-Fórum nº 273, de 9/10/2009, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; título original "Comissões organizadoras devem garantir a participação de todos os setores envolvidos na Confecom"

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorrerá entre os dias 14 e 17 de dezembro, será o momento de elaboração de propostas que resultem em políticas públicas para o setor. Sua realização está a cargo da Comissão Organizadora Nacional (CON), convocada pelo Governo Federal. O FNDC destaca que o sucesso da Confecom, em suas várias etapas, depende da manutenção do espírito democrático instalado na referida CON, preservando-se a participação dos setores interessados: movimentos sociais, Governo, empresários.

Composta por representantes do Estado, empresários e movimentos sociais, a CON, instituída pela Portaria nº 185/2009, publicada no dia 20 de abril pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, é a instância de deliberação, organização e implementação da Confecom. Coube a ela elaborar o Regimento Interno, os eixos temáticos e a metodologia do encontro. A CON tem agora a missão de construir o documento referência e acompanhar as etapas municipais, estaduais, livres e virtuais. Dos 26 estados, mais o Distrito Federal, somente o Tocantins ainda não convocou a etapa estadual.

"Nós sempre achamos que uma conferência, com recursos públicos e mobilizando o país, não tinha sentido se não confrontasse os diversos interesses existentes no setor. Por isso a importância de uma comissão organizadora que tivesse esses interesses representados", afirma Celso Schröder, Coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) na Comissão Organizadora Nacional. "Foi essa comissão quem estruturou a Conferência, enfrentou tentativas de esvaziamento e impasses. Conseguiu construir consensos nas negociações onde foi possível, tendo sempre como objetivo a realização da Conferência", expõe o jornalista.

Três segmentos

O exercício do diálogo entre setores com visões antagônicas, especialmente no caso dos empresários e dos movimentos sociais, não foi fácil. As divergências entre os segmentos provocaram a demora do regimento e atrasaram a realização das etapas municipais e estaduais. "Muitos impasses se deram nas reuniões da CON, alguns bem acalorados, mas a Comissão sempre se pautou pela importância de realizar pela primeira vez um encontro nacional sobre a comunicação", assinala Rosane Bertotti, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Comissão Organizadora. A Conferência "é fruto de uma grande mobilização do FNDC e de outras entidades que se movimentaram para a sua convocação", ressalta a sindicalista.

Hoje, afirma José Luiz Sóter representante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) na Comissão Organizadora, "a democratização virou o prato do dia. Temos um debate nacional, que envolve não só os segmentos da comunicação, mas também outros signatários do setor". Exemplo da sua relevância, expõe o dirigente, é a alteração da data da etapa nacional feita a pedido do Presidente Lula, que faz questão de participar da abertura do evento (veja aqui).

Schröder destaca a atuação da Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), como fundamental para a realização da Confecom. "Foi ela que mobilizou a sociedade e é de lá que boa parte da comissão organizadora surge". Ele ressalva, entretanto, que o papel e as posições da CNPC não podem ser confundidos com as atribuições das comissões organizadoras, nos âmbitos nacional e regional. "O sucesso da Confecom dependerá da realização, nas várias regiões, de conferências que expressem o espírito predominante na Comissão Organizadora Nacional, que é o de convívio e disputa democrática entre os interesses expressos pelo Executivo, movimentos sociais e empresários", observa.

Apesar das dificuldades, os representantes garantem que o diálogo entre os três segmentos foi essencial para a realização da Confecom. Como destaca Rosane Bertotti, "essa conferência é símbolo da importância de estabelecer o diálogo social, mesmo com pensamentos diferentes". Para a sindicalista, resta o desafio de realizar um bom debate nas etapas estaduais, articular boas propostas e negociá-las para que se tornem políticas públicas.

UMA LEITURA PARA REFLEXÃO...









CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Organização deve garantir a participação de todos

Por FNDC em 12/10/2009

Reproduzido do boletime-Fórum nº 273, de 9/10/2009, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; título original "Comissões organizadoras devem garantir a participação de todos os setores envolvidos na Confecom"

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorrerá entre os dias 14 e 17 de dezembro, será o momento de elaboração de propostas que resultem em políticas públicas para o setor. Sua realização está a cargo da Comissão Organizadora Nacional (CON), convocada pelo Governo Federal. O FNDC destaca que o sucesso da Confecom, em suas várias etapas, depende da manutenção do espírito democrático instalado na referida CON, preservando-se a participação dos setores interessados: movimentos sociais, Governo, empresários.

Composta por representantes do Estado, empresários e movimentos sociais, a CON, instituída pela Portaria nº 185/2009, publicada no dia 20 de abril pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, é a instância de deliberação, organização e implementação da Confecom. Coube a ela elaborar o Regimento Interno, os eixos temáticos e a metodologia do encontro. A CON tem agora a missão de construir o documento referência e acompanhar as etapas municipais, estaduais, livres e virtuais. Dos 26 estados, mais o Distrito Federal, somente o Tocantins ainda não convocou a etapa estadual.

"Nós sempre achamos que uma conferência, com recursos públicos e mobilizando o país, não tinha sentido se não confrontasse os diversos interesses existentes no setor. Por isso a importância de uma comissão organizadora que tivesse esses interesses representados", afirma Celso Schröder, Coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) na Comissão Organizadora Nacional. "Foi essa comissão quem estruturou a Conferência, enfrentou tentativas de esvaziamento e impasses. Conseguiu construir consensos nas negociações onde foi possível, tendo sempre como objetivo a realização da Conferência", expõe o jornalista.

Três segmentos

O exercício do diálogo entre setores com visões antagônicas, especialmente no caso dos empresários e dos movimentos sociais, não foi fácil. As divergências entre os segmentos provocaram a demora do regimento e atrasaram a realização das etapas municipais e estaduais. "Muitos impasses se deram nas reuniões da CON, alguns bem acalorados, mas a Comissão sempre se pautou pela importância de realizar pela primeira vez um encontro nacional sobre a comunicação", assinala Rosane Bertotti, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Comissão Organizadora. A Conferência "é fruto de uma grande mobilização do FNDC e de outras entidades que se movimentaram para a sua convocação", ressalta a sindicalista.

Hoje, afirma José Luiz Sóter representante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) na Comissão Organizadora, "a democratização virou o prato do dia. Temos um debate nacional, que envolve não só os segmentos da comunicação, mas também outros signatários do setor". Exemplo da sua relevância, expõe o dirigente, é a alteração da data da etapa nacional feita a pedido do Presidente Lula, que faz questão de participar da abertura do evento (veja aqui).

Schröder destaca a atuação da Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), como fundamental para a realização da Confecom. "Foi ela que mobilizou a sociedade e é de lá que boa parte da comissão organizadora surge". Ele ressalva, entretanto, que o papel e as posições da CNPC não podem ser confundidos com as atribuições das comissões organizadoras, nos âmbitos nacional e regional. "O sucesso da Confecom dependerá da realização, nas várias regiões, de conferências que expressem o espírito predominante na Comissão Organizadora Nacional, que é o de convívio e disputa democrática entre os interesses expressos pelo Executivo, movimentos sociais e empresários", observa.

Apesar das dificuldades, os representantes garantem que o diálogo entre os três segmentos foi essencial para a realização da Confecom. Como destaca Rosane Bertotti, "essa conferência é símbolo da importância de estabelecer o diálogo social, mesmo com pensamentos diferentes". Para a sindicalista, resta o desafio de realizar um bom debate nas etapas estaduais, articular boas propostas e negociá-las para que se tornem políticas públicas.