sábado, 29 de outubro de 2011

a magia do rádio...

Digital ou analógico, o rádio ainda é insubstituível

27/10/11
“É um veículo de massa gratuito, incomparável. O rádio é um criador de imagens, ele constrói coisas dentro das pessoas, é o único que faz isso, portanto, continua insubstituível, seja analógico ou digital”. A afirmação, categórica, encerrou a palestra de Eduardo Cappia – “Radiodifusão tradicional: sucesso ainda?”, segunda da tarde de hoje do Mídia Santa Catarina 2011, em Florianópolis. A internet, segundo ele, deve ser vista como aliada do rádio, assim como as diversas outras ferramentas de comunicação digitais, como os celulares e tablets, pois estes meios podem ser usados para difundir e multiplicar o conteúdo das rádios.
De acordo com Cappia, 94% dos domicílios tem algum equipamento de rádio, o que revela a alta credibilidade deste veículo. Mais de 500 milhões destes equipamentos ainda são analógicos. Ele defende que o Brasil mantenha os dois sistemas – digital e analógico – até que o próprio hábito cultural, de gerações, de quem ouve rádio AM, por exemplo, acabe. “Eu escuto rádio AM todo dia, e as pessoas da minha geração fazem isso. Enquanto existir quem ouve AM, mesmo cheio de ruídos, tem que ter os dois sistemas funcionando. Com o tempo, será possível então eliminar o analógico”, disse.
Ele destacou que a digitalização do sistema de rádio permite a multiprogramação, interatividade, acessibilidade e aviso de alerta de emergência. Eduardo criticou o atraso na adoção do sistema digital. “O tempo de testes da rádio digital pode inviabilizar a adoção. Mudou o governo e foi aberto mais prazo para todos testarem. Eu não participo mais de testes”, criticou. Ele defendeu ainda que a migração para o sistema digital deve ser voluntária”. (AcontecendoAqui)
Retirado do site: www.carosouvintes.org.br

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

constatação - ligação entre rádio e internet

‘Rádio e internet nasceram um para o outro’, diz Mariza Tavares, da CBN

Diretora de jornalismo apresenta ‘Manual de Redação CBN’, em Goiânia.
Podcasts dos programas de rádio têm cerca de 100 mil downloads por dia.

Versanna Carvalho Do G1 GO
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A tendência para os próximos é de uma atuação cada vez mais conjunta entre rádio e internet. A opinião é da diretora-executiva Nacional de Jornalismo da Rádio Central Brasileira de Notícias (CBN), Mariza Tavares, que está em Goiânia para fazer o lançamento do Manual de Redação CBN e comemorar os 20 anos da emissora. “Rádio e internet são uma espécie de primos-irmãos, nasceram um para o outro. Hoje, os nossos podcasts têm uma média de 100 mil downloads por dia”, ilustra.
Durante sua passagem pela capital goiana, Mariza fez uma palestra na Organização Jaime Câmara, na qual detalhou o conteúdo da nova publicação. Ela conta que o objetivo do livro é mostrar que, com o tempo, a Rádio CBN se converteu em uma plataforma multimídia. Além do rádio, propriamente dito, os repórteres fazem fotos e filmes. Também podem ser feitos downloads dos programas e comentários pela internet.
“O caminho da mídia é o da convergência. O mundo está cada vez mais móvel e interativo e o rádio, por natureza, sempre foi rápido. Até pelo fato de ser mais simples. O repórter de um site, por exemplo, após uma entrevista tem que escrever e publicar uma matéria. No rádio, a entrevista pode ser transmitida ao vivo pelo celular”, analisa.
Ética
A diretora-executiva comenta que há um capítulo dedicado a ética no manual. Ela destaca que, embora a interatividade e o relacionamento mais próximo com a audiência estejam em evidência, o jornalista não deve se eximir do papel de apurar as informações recebidas.
Segundo Mariza Tavares, antes do Manual de Redação CBN, da Editora Globo, o último manual de uma emissora de rádio publicado no Brasil foi o da Rádio Jovem Pan, em meados da década de 1970. O Manual de Redação CBN (Editora Globo) é organizado por Mariza Tavares e está sendo vendido a R$ 24,90, na Livraria Cultura.
FONTE: www.g1.com.br

Plinico Bortolotti fala sobre Assessores e Jornalistas

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

morre um grande nome do rádio

27/10/2011 11h05 - Atualizado em 27/10/2011 12h47

Morre no Rio o comentarista esportivo Luiz Mendes

Segundo hospital, radialista tinha leucemia linfocítica crônica.
Ele estava internado no CTI desde o dia 18 de outubro.

Do G1 RJ
30 comentários
O comentarista esportivo Luiz Mendes morreu na ma

 morreu na manhã desta quinta-feira (27), aos 87 anos, após complicações decorrentes de uma leucemia linfocítica crônica, como informou a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o  dia 18 de outubro, no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
O radialista narrou fatos marcantes da história do futebol brasileiro, como a final da Copa de 1950, no Rio, quando o Brasil perdeu a final para o Uruguai, no episódio que ficou conhecido por "Maracanazo", e a Copa do Mundo de 1958, a primeira das cinco conquistadas pela seleção brasileira, na Suécia.
A Rádio Globo prestou uma homenagem ao radialista, com uma seleção de áudios de Luiz Mendes, que pode ser ouvida na internet. O site da rádio ressaltou ainda que, em mais de 70 anos de profissão, Luiz Mendes foi o único brasileiro a narrar a final de Copa do Mundo de 1954, na Suíça.
Vida dedicada ao jornalismo esportivo
No livro "Minha gente - Luiz Mendes, o mestre da crônica esportiva do Brasil" (editora 7 Letras), a jornalista Ana Maria Pires narra a trajetória do radialista em 70 anos de carreira, desde o início como locutor de um serviço de auto-falante na cidade de Ijuí (RS), passando pela contratação pela Rádio Globo do Rio, no final de 1944, o casamento com a atriz Daisy Lúcidi, uma estrela das radionovelas nos anos 50, e suas experiências de cobertura 'in loco" de 13 copas do mundo de futebol.
Em depoimento no livro, Mendes descreve sua narração no famoso gol do Uruguai. "Eu próprio fiquei tão perplexo na hora do gol, que dei nove inflexões diferentes ao gol. Eu fui narrando normalmente, “Gol do Uruguai!”. Depois, Gol do Uruguai? Gol do Uruguai, senhores! Gol do Uruguai... Gol do Uruguai... E fui assim, trocando de inflexão, até chegar à nona. Acho que fiz aquilo para despertar a mim mesmo e começar a falar como havia sido o gol, o que tinha acontecido e o que poderia acontecer, pois faltavam poucos minutos para o final da partida. Naquele momento, senti que a Copa do Mundo estava indo embora como água que corre pelos vãos dos dedos, algo que não se consegue segurar. O sentimento era cristalino. (...) Foi uma coisa terrível", diz o radialista em trecho do livro.
Na obra, Mendes descreve também sua maior alegria com o futebol. "A cobertura da conquista da primeira Copa do Mundo pela seleção brasileira, em 1958, na Suécia, foi a emoção mais forte que vivi em minha vida profissional. Tanto que meus olhos se encheram de lágrimas tão logo gritei “Brasil, Campeão do Mundo de 1958.” Como dizem por aí, a primeira vez a gente nunca esquece!"
Além da Rádio Globo, Luiz Mendes trabalhou também na Rádio Farroupilha,TV Rio, TV Globo, Rádio Continental, TV Educativa e TV Tupi e escreveu quatro livros sobre futebol: "As Táticas do Futebol Brasileiro - Da Pelada à Pelé (1963), "As Táticas do Futebol (Antigas e Atuais) (1979),  "Futebol Regras e Táticas (1979) e "Sete (7) Mil Horas de Futebol" (1999).
Fonte: www.g1.com.br

MAIS UM DOS GRANDE SÍMBOLOS DO RÁDIO - LEOVEGILDA BEZERRA DA RÁDIO UNIVERSITÁRIA FM