sábado, 18 de julho de 2009

este texto é antigo mas vale a pena ser lido e refletido..


Não é problema meu.

Danielle Costa



_ Não tenho nada a ver com isso.
_ Gostaria de ajudar, mas tenho contas a pagar.
_ Não é problema meu.
Frases como estas são constantes no mundo de hoje. Talvez pela ganância, pela sede de poder ou status, talvez...
Eu tenho cá pra mim, que nem todos se preocupam simplesmente com seus próprio umbigos por pura maldade. Apesar de tudo, ainda creio na bondade e na generosidade humana, mas a população moderna foi acometida de um mal primitivo: o instinto de sobrevivência.
Sim, sobrevivência, o mesmo desejo que faz com que uma senhora não dê nenhuma moedinha ao pedinte no sinal, pois eslas são para comprar o leite dos filhos que ficaram na com a avó, enquanto ela fazia faxina na casa da madame.
Sobrevivência, ela faz com que o rapaz não ajude uma senhora a levar as sacolas pesadas, pois irá se atrasar e perderá o emprego.Esse intitinto também faz com que a garota não espere a colega na volta pra casa depois da aula noturna, pois tem medo de ser abordada por um bandido.
Repito, as pessoas são boas e até têm a intenção de se ajudarem, mas quem as ajuda?
Pensando assim, o mendigo pede no sinal, a diarista corre para seus filhos no final do dia, a senhora leva seus pacotes cansada, o rapaz alcança o ônibus lotado e a garota chega em casa a salvo. Como diz a canção "...assim caminha a humanidade..."
Por isso se você passar por alguém este não lhe retribuir o sorriso, não se chatei, talvez ela esteja passando por um momento difícil ou simplesmente preocupada em sobreviver na modernidade.
Que todos vocês tenha um ótimo natal e um 2009 de grandes realizações!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

Caráter reticente e vontade política

Por Jacob (J.) Lumier em 14/7/2009

Em recente entrevista divulgada neste Observatório da Imprensa (ver aqui), a deputada Luiza Erundina deixou claro que um obstáculo à democratização dos meios de comunicação é a falta de avanço, o silêncio lançado contra a PEC disciplinadora, que proíbe expressamente parlamentares de serem donos de empresas de radiodifusão.

Não que a reticência sobre a proibição assim projetada indique algum acordo político que empacou, ou esteja a carecer de impulso renovado. O nível do obstáculo em pauta vai mais além do cálculo para equilibrar o que um ganha e o outro deixa de abrir mão.

A reticência de que não se fala é mais do que figura de estilo, nem se confunde às metáforas. É exercida como alguma coisa prejudicial à tendência para a realização, a qual, em modo ordinário, costuma-se impropriamente identificar à chamada vontade política, historicamente constituída esta com o mandonismo local.

Com efeito, o aspecto prejudicial inviabilizando ou ajuizando previamente contra o esforço para a realização foi ressentido. Tanto é assim que veio a ser bem notado o déficit de consciência política de que as concessões de rádio e TV constituem patrimônio da sociedade. Confirma-se, então, que a reticência sobre a PEC disciplinadora acima mencionada carece de alcance tático, para dar lugar à escassez de compromisso cultural democrático.

A figura do "eleitor faltoso"

Trata-se da reticência como atitude. Deixa-se de dizer as coisas que podiam ser ditas, não por falta de representação, criar suspense no discurso ou para disfarçar uma intenção. Aliás, não se trata de uma atitude limitada às relações em torno da PEC disciplinadora. Na medida em que denota escassez de compromisso cultural democrático, o caráter reticente se faz acompanhar de um elemento normativo característico da tradição elitista.

Deixar de dizer as coisas que podiam ser ditas é uma atitude e uma conduta regular típica da maneira instituída de fazer política. Um comportamento, modo de ser e agir observado em muitos aspectos da nossa democracia, notadamente na questão do regime eleitoral com voto obrigatório.

Desta forma, há, por exemplo, reticência sobre os projetos em favor do voto facultativo para todos quando se fala em maneira astuta de que já existe a não-obrigatoriedade de votar, seja porque as multas são baixas e muitas vezes deixam de ser cobradas, ou em razão de que nem idosos nem "pós-adolescentes" incorrem na figura esdrúxula do "eleitor faltoso", autêntico entulho autoritário.

Escassez de compromisso democrático

O exemplo do silenciar sobre os projetos em favor do voto facultativo não é despropositado, nem aparece aqui sem razão, mas tem alcance crítico decisivo sobre a tradição elitista e valor conjetural explicativo, em face desse tipo quase oblíquo de personalidade que surge em perspectiva no caráter reticente.

É que o voto do eleitor em regime (cartorial) obrigatório introduz por contradição um componente de abertura na representação de interesses, uma mudança latente na estrutura elitária, sobre a qual a elite política é necessariamente (por definição) reticente.

Daí, para encerrar, a escassez de compromisso cultural democrático como um traço da vontade política em nossa democracia.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE www.observatoriodaimprensa.com.br

UMA LEITURA INTERESSANTE

Tendência da Comunicação

Ao contrário do mercado americano, que geralmente faz previsões para os setores econômicos estimando a intensidade dos investimentos futuros, no Brasil parece que os prognósticos buscam o impacto apenas. Pelo menos tem sido assim para o mercado da comunicação.

A história conta que, com o aparecimento da televisão, lá na década de 50, muitos profetizaram a morte iminente do rádio. Depois, com o aparecimento da faixa FM, muitos determinaram o fim da AM e de todas as demais faixas. E o rádio continua firme, forte, sólido como nunca.

O fim do jornal foi decretado também com o sucesso da segmentação editorial das revistas e mais recentemente com avanço dos meios interativos. E o que se constata em todo o mundo é a revitalização do jornal, impulsionado, tanto pelos novos formatos como pelas novas formas de distribuição.

Depois foi a vez do ataque à TV diante do lançamento do videocassete. E o DVD foi à razão do anúncio fúnebre do cinema.

Com a chegada da Internet então, as previsões eram ainda mais cruéis: todos os demais canais de comunicação sucumbiriam diante da conectividade e de todos os demais poderes exercidos pela web.

Ledo engano!

Os autores das impactantes profecias, em muitos casos, deixaram de considerar, por exemplo, a força do hábito do espectador, quer seja ele leitor, ouvinte ou telespectador, que, quando associada ao poder de superação da mídia, ridiculariza, a meu ver, qualquer prognóstico negativo.

O fato é que, independentemente das previsões, há mesmo lugar para todos. Cada canal de comunicação dirige-se a um segmento específico da população, e a própria superposição de sons, imagens e movimento é sempre valorizada pelos anunciantes diante das características de cada meio no poder de atendimento das necessidades de comunicação de suas marcas.

E o mundo de hoje, cada vez mais competitivo, garante mesmo espaço e oportunidades a todos. Até porque, como diz o velho ditado: ninguém morre na véspera!

Angelo Franzão Neto, presidente do Grupo de Mídia São Paulo

quinta-feira, 16 de julho de 2009

VEM MAIS COISA POR AÍ...


Atenção:


Ficamos sabendo que mais um radialista de grande importância no rádio e na vida política de nosso Estado estará em breve sendo retirado da programação de uma das rádios mais antigas de nosso Estado. Nosso Rádio está se acabando, se vendendo ao canto da Sereia das Grandes Redes. Uma lástima.... Em outros locais a experiência é um fator de continuidade e respeito , no nosso caso significa demissão...

POR ONDE ANDA CÉLIO CURY???


Não vimos mais Célio Cury nos programas de televisão, soubemos que ele anda adoentado. Este é uma das histórias vivas do rádio e da televisão do Estado do Ceará. Se alguém souber onde ele está gostaríamos muito de saber.

RECOMENDAMOS

Rádio e política: do microfone ao palanque, radialista políticoR$55.00 R$41.25
 Rádio e política: do microfone ao palanque, radialista político

Rádio e política: dos microfones ao palanque - os radialistas políticos em Fortaleza (1986/92)
Márcia Vital Nunes
Formato 11,5x20cm, 378 páginas
ISBN 85-7419-156-6

Ao analisar a relação dos radialistas com a política, a autora mostra como radialistas com grande audiência se candidatam a cargos públicos e são eleitos. Destrincha como ocorre a delegação de poder a um radialista, que ingressa no rádio na condição de comunicador, envolve-se com o ouvinte e seus problemas; torna-se, então, um porta-voz popular até angariar o status de "delegado do ouvinte", condição transformada, finalmente, para "delegado de eleitor".

UMA BOA LEITURA

pior das ditaduras



ditaduradamidia

Acabo de receber por email a divulgação do lançamento do livro “A ditadura da mídia”, de Altamiro Borges.

Com isso teremos mais uma importante ferramenta para conhecermos o funcionamento das corporações de mídia e, a partir daí, compreender a necessidade imperiosa de que elas sejam destruídas. Em seu lugar devem ser construídos meios de comunicação social, nada além do que reza nossa Constituição de 1988.

A ditadura da mídia é a pior entre todas as formas de autoritarismo porque é covarde. Vale-se do monopólio da emissão de palavras e imagens para impor a exploração de um povo.

Combater a ditadura da mídia é lutar por libertação. Vencê-la é livrar o país do imperialismo e de seus lacaios.

Imperialismo, essa palavra sonegada pela ditadura da mídia.

Imperialismo, quem mais se interessa pelo pré-sal e demais riquezas nacionais. Por imperialismo compreenda-se o governo estadunidense, empresas multinacionais, a burguesia local e a direita partidária. Além, é claro, da ditadura da mídia.

Essa que mais dia menos dia vai ser completamente destruída, uma consequencia natural de sua perda de credibilidade e poder de influência, como prevê o autor: “Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais”.

Seguem abaixo as informações sobre o livro:

***

Lançado o livro “”A ditadura da mídia””

A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.

Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura tendenciosa de inúmeros processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Na América Latina rebelde, as mudanças no setor são as mais sensíveis.

No caso do Brasil, a mídia controlada por meia-dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade. Na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político. Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais. O governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação.

Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar a luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de informação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e nem mesmo na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais percebem que esta luta estratégica exige o reforço dos veículos alternativos, a denúncia da mídia burguesa e uma plataforma pela efetiva democratização da comunicação.

O livro A ditadura da mídia tem o modesto objetivo de contribuir com este debate. Não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política. Ela não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação. O livro foi prefaciado pelo professor Venício A. de Lima, um dos maiores especialista no tema no país, e apresenta também um comentário do jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele reúne cinco capítulos:

1- Poder mundial a serviço do capital e das guerras;

2- A mídia na berlinda na América Latina rebelde;

3- Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil;

4- De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa;

5- Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.