domingo, 18 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
RÁDIO SEM NOÇÃO.
Dá dó ouvir rádio no Ceará:
Ontem ouvi um radialista chamar pessoas de desgraçados e ainda dizer que deveria jogar uma banda de tijolo numa bandeirinha. Depois vi um programa onde o locutor faz de casa via telefone...E todo mundo ach normal...tem condição não...
sexta-feira, 26 de julho de 2013
AMOR AO RÁDIO
Os velhos
radialistas e seus novos sonhos
J Pimentel em 23/07/213
Quando o médico me informou que o tumor de meu rim direito
beirava 10 centímetros, eu desapareci na cadeira, à sua frente. Num único
minuto, senti toda minha vida desaparecer, meus sonhos definharem e minha
esperança diminuir.
Quem já viveu momentos assim, sabe o que quero dizer.
Repentinamente você sente que sua vida chega ao fim e remete seus pensamentos a
tudo o que já viveu e gostaria ainda de viver.
Passado o primeiro e duro impacto, você começa a
cuidar do mal que lhe afeta, sem a certeza de que tudo poderá dar certo e
voltar ao normal.
Até aqui, eu era um ser imbatível, que nunca
envelheceria, um super-homem na minha imaginação e na imaginação de todos os
que me ouvem, ou puderam ouvir todas as coisas que criei através dos anos.
Quando recebi a noticia de meu médico e amigo, Dr.
João Batista, a primeira coisa que me veio à cabeça, não foi os filhos ou
netos, mas a possibilidade de nunca mais poder trabalhar em rádio. Se for
assim, não valeria a pena viver mesmo.
Pode parecer tolice, mas desde que meu pai comprou
nosso primeiro rádio, em 1951, eu sabia o que queria ser: radialista. A partir
de então, tudo na minha vida foi feito em função do rádio, onde comecei aos 17
anos e agora, depois de 50 anos de profissão, ainda me sentia um principiante,
com as mesmas emoções e paixões dos primeiros dias. Radialismo é um sacerdócio.
Não tem como mudar isso.
Vivi os momentos gloriosos do rádio AM, fui um dos
pioneiros em FM, criei dezenas de programas e trabalhei com profissionais
magníficos e, graças ao rádio, viajei boa parte do mundo, sempre nessa incrível
profissão.
O rádio mudou, as tecnologias evoluíram, as
possibilidades se tornaram infinitas, mas o espírito do rádio continua intacto,
me permitindo viver cada dia buscando novidades, atualizações, a renovação das
ideias e conteúdos. Isso me manteve sempre jovem, sempre dentro do meu meio
como um adolescente aprendendo coisas todos os dias.
Mas a realidade do tempo é ingrata com seus filhos
mais velhos, que precisam abrir espaço aos mais jovens e ouvir nas veladas
conversas que nos perdemos no tempo e vivemos de saudade.
Até meu ultimo trabalho, há pouco mais de um ano, pude
comprovar que continuo um garotão nas minhas ideias e um especialista
experiente na minha profissão.
Num país, onde a idade é passaporte para o desemprego,
acabei recorrendo à aposentadoria, que não cobre meu plano de saúde, o que
exige de mim continuar trabalhando para sobreviver. Isso não é dramático. É
maravilhoso poder continuar trabalhando, sendo útil, continuar produzindo
ideias e executando-as. Mas não tem mais espaço para nós.
Relembro aqui alguns grandes nomes do rádio, gênios
criativos, que produziram as melhores coisas que o rádio moderno já criou e que
receberam uma nota de 10 linhas no caderno de variedades dos jornais depois de
partirem desta vida, como Hélio Ribeiro, Alexandre Kadunk, ou Jair Brito, para
citar alguns apenas.
Claro que alguns radialistas se deram bem, ganharam
muito e se prepararam para o ocaso com dignidade. Mas muitos só viveram o rádio
como paixão e não como negócio, porque nunca imaginaram que iriam envelhecer,
porque o rádio provoca essa distorção nas mentes sonhadoras. Somos artistas,
irresponsáveis, ciganos, românticos.
Recentemente escrevi ao Ministério das Comunicações
pedindo que nos concedesse, através de cooperativas profissionais, alguns
canais de rádio somente para dar oportunidade a esses velhos gênios que ainda
sobrevivem, para dividir com novos radialistas toda a experiência adquirida,
com o objetivo de melhorar o rádio que está por vir. Não recebi qualquer
resposta.
Enquanto não parto desta para a melhor, sempre
pergunto: “O QUE SERÁ DE NÓS?”.
Não queremos apenas respeito e reconhecimento, mas
oportunidade também de poder trabalhar e continuar contribuindo para que o
rádio, e todas as suas novas possibilidades tenham as velhas virtudes do
encantamento, da credibilidade, da magia de sonhar.
Fonte: www.carosouvintes.org.br
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Estudo II - Ô Jandê/Água de Manim -
Apresentamos com muito orgulho a radialistas e jornalista Marta Aurélia cantando uma música dos índios Tremembés...perfeito!!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
EXPOSIÇÃO TEMÁTICA SOBRE O RÁDIO
Estaremos realizando no mês de Setembro nossa Exposição Temática Sobre o Rádio. Gostaríamos de contar com seu apoio, caso tenha algum rádio, aparelho ou peças eletrônicas relativas ao rádio entre em contato com nossa diretoria para participar desta exposição. Caso queira divulgar programas ou atividades do rádio traga seu banner, seu cartaz ou qualquer modo de divulgação que será incluído na exposição.
CONTATOS
DJACYR DE SOUZA - 99799611
LUIZ FERNANDO - 87316424
Marcadores:
rádio; exposição temática; história do rádio
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
uma impressão sobre o rádio
Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
O rádio sem futuro
Djacyr de Souza - Professor
É extremamente desolador a situação do rádio cearense pois vemos a cada dia a redução do papel que sempre teve na construção da cidadania e no quesito respeito ao ouvinte. Temos programas de boa qualidade sim, mas muitos destes são pasteurizados pelo interesse da política e da economia onde não há participação crítica do ouvinte e espetáculos de bajulação aos nomes que despontam na nossa cidade.
Por outro lado alguns programas são espetáculos de palavrões, piadas de duplo sentido e notícias que nada ou pouco tem a ver com a realidade em que vivemos. O rádio não tem aquele glamour da época antiga nem a perspectiva de interação que já é realidade em locais avançados e com maior desenvolvimento da comunicação.
Há casos em que os operadores e telefonistas tiram o telefone do gancho na hora dos programas para que a participação do ouvinte não ocorra o que denota duas situações: Em primeiro lugar cassação do direito de expressão e em segundo lugar medo que a críticas firam algum interesse dos supostos donos das rádios. Há também situações em que nos programas se utilizam vinhetas para chamarem ouvintes de “mala” que no jargão radiofônico é ouvinte que fala besteiras ou que fala demais.
O desrespeito ao ouvinte é uma tônica das rádios de Fortaleza que a cada dia não tem interesse algum em interatividade , respeito e co – participação na programação. Não sei o que temem, pois é claro que a pessoa que vai falar em um programa sabe com certeza das consequências do que faz.
Por outro lado a alternativa das rádios comunitárias, em Fortaleza, parece não surtir efeito quando vemos que a maioria delas é ligada a vereadores e arrendam sua programação a grupos religiosos e grandes empresários que obrigam até aos locutores a tocarem em seus programas músicas de seu interesse. Muitas dessas rádios têm associações fictícias e se houvessem interesse dos órgãos de fiscalização seriam fechadas por descumprirem abertamente a lei da radiodifusão comunitária. Pelo que vemos não há saída para a crise do rádio cearense, pois os grandes nomes do rádio estão se afastando o que pode trazer grandes perdas para este combalido meio de comunicação. As rádios oficiais não dão chance a uma comunicação alternativa que dê ao povo a possibilidade de ouvir programas que falem sua linguagem e que lhe dê espaço para dizer o que pensa.
Diante deste quadro sentimos que o rádio cearense está sim em crise e que pouco ou nada pode ser feito, pois não há espaços para discussão , debate ou soluções para o problema. O rádio cearense está muito pobre e poucos tem interesse pela mudança pois muitas vezes o caos é muito benéfico para poucos que enriquecem na venda e troca de concessões. Estamos literalmente em um beco sem saída...
PUBLICADO NO JORNAL O ESTADO.
Marcadores:
Rádio; crise no rádio; rádio cearense
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