quinta-feira, 14 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

COLOMBO SÁ E SEU CLUBE DOS TETÉUS.

Nas madrugadas de segunda a sexta o grande Colombo Sá continua com seu Clube dos Tetéus na rádio Cidade AM, 860 , vale a pena curtir. Veja ele em plena ação.

terça-feira, 12 de junho de 2012

UMA LEITURA QUE VALE A PENA - LEIA E DISCUTA ISSO


MÍDIA & IDIOMA

A falta que a leitura nos faz

Por Jorge Fernando dos Santos em 12/06/2012 na edição 698
   
Em tempos de globalização, nota-se em muitos lugares do planeta a retomada de valores regionais. Isso talvez se explique devido à necessidade natural que o homem tem de manter suas referências culturais e linguísticas ou suas raízes fincadas no chão. Diante do massacre de informações da grande mídia e da avalanche de valores impostos pela cultura de massas, o instinto de sobrevivência faz com que a humanidade reveja e reafirme valores em busca de identidade própria.
No entanto, devido à necessidade de dominar outras línguas para se sair melhor no mercado de trabalho e ter acesso rápido às informações, o que muita gente descobre é que sequer domina o próprio idioma. Sem isso, fica difícil cruzar fronteiras em busca de novas oportunidades.
Por lamentável tradição, o Brasil está longe se ser campeão de leitura. Estamos atrás dos Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Japão, Argentina e Cuba – para citar apenas alguns países – no consumo de livros. Isso significa que o povo brasileiro não domina plenamente a língua pátria e, por isso mesmo, deixa a desejar também no que se refere à cultura geral.
Tradição esquecida
Em vez de ajudar, a mídia muitas vezes piora as coisas com a introdução de barbarismos e a vulgarização do idioma nacional. Assim, a cada nova geração, decai a qualidade da língua escrita e falada no país.
Além de dominar um repertório de poucas palavras, o brasileiro médio, mesmo quando sabe as regras gramaticais, encontra dificuldades para se expressar por meio da escrita. Já houve tempo em que boa parte das pessoas letradas cultivava o hábito de trocar correspondência. Nas linhas manuscritas liam-se declarações de amor e amizade, tratava-se de negócios e percebia-se nas entrelinhas o nível de instrução do remetente.
Com o avanço da telefonia no país, a tradição missivista foi sendo esquecida e muita gente chegou a alimentar a ilusão de que nunca mais precisaria escrever sequer um bilhete. Talvez por isso o próprio sistema de ensino tenha deixado de lado o rigor com a redação e os antigos exercícios de composição. Como a escola primária muitas vezes mal ensina o bê-a-bá, ficou para o curso secundário a função de instrumentalizar os jovens no manuseio da palavra.
Português e literatura
Devido às próprias limitações do sistema e aos novos atrativos para a adolescência – como a música popular, cinema, televisão, internet, brinquedos eletrônicos etc. –, ensinar a escrever deixou de ser prioridade também no curso secundário. A responsabilidade foi de certa forma empurrada para a universidade, onde se estuda de tudo com alguma profundidade, menos a palavra escrita. O resultado disso está nos jornais e também se reflete nas provas de vestibulares e outros concursos realizados de Norte a Sul do país.
Apesar do exposto, muita gente alimenta o sonho de se tornar jornalista, escritor ou mesmo advogado sem saber sequer redigir um bilhete. Para complicar as coisas, aqueles que trocaram o hábito de escrever cartas pelo uso do telefone foram surpreendidos pelo advento da internet.
O e-mail, as redes sociais e salas de bate-papo virtual trouxeram de volta a necessidade da escrita simples, limpa e objetiva na vida cotidiana. Por essas e outras, passa da hora de escolas públicas e privadas levarem a sério o ensino de Português e literatura, atividade que exige acima de tudo a prática de leitura e de redação nas salas de aula.
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[Jorge Fernando dos Santos é jornalista e escritor]
Fonte: www.observatoriodaimprensa.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PARA REFLEXÃO


Jornal O Povo
artigo 11/06/2012
A radiodifusão e o exercício da democracia
A Constituição Federal estabelece que a radiodifusão funcione como um serviço de interesse público, indicando como diretrizes a preferência das finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; a promoção da cultura nacional e regional; a regionalização da programação; e o respeito a valores éticos e sociais. Por outro lado, a lógica de mercado que conduz os canais comerciais faz com que eles se comportem como negócios privados em busca de lucro, desprezando sua função pública.

Diante disso, é fundamental que haja regulação jurídica e controle social sobre o funcionamento dos veículos de radiodifusão. Uma forma de controle já em vigor é o mecanismo da outorga de concessões públicas como requisito para poder usar sinal de rádio ou televisão. Pelo termo de concessão, o concessionário se compromete a algumas coisas, dentre elas, a de não “alugar” espaços em sua programação a não ser para publicidade até o limite de 25%. Isso favorece que os canais se preocupem em produzir programações interessantes que atraiam o público em vez de serem apenas balcões de aluguel de espaço de mídia.

Como as palavras que estão na lei nem sempre têm essa mesma clareza, desvios acontecem. Admitir o aluguel de espaços em rádios e TVs é favorecer que a definição dos conteúdos não se guie pelo interesse da audiência ou pelo interesse público, mas pelo interesse de algum grupo ideológico imposto através do abuso poder econômico.

Segundo dados do Intervozes, canais de grande porte e de alcance nacional já estão “alugando” 40 horas, às vezes, 50 horas de programação por semana. Os grupos que alugam esses horários não se comprometem com nada que determina a Constituição. Assim, paulatinamente, a programação de TV e rádio vai deixando de ser um serviço com finalidade pública e passa a ser um espaço loteado acessível apenas a quem possui dinheiro.

A lógica não está mais pautada no debate e no diálogo entre os vários pontos de vista, mas na construção de monólogos paralelos que nunca se tocam nem se encontram. Não é esse tipo de comunicação que produz diversidade nem empodera para o exercício da democracia.

Jairo Ponte
Advogado, mestre em Direito e professor universitário

domingo, 10 de junho de 2012

Veja esta ação comunicação e eleições.


PROPAGANDA ELEITORAL

Acert faz debate sobre as eleições

07.06.2012
A Associação Cearense de Emissoras de Rádio de Rádio e Televisão (Acert) iniciou, ontem, a preparação das emissoras associadas para a cobertura das eleições deste ano, com a realização de um seminário sobre a legislação eleitoral. O procurador regional eleitoral, Márcio Torres, considerou a iniciativa como mais um passo importante no relacionamento do Ministério Público com a sociedade, destacando a relevância do papel da imprensa para o exercício da democracia.

Foto
Representantes de emissoras de Rádio e Televisão cearenses reunidos em encontro promovido pela Acert, para tratar de eleição FOTO: JOSÉ LEOMAR
Além de tirar dúvidas de radialistas e dirigentes de emissoras de rádio e televisão o procurador pediu o apoio da imprensa para que, em cada cidade, se tenha uma campanha eleitoral limpa, tanto no aspecto da poluição visual quanto sonora. Também pediu divulgação dos casos em que a Câmara Municipal tenha desaprovando Contas de Governo do prefeito ou ex-prefeitos e agora esteja se preparando para realizar um novo julgamento.

O seminário, A Liberdade de Imprensa no Rádio e na Televisão no Período Eleitoral, foi realizado ontem de manhã, no auditório da Anatel, em Fortaleza. Na abertura dos trabalhos o presidente da Acert, jornalista Edilmar Norões, agradeceu a presença de todos e recomendou o cumprimento da legislação.

Resoluções
Após o encontro avaliou o resultado como positivo e informou que em agosto, quando se aproximar o período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, fará encontros no interior do Estado.

Antes do seminário cada participante recebeu uma pasta com a programação e cópia das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tratam da propaganda eleitoral e condutas ilícitas em campanha; divulgação de pesquisas eleitorais e; sobre representações, reclamações e pedido de direito de resposta. 

reflexão sobre comunicação comunitária


FONTE: www.observatoriodaimprensa.com.br

MÍDIA RADIOFÔNICA

A comunicação comunitária

Por Rodolpho Raphael de Oliveira Santos em 05/06/2012 na edição 697

   
A comunicação comunitária é a comunicação da e para as comunidades, para grupos geralmente excluídos diretamente da midiatização pelos meios de comunicação de massa tidos como convencionais (rádios, TVs, portais, jornais e revistas). No Brasil, existem inúmeras rádios comunitárias, porém uma das questões de maior destaque na discussão sobre a democratização da comunicação no Brasil – antiga reivindicação e motivo de lutas de várias gerações – refere-se à radiodifusão comunitária.
Particularidades históricas marcam o debate, entre as quais a resistência das emissoras comerciais – um setor rico e poderoso que não aceita dividir o espaço radiofônico –, em contraposição à força das reivindicações de comunidades populares, de baixo poder aquisitivo, que buscam um lugar na radiofrequência como alternativa para expressar suas vivências e necessidades de comunicação.
“Estar aberta à participação ativa dos cidadãos e suas entidades representativas; as pessoas da própria comunidade se revezam enquanto produtoras e receptoras dos produtos comunicacionais; desenvolvimento do processo de interatividade na comunicação; autogerida pelas entidades representativas da própria comunidade; autonomia e livre de ingerências em relação aos órgãos do governo, grande mídia, partidos políticos e seus afiliados etc.; não tem interesses comerciais; oferece possibilidades ilimitadas de inovação de linguagens e formatos de programas; programação sintonizada com a realidade local; temas de interesse local; dirigida a segmentos específicos da população; alcance limitado em termos de cobertura, audiência ou número de leitores; as ações se desenvolvem em torno de interesses comuns; envolve um processo de aprendizado no exercício da democracia e da cidadania” (PERUZZO, 1998, p.152).
“Servir à comunidade”
Essa visão do mediar comunitário de forma de utilização de meios de comunicação advém dos períodos de luta, quando havia uma censura e uma política de sufocamento das vozes populares. PERUZZO (1998, p. 152) enfatiza que o pensamento comunicacional comunitário hoje gira em torno das questões da informação, educação, arte e cultura, tendo mais espaços para o entretenimento, prestação de serviços, participação de várias organizações e divulgação de manifestações culturais locais. Ou seja, saem do campo político para o social utilizando-se de meios como rádios comunitárias, rádios de poste, jornais comunitários, panfletos e outras formas de midiatização alternativa para mostrarem as vozes e identidades desses nichos.
As rádios comunitárias são hoje um tipo de mídia de maior representação em grupos mais segmentados em termos de abrangência midiática. Essas rádios atuam principalmente enfocando assuntos das comunidades, dos grupos marginalizados, dos grupamentos e segmentos sociais não contemplados pelas mídias tidas como convencionais. As dificuldades que rondam o movimento das rádios comunitárias brasileiras guardam semelhanças com o de outros países da América Latina, região conhecida por suas ricas experiências na área. No Brasil, as primeiras transmissões de rádios não-comerciais datam das décadas de 70 e 80.
Muitas das iniciativas pioneiras se deram a partir de movimentos sociais populares, alguns dos quais com o apoio e a solidariedade da igreja católica, o que talvez explique a relação estabelecida entre o movimento das rádios comunitárias e a educação popular, especialmente a partir das ideias do educador Paulo Freire, já que tais emissoras têm potencial para pensar criticamente a realidade social e romper com a cultura do silêncio.
As rádios comunitárias são definidas por Peruzzo (1998, p. 252, 253) como tendo por “finalidade primordial de servir à comunidade”, podendo “contribuir efetivamente para o desenvolvimento social e a construção da cidadania”.
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[Rodolpho Raphael de Oliveira Santos é jornalista, Campina Grande, PB]

sexta-feira, 8 de junho de 2012

veja este texto sobre arrendamento de horários em Rádio e TV..

Veja aqui o texto do jornalista e radialista Antonio Paiva Rodrigues sobre este tema.
Veja aqui.