quarta-feira, 13 de julho de 2011

21 anos sem João Saldanha


HISTÓRIAS DO SALDANHA
21 anos sem o grande Saldanha. Dei a mim mesmo de presente um livro que encontrei numa gôndola de supermercado. Depoimento de Tostão sobre ele é um primor. Trecho - “Chegou pra mim e disse. Vá fazer sua cirurgia (descolamento de retina) nos Estados Unidos. Espero por você até a hora em que o Brasil entrar em campo”.

DE todas as suas frases fisguei duas geniais. “Jornalista não deve confiar em palavra de cartola. Todos eles calçam 40”. A outra. “Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria campeão a vida toda”.

DELE, Saldanha, quando fui recepcioná-lo numa peixada, recolhi a maior de todas as lições de humildade. Vale recordar. Ao ser reconhecido pelos presentes, não conseguia dar uma garfada. Alguém logo se aproximava perguntando-lhe algo sobre futebol. Levantava-se e respondia.

NÃO me contive. “Você não se aborrece com tanto assédio?”. Ele veio de lá. “O que eles iriam me perguntar a não ser sobre futebol? Sobre economia, biologia, raiz quadrada, pode ter certeza, jamais me perguntariam”.

FRASE DO SALDANHA



“Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria campeão a vida toda” 
Fonte: COLUNA DO ALAN NETO - JORNAL O POVO.

POLÍTICA E RADIODIFUSÃO

Observatório da Imprensa - 15 Anos

POLÍTICA DE RADIODIFUSÃO

Senado renova concessões de rádios de políticos

Por Ana Rita Cunha em 20/06/2011 na edição 647
Reproduzido do Observatório do Direito à Comunicação, 15/6/2011
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Na reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizada na quarta-feira (15/6), os senadores aprovaram por unanimidade a renovação das concessões de radiodifusão de empresas do senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) e do deputado federal José Rocha (PR-BA).
O senador Lobão Filho, segundo dados do Ministério das Comunicações (Minicom), é um dos sócios da Rádio e TV Difusora do Maranhão. A empresa ganhou o direito de explorar por mais 10 anos os serviços de rádio em ondas médias em São Luís do Maranhão. Além disso, o parlamentar, que está afastado do Congresso por licença médica, é membro da CCT. Ele é filho de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia desde 2008 e ex-governador do Maranhão.
O caso do deputado federal José Rocha é um pouco diferente. Segundo os dados do Minicom, a esposa do parlamentar Noelma Rocha é que é sócia da Rio São Francisco Radiodifusora. A empresa teve a concessão dos serviços de rádio em ondas médias em Bom Jesus da Lapa (BA) renovados também por mais 10 anos.

A Constituição não impede parentes e cônjuges de políticos de serem concessionários. O artigo 54 da Carta Magna proíbe, entretanto, que os próprios parlamentares sejam proprietários de empresas concessionárias de serviço público. O texto constitucional diz que deputados e senadores não poderão, desde a expedição do diploma, “firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”. A quem desrespeitar a lei, a Constituição prevê perda do mandato.
Desrespeito
Segundo dados da ONG Transparência Brasil, no entanto, 21% dos senadores e 10% dos deputados federais são concessionários de rádio e TV, isso sem contar aqueles que têm empresas em nome de familiares ou laranjas. Uma lista com os nomes dos proprietários e sócios de emissoras foi recém disponibilizada no site do Ministério das Comunicações.
Além da driblar a legislação colocando laranjas na direção de suas empresas, vários parlamentares se valem de interpretações divergentes do Legislativo e da Justiça sobre o texto consitucional para controlar emissoras. Esse entendimento pode estar a caminho de uma resolução. Em 2009, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal aprovou uma resolução afirmando o caráter ilícito de parlamentares figurarem como diretores, proprietários ou controladores de empresas que explorem serviços de radiodifusão.
Além disso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tem afirmado ser contra a prática e que pretende propor alguma alteração na lei que colabore com isso no projeto de revisão do marco legal que está construindo. “Só não mandaremos se dentro do governo chegarmos a conclusão que não deve mandar. Mas não sou ingênuo de achar que não vai ter reação”, disse ele em entrevista a Carta Maior, publicada segunda-feira (13).
O Senado no mês passado alterou algumas regras de aprovação de concessões na CCT. As mudanças que começaram a valer a partir da reunião desta quarta incluem apenas o impedimento que um senador seja relator de uma concessão do seu próprio estado.
***
[Ana Rita Cunha é da Redação do Observatório do Direito à Comunicação]

LEIA ESTE TEXTO PARA COMPREENSÃO DA RELAÇÃO RÁDIO E CIDADANIA

segunda-feira, 11 de julho de 2011

imperdível

essa discussão merece fazer parte da programação de rádio

Diário do Nordeste

Segunda-feira - 11 de julho de 2011

2011

Mais de 21 mil pessoas acometidas por dengue

Publicado em 11 de julho de 2011

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Na rua Osvaldo Araújo, as chuvas do fim de semana formaram poças de água que preocupam os moradores, por serem locais propícios para a reprodução do mosquito Aedes aegypti
FOTOS: TUNO VIEIRA
Apesar de Fortaleza concentrar 56,52% dos casos no Ceará neste ano, o número vem diminuindo mês a mês
O último boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) aponta que Fortaleza teve 21.272 casos de dengue em 2011. O número já é o segundo maior dos últimos cinco anos, ficando atrás apenas de 2008, quando 34.108 pessoas foram acometidas pela doença na Capital. Do total, 78 pessoas tiveram dengue hemorrágica e outras 176 tiveram complicações. Os mortos chegam a 22.

Apesar de Fortaleza concentrar 56,52% dos casos no Ceará este ano, o número vem diminuindo mês a mês, passando de 2.516 casos em maio para apenas 405 em junho. Até a última sexta, foram 12 casos em julho. O mês mais preocupante foi abril, com 8.369 ocorrências.

A Secretaria Executiva Regional (SER) VI lidera o número de casos, totalizando 5.740, seguida pela SER V, com 4.354 casos. Messejana é o bairro mais atingido, com 1.158 ocorrências.

Apesar de ter uma grande quantidade de sítios e de terrenos baldios propícios para o mosquito, a população diz falta comprometimento dos próprios moradores. Muitos ainda jogam lixo na rua ou não tomam cuidado com os recipientes em casa.

Nas margens da Lagoa de Messejana, por exemplo, não é difícil encontrar copos descartáveis, garrafas pet e outros recipientes que podem servir de criadouro para o Aedes Aegypti.

Para a dona-de-casa Hilda Alves, é fundamental que as pessoas se eduquem quanto ao lixo. "A prefeitura até faz a sua parte, com as campanhas, mas a população tem que aprender que não se deve jogar lixo na rua", disse.

O motorista Antônio Macedo Pinto também destaca que na sua casa o mosquito transmissor não tem vez. "É tudo limpinho e sempre deixamos o agente entrar. Mas e se o nosso vizinho não fizer o mesmo, não vai adiantar", ressalta.

Ambientes como o da rua Frei Henrique, cheia de poças d´água, resultado das chuvas do fim de semana, são perfeitos para a proliferação da doença, acredita a doméstica Francisca Santos, de 59 anos, que teve dengue há um mês. O mesmo ocorre na Rua Osvaldo Araújo, na Praia do Futuro.

A faixa etária mais acometida pela dengue é entre 21 e 30 anos, com 5.023 ocorrências, seguida pela de 31 a 40 anos, com 3.153 casos. Entre as crianças, o maior número de casos ocorre entre 6 e 10 anos, com 1.940 casos.

Messejana
Sobre o número elevado de casos em Messejana, o coordenador do Distrito Técnico de Endemias da SER VI, Cristiano Sobral, justifica que muitas pessoas que moram em bairros do entorno, dizem que moram em Messejana quando se registram nos hospitais.

Além de finalizar o terceiro ciclo de visitas aos domicílios em julho, Cristiano diz que há um trabalho especial de visitas e palestras junto a donos de borracharias, sucatas e canteiros, onde há focos do Aedes Aegypti.

Segundo Walner Leite, coordenador de apoio do Distrito Técnico de Endemias da SER II, a maior incidência de dengue na Praia do Futuro ocorre porque o bairro tem uma população pequena. Ele afirma que o trabalho para a eliminação dos focos do mosquito transmissor na Regional foi reforçada nos últimos quinze dias, com a inclusão de 30 agentes sanitaristas e quatro supervisores.