terça-feira, 17 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
UM BLOG PARA ACOMPANHAR O DEBATES DO POVO
O programa debates do povo pela rádio CBN - OPOVO vai ao ar agora no período de 12 às 14 horas. Na internete temos um blog que indica o tema a ser debatido no programa. Uma boa pedida com certeza.
LER E REFLETIR...
NOSSO PAPEL NO PLANETA TERRA
Muito se fala dos problemas ambientais, no entanto, não há muitas cobranças em relação ao processo de responsabilidade que deve ser uma busca constante de todas as Instituições sejam públicas ou privadas no sentido de efetivar uma reflexão sobre nossas atitudes cotidianas no sentido de garantir um nível de vida adequado para todos no rumos de avanço milênio em contradição com os diversos problemas socioambientais verificados na realidade das sociedades ditas modernas. A mudança de hábitos deve ser uma busca cotidiana onde o processo de geração de riqueza não seja a única proposta de ação de nossas comunidades. É preciso pensar e repensar o uso dos recursos naturais e as atividades de geração de riqueza procurando sempre desenvolver uma prática de sustentabilidade e uma missão de relacionamento coerente com a natureza e entre os indivíduos no dia – a – dia .
No entanto estamos pensando que hoje não adiantam palavras e idéias e que a hora é de agir para termos um planeta habitável e adequado para o desenvolvimento da vida e para uma melhor situação dos que nele vivem. É papel de cada um de nós agir em prol da redução dos problemas ambientais praticando ativamente as premissas de uma ação responsável pelo planeta seja no ambiente de trabalho, seja no processo de formação , seja na comunidade e em todos os lugares de vivência para que mudemos plenamente a forma com que o planeta vem sendo tratado nessa ânsia louca e desenfreada por dinheiro, poder e acumulação de riquezas. É preciso cumprir urgentemente com as regras da ética ambiental para termos uma melhor relação tanto com nossos semelhantes quanto com os elementos da fauna e da flora que nos cerca.
Os indivíduos devem e podem em seu âmbito de ação laboral ou de convivência desenvolver práticas que reduzam a descartabilidade, que mude a idéia única de que a natureza é uma fonte inesgotável de recursos e de que os bens naturais nunca findarão. Os empresários tem de refazer suas metas de lucratividade e buscar sempre apoiar movimentos ambientais, culturais e todos as ações que busquem erradicar ou minorar a desigualdade social e as agressões socioambientais. É preciso que as empresas se pautem sempre na visão , missão e valores que tenham pensamentos ambientais e sociais para reduzir as injustiças sociais e os mecanismos de destruição de nosso ambiente. É preciso que se desenvolvam nos âmbitos empresariais uma prática verdadeira de responsabilidade social e ambiental sem preocupação meramente de marketing , mas como um visão que vai pautar toda a lógica de ação das empresas e de seus colaboradores. É preciso iniciar primeiramente com a valorização dos que fazem a empresa incentivando processos de formação, engajando seus funcionários com a comunidade e procurando sempre desenvolver suas metas empresariais na busca incessante da transparência e da informação.
Cada cidadão deve em comunidade buscar informações ambientais, aliando – se aos órgãos de fiscalização de agressões do ambiente e procurando sempre denunciar qualquer tipo de agressão que cause algum tipo de desconforto ambiental. É preciso buscar sempre mecanismos de união, colaboração , diálogo ativo e conscientização de todos que fazem a comunidade. É preciso que cada cidadão elabore internamente um código de ética que mude posturas , comportamentos e idéias acerca da natureza. Cada cidadão deve lutar por educação de qualidade para todos, por geração de atividades de cunho cultural e pela democracia plena , pois somente uma sociedade democrática terá capacidades de ver a natureza com outros olhos e com outras formas de atitude. A cidadania ambiental deve ser buscada, ampliada e praticada para o bem de todos. É preciso que o povo seja artífice de uma nova construção do mundo na busca da pluralidade, do respeito ao próximo e de um processo de mudança cultural e de uma nova concepção de natureza para todos os indivíduos.
Os ambientes escolares devem ser sempre construídos no sentido de uma gestão democrática que dê aos seus componentes a oportunidade de discutir a natureza, de compreender seus ciclos, de analisar os problemas ambientais e de mostrar o que cada um pode fazer para um mundo melhor ambientalmente. As escolas devem buscar o pensamento dialógico, para a partir do diálogo construir conhecimento. Os gestores educacionais devem fazer com que a formação não seja apenas quantitativa ou baseada meramente na visão de obtenção do diploma, mas antes de tudo a construção de valores que certamente evitarão muitas agressões hoje comuns na sociedade moderna. A escola deve ser palco de debates ambientais, de ações plenas de sua comunidade em busca de uma vida melhor, de valorização dos que fazem a Escola , de geração de hábitos saudáveis , de mudança de costumes, enfim de geração de conhecimento a serviço de um mundo melhor e ambientalmente justo.
Os poderes públicos devem ser democráticos na essência e na prática desenvolvendo sempre seu papel na fiscalização de leis ambientais e na construção de uma sociedade que vislumbre a cidadania e a ética ambientais para todos. O Estado tem de ser democrático, flexível , participativo e voltado para os objetivos já preconizados em leis e nas tradições de sua origem. O Estado tem de desenvolver políticas públicas que gerem educação de qualidade, hábitos ambientais saudáveis e busca incessante do desenvolvimento sempre adequado a uma segurança ambiental para todos os entes da sociedade. A democracia tem de deixar de ser retórica para ser uma prática concreta e plena em todos os sentidos.
Somente com estes tipos de ação teremos uma redução de problemas ambientais para que todos possam conviver harmonicamente na natureza retirando o necessário e não destruindo só por ambição ou por acumulação de riqueza. Se houver uma compreensão mais vivenciada da cidadania ambiental com certeza reverteremos um quadro de destruição ambiental que hoje já faz parte de algumas realidades e que , com certeza, poderá ser o futuro de toda humanidade.
aprendizesdanatureza.blogspot.com
Sobre o Autor
professor, mestre em educaçao, escritor do livro PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE UMA AÇÃO DE CIDADANIA.Estou no twitter. twitter.com./PROFDJACYR
Muito se fala dos problemas ambientais, no entanto, não há muitas cobranças em relação ao processo de responsabilidade que deve ser uma busca constante de todas as Instituições sejam públicas ou privadas no sentido de efetivar uma reflexão sobre nossas atitudes cotidianas no sentido de garantir um nível de vida adequado para todos no rumos de avanço milênio em contradição com os diversos problemas socioambientais verificados na realidade das sociedades ditas modernas. A mudança de hábitos deve ser uma busca cotidiana onde o processo de geração de riqueza não seja a única proposta de ação de nossas comunidades. É preciso pensar e repensar o uso dos recursos naturais e as atividades de geração de riqueza procurando sempre desenvolver uma prática de sustentabilidade e uma missão de relacionamento coerente com a natureza e entre os indivíduos no dia – a – dia .
No entanto estamos pensando que hoje não adiantam palavras e idéias e que a hora é de agir para termos um planeta habitável e adequado para o desenvolvimento da vida e para uma melhor situação dos que nele vivem. É papel de cada um de nós agir em prol da redução dos problemas ambientais praticando ativamente as premissas de uma ação responsável pelo planeta seja no ambiente de trabalho, seja no processo de formação , seja na comunidade e em todos os lugares de vivência para que mudemos plenamente a forma com que o planeta vem sendo tratado nessa ânsia louca e desenfreada por dinheiro, poder e acumulação de riquezas. É preciso cumprir urgentemente com as regras da ética ambiental para termos uma melhor relação tanto com nossos semelhantes quanto com os elementos da fauna e da flora que nos cerca.
Os indivíduos devem e podem em seu âmbito de ação laboral ou de convivência desenvolver práticas que reduzam a descartabilidade, que mude a idéia única de que a natureza é uma fonte inesgotável de recursos e de que os bens naturais nunca findarão. Os empresários tem de refazer suas metas de lucratividade e buscar sempre apoiar movimentos ambientais, culturais e todos as ações que busquem erradicar ou minorar a desigualdade social e as agressões socioambientais. É preciso que as empresas se pautem sempre na visão , missão e valores que tenham pensamentos ambientais e sociais para reduzir as injustiças sociais e os mecanismos de destruição de nosso ambiente. É preciso que se desenvolvam nos âmbitos empresariais uma prática verdadeira de responsabilidade social e ambiental sem preocupação meramente de marketing , mas como um visão que vai pautar toda a lógica de ação das empresas e de seus colaboradores. É preciso iniciar primeiramente com a valorização dos que fazem a empresa incentivando processos de formação, engajando seus funcionários com a comunidade e procurando sempre desenvolver suas metas empresariais na busca incessante da transparência e da informação.
Cada cidadão deve em comunidade buscar informações ambientais, aliando – se aos órgãos de fiscalização de agressões do ambiente e procurando sempre denunciar qualquer tipo de agressão que cause algum tipo de desconforto ambiental. É preciso buscar sempre mecanismos de união, colaboração , diálogo ativo e conscientização de todos que fazem a comunidade. É preciso que cada cidadão elabore internamente um código de ética que mude posturas , comportamentos e idéias acerca da natureza. Cada cidadão deve lutar por educação de qualidade para todos, por geração de atividades de cunho cultural e pela democracia plena , pois somente uma sociedade democrática terá capacidades de ver a natureza com outros olhos e com outras formas de atitude. A cidadania ambiental deve ser buscada, ampliada e praticada para o bem de todos. É preciso que o povo seja artífice de uma nova construção do mundo na busca da pluralidade, do respeito ao próximo e de um processo de mudança cultural e de uma nova concepção de natureza para todos os indivíduos.
Os ambientes escolares devem ser sempre construídos no sentido de uma gestão democrática que dê aos seus componentes a oportunidade de discutir a natureza, de compreender seus ciclos, de analisar os problemas ambientais e de mostrar o que cada um pode fazer para um mundo melhor ambientalmente. As escolas devem buscar o pensamento dialógico, para a partir do diálogo construir conhecimento. Os gestores educacionais devem fazer com que a formação não seja apenas quantitativa ou baseada meramente na visão de obtenção do diploma, mas antes de tudo a construção de valores que certamente evitarão muitas agressões hoje comuns na sociedade moderna. A escola deve ser palco de debates ambientais, de ações plenas de sua comunidade em busca de uma vida melhor, de valorização dos que fazem a Escola , de geração de hábitos saudáveis , de mudança de costumes, enfim de geração de conhecimento a serviço de um mundo melhor e ambientalmente justo.
Os poderes públicos devem ser democráticos na essência e na prática desenvolvendo sempre seu papel na fiscalização de leis ambientais e na construção de uma sociedade que vislumbre a cidadania e a ética ambientais para todos. O Estado tem de ser democrático, flexível , participativo e voltado para os objetivos já preconizados em leis e nas tradições de sua origem. O Estado tem de desenvolver políticas públicas que gerem educação de qualidade, hábitos ambientais saudáveis e busca incessante do desenvolvimento sempre adequado a uma segurança ambiental para todos os entes da sociedade. A democracia tem de deixar de ser retórica para ser uma prática concreta e plena em todos os sentidos.
Somente com estes tipos de ação teremos uma redução de problemas ambientais para que todos possam conviver harmonicamente na natureza retirando o necessário e não destruindo só por ambição ou por acumulação de riqueza. Se houver uma compreensão mais vivenciada da cidadania ambiental com certeza reverteremos um quadro de destruição ambiental que hoje já faz parte de algumas realidades e que , com certeza, poderá ser o futuro de toda humanidade.
aprendizesdanatureza.blogspot.com
Sobre o Autor
professor, mestre em educaçao, escritor do livro PRESERVAÇÃO DO AMBIENTE UMA AÇÃO DE CIDADANIA.Estou no twitter. twitter.com./PROFDJACYR
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
um depoimento de um vencedor
ELVIS MARLON disse...
Caro amigos!Eu queria agradecer em nome de todos os radialistas,por existir um blog tão maravilhoso como esse,fiquei muito feliz por vcs terem postado uma foto minha com minha ouvinte Nayana,no estúdio da Verdinha e agradeço tb pelo comentário feito a minha pessoa,ainda sou muito novo na profissão,entrei no rádio em 1997 apresentando programa de Funk junto com o Guilherme San "Rasga Baleia"na rádio 89,9 antiga Fm Capital,hoje Liderança Fm.Nesse tempo eu achava que nunca iria trabalhar com AM,pois como todo jovem menos esclarecido achava que o rádio era o FM.Depois passei por algumas rádios,como:FM Costa do Sol na época do "Possidônio" onde a rádio era em baixo do palco do Palácio do Forró na Osório de Paiva,onde eu ia pra rádio todo dia a pé do Conjunto Ceará até lá,depois fui pra Tropical Fm,fazer o Programa Forrozão do Dumbo de 04:00 ás 06:00 da manhã onde caminhava tb de madrugada do Hospital do Exército na Av.Des.moreira onde descia do ônibus até o Canal 08, onde ficava a rádio,onde num certo dia caminhando debaixo de chuva eu perguntava a mim mesmo se era preciso realmente passar por isso pra poder ser alguém e realizar o meu sonho de ser radialista.Depois fui convidado pelo nosso atual coordenador "George Castro" a trabalhar na Verdinha e depois fui convidado para gravar os Offs da TV DIÁRIO de 2006 a 2008.Hoje sou muito feliz em trabalhar na Verdinha junto com os meus maiores ídolos do rádio " Paulo Oliveira,João Inácio Jr,Silvino Neves,Gomes Farias,Sérgio Pinheiro,Bosco Farias,Belmino e ......." as vezes nem acredito que sou que estou vivendo esse momento ao lado dessas feras e uma dia quero trabalhar ao lado de "Nonato Albuquerque"tb um dos meus ídolos do rádio cearense.
Bem!fui apenas agradecer a postagem que vcs fizeram a minha pessoa,mais acabei contando um pouco da minha história.Desculpe-me gente.
Um grande abraço.
Elvis Marlon (Dumbo)- Rádio Verdes Mares
9 de Novembro de 2009 20:42
Caro amigos!Eu queria agradecer em nome de todos os radialistas,por existir um blog tão maravilhoso como esse,fiquei muito feliz por vcs terem postado uma foto minha com minha ouvinte Nayana,no estúdio da Verdinha e agradeço tb pelo comentário feito a minha pessoa,ainda sou muito novo na profissão,entrei no rádio em 1997 apresentando programa de Funk junto com o Guilherme San "Rasga Baleia"na rádio 89,9 antiga Fm Capital,hoje Liderança Fm.Nesse tempo eu achava que nunca iria trabalhar com AM,pois como todo jovem menos esclarecido achava que o rádio era o FM.Depois passei por algumas rádios,como:FM Costa do Sol na época do "Possidônio" onde a rádio era em baixo do palco do Palácio do Forró na Osório de Paiva,onde eu ia pra rádio todo dia a pé do Conjunto Ceará até lá,depois fui pra Tropical Fm,fazer o Programa Forrozão do Dumbo de 04:00 ás 06:00 da manhã onde caminhava tb de madrugada do Hospital do Exército na Av.Des.moreira onde descia do ônibus até o Canal 08, onde ficava a rádio,onde num certo dia caminhando debaixo de chuva eu perguntava a mim mesmo se era preciso realmente passar por isso pra poder ser alguém e realizar o meu sonho de ser radialista.Depois fui convidado pelo nosso atual coordenador "George Castro" a trabalhar na Verdinha e depois fui convidado para gravar os Offs da TV DIÁRIO de 2006 a 2008.Hoje sou muito feliz em trabalhar na Verdinha junto com os meus maiores ídolos do rádio " Paulo Oliveira,João Inácio Jr,Silvino Neves,Gomes Farias,Sérgio Pinheiro,Bosco Farias,Belmino e ......." as vezes nem acredito que sou que estou vivendo esse momento ao lado dessas feras e uma dia quero trabalhar ao lado de "Nonato Albuquerque"tb um dos meus ídolos do rádio cearense.
Bem!fui apenas agradecer a postagem que vcs fizeram a minha pessoa,mais acabei contando um pouco da minha história.Desculpe-me gente.
Um grande abraço.
Elvis Marlon (Dumbo)- Rádio Verdes Mares
9 de Novembro de 2009 20:42
UM POUCO DE HISTÓRIA
O PARCEIRO DE ROQUETE PINTO
OHOMEM que ciceroneou Einstein e foi um dos primeiros
a comprovar, no Brasil, a veracidade de sua teoria da
relatividade, foi um dos maiores cientistas de seu tempo,
representou o Brasil em inúmeros congressos científicos, destacou-
se em diversoa campos do conhecimento, notadamente na Astronomia,
Física e Meteorologia.
Nascido na França, em 1860, veio para o Brasil em 1875 e
naturalizou-se brasileiro, em 1884, já formado em engenheiro
industrial. Ingressou no Observatório Imperial como “aluno
astônomo” e foi nomeado 3º astrônomo, em 1885. Em 1896, foi
tornou-se professor da Escola Politécnica e, dois anos depois,
doutorou-se em Engenharia Civil e em Ciência Físicas e
Matemáticas. Foi o pioneiro da aplicação medicinal dos raios-X,
no Brasil. Também realizou pesquisas no campo da sismologia e
inaugurou o estudo das variações elétricas da atmosfera do Rio de
Janeiro. Como meteorologista, foi responsável pelo projeto e
organização da primeira rede de estações meteorológicas no Brasil (1910), que deu
origem ao Departamento Nacional de Meteorologia. Foi também o grande
introdutor da física experimental no Brasil, além de experimentos com a
Musicólogo, pesquisador, colecionador e
radialista, ele foi um de nossos maiores
produtores culturais. Como produtor de
discos, passou por quase todas as
gravadoras, sendo responsável por preciosidades
como “Meio Século de CarnavalOHOMEM que ciceroneou Einstein e foi um dos primeiros
a comprovar, no Brasil, a veracidade de sua teoria da
relatividade, foi um dos maiores cientistas de seu tempo,
representou o Brasil em inúmeros congressos científicos, destacou-
se em diversoa campos do conhecimento, notadamente na Astronomia,
Física e Meteorologia.
Nascido na França, em 1860, veio para o Brasil em 1875 e
naturalizou-se brasileiro, em 1884, já formado em engenheiro
industrial. Ingressou no Observatório Imperial como “aluno
astônomo” e foi nomeado 3º astrônomo, em 1885. Em 1896, foi
tornou-se professor da Escola Politécnica e, dois anos depois,
doutorou-se em Engenharia Civil e em Ciência Físicas e
Matemáticas. Foi o pioneiro da aplicação medicinal dos raios-X,
no Brasil. Também realizou pesquisas no campo da sismologia e
inaugurou o estudo das variações elétricas da atmosfera do Rio de
Janeiro. Como meteorologista, foi responsável pelo projeto e
organização da primeira rede de estações meteorológicas no Brasil (1910), que deu
origem ao Departamento Nacional de Meteorologia. Foi também o grande
introdutor da física experimental no Brasil, além de experimentos com a
Musicólogo, pesquisador, colecionador e
radialista, ele foi um de nossos maiores
produtores culturais. Como produtor de
discos, passou por quase todas as
gravadoras, sendo responsável por preciosidades
Carioca”, “Cem anos de Carnaval”,
e a edição das obras completas de
Beethoven e Mozart, em caixas de 50 e 60
discos, respectivamente. Foi, ainda, um
dos principais idealizadores do Museu
da Imagem e do Som, tendo contribuído
bastante para sua existência. No rádio,
foi, por muitos anos, produtor da Rádio
MEC e diretor de programação da Rádio
JB e da GLOBO. Por causa de seu
carregado sotaque italiano, não botava a
boca no microfone, mas se ocupava de
todos os outros detalhes da produção,
inclusive a redação, que era muito
esperta, como o prova o texto ao lado,
escrito para o 2º número do Amigo
Ouvinte , em 1993.
NO AR... Assim começava o script do
meu primeiro programa e algumas
centenas que vieram depois, em 40 anos
de colaboração com a Rádio MEC. Era a
época de ouro da emissora, quando a
gente brigava por uns pontinhos no
IBOPE. Não conseguíamos o ibopão da
Rádio Nacional ou da Tupy – o Maracanã
dos auditórios – mas era o suficiente para
não cairmos no caldeirão das “outras”.
Nesses anos, houve todo tipo de
mudanças: a gangorra dos diretores,
alguns ótimos, outros menos, mas quem
segurava o barco era René Cave, então
“chefe de broadcasting”. Ele dava vida e
movimentação à emissora, deixando, ao
mesmo tempo, liberdade total de ação aos
produtores.
Nessa época, os anos 50 e 60, a Rádio
MEC tinha um serviço de externas tão
eficiente quanto as demais emissoras. As
temporadas líricas do Teatro Municipal
eram o ponto alto das externas. Uma temporada
podia incluir até quarenta óperas –
uma parte delas só com artistas internacionais
e os melhores da nossa safra. Até
as duas grandes adversárias, Maria Callas
e Renata Tebaldi, apresentavam-se na
mesma temporada. Nos intervalos, os
artistas eram entrevistados por gente
competente – em geral era Paulo Santos
quem se encarregava disso.
Fora das temporadas, a Rádio levava ao
ar, aos domingos, uma ópera completa,
em discos, programa pilotado por Galvão
Peixoto, um médico de cultura incomum.
Lembrar, nesta nota, tantos companheiros
e amigos, daria para preencher uma
lista telefônica; mas alguns deles representam
todos os demais: Tude, René, Alfredo
Souto de Almeida – que agüentou
minha indisciplina de estreante – Zito Baptista
Filho, Edna Savaget, Heitor Salles,
Ayres de Andrade, Wilma Luchesi, e
“tutti quanti”.
Em Janeiro de 1991, saí do ar.
Duas perdas
transmissão e recepção de telegrafia sem fio. Sucessor de Luis
Cruls na direção do Observatório Nacional, em 1909, presidiu-o
até 1929. Foi Morize quem promoveu a instalação do Observatório
em São Cristóvão.
Foi também um dos fundadores da Sociedade Brasileira de
Ciência, que presidiu até o ano de 1926, quando recebeu o título de
presidente honorário.
Em 1923, Roquette-Pinto, um de seus mais notáveis discípulos,
procurou-o, em seu gabinete no Observatório, para que assumisse
a liderança de um grande movimento civilizador, que seria a
“radiotelefonia educativa”. Morize concordou e, juntos, os dois
pioneiros conseguiram revogar as velhas leis que proibiam a
prática da radiotelegrafia no Brasil. Estava aberto o caminho para
a fundação, em 20 de abril de 1923, da primeira estação
radiofônica brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, da
qual Henrique Morize foi diretor até 1929.
Faleceu em 19 de março de 1930. Em seu pronunciamento fúnebre, Roquette-
Pinto afirmou que “o povo humilde de minha terra não esquecerá jamais o que ele
foi pela sua educação”.
Jornalista, crítico, musicólogo e um dos
mais importantes pesquisadores e
historiadores da música, Ary começou a
escrever no jornal “O Globo”, em 1943,
na seção Um pouco de jazz, em colaboração
com Sílvio Túlio Cardoso. Nas
rádios Tupi e Tamoio, ele redigiu o
programa Swing Cocktail. Foi cronista de
jazz da revista A Cigarra e, nos três anos
seguintes, escreveu críticas de rádio na
revista O Cruzeiro. De 1957 a 1963, foi
crítico de música popular no O Jornal,
função que também exerceu no Jornal do
Commércio (1961-67), O Globo(1967-
70), Querida (1969-71), O Cruzeiro
(1972) e Grande Hotel (1975).
Em meados da década de 1960, devido
à sua atuação como crítico musical em
diversas publicações de prestígio, passou
a realizar conferências sobre música
popular brasileira e foi um dos principais
organizadores do Clube de Jazz e Bossa
Nova. Foi integrante do júri de muitos
dos festivais da canção que aconteceram
na década de 60, tendo participado da
organização do Festival Internacional da
Canção - FIC. Na rádio MEC produziu
programas sobre a história da MPB. Foi
também produtor de discos para a
gravadora Odeon e para o Museu da
Imagem e do Som – MIS. Para este órgão,
do qual chegou a ser funcionário entre
1965 e 70, produziu elepês de Carmem
Miranda, Noel Rosa e Ataulfo Alves.
Ainda no MIS, foi quem sugeriu ao
primeiro diretor da instituição Ricardo
Cravo Albin, a fundação do Conselho
Superior de MPB, com 40 cadeiras, cujos
nomes foram escolhidos por ele, Almirante
e o próprio R. C. Albin. O Conselho –
base dos outros que logo depois foram
criados para outras áreas – teve a seu
cargo apontar e votar os melhores do ano,
aos quais eram conferidos os prêmios
Golfinho de Ouro e Estácio de Sá.
É autor de importantes livros como:
Panorama da música popular brasileira;
Raízes da música popular brasileira;
Panorama da música brasileira na Belleépoque;
Carinhoso etc.- História e
inventário do choro; A nova música da
República Velha. Em 1982, o Conselho de
Educação e Cultura do Estado do Rio de
Janeiro escolheu seu nome para o prêmio
Estácio de Sá. Em 1994, recebeu da
União Brasileira de Escritores o título de
personalidade do ano. A partir de 1998,
foi um dos diretores culturais da Associação
Brasileira de Imprensa (ABI). Era
também colecionador de livros e leitor
inveterado.
Para a Rádio MEC, produziu programas
sobre história da música, na década
de 60, além da inestimável e gratuita
contribuição que sempre deu, como
consultor, aos inúmeros produtores da
Casa. A SOARMEC também muito lhe
deve. Além de sócio fundador, Ary
Vasconcelos foi, também, diretorpresidente
e, por duas vezes, vicepresidente
de nossa Sociedade. Uma vida
dedicada à cultura.
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