JORNALISTA E RADIALISTA PAULO TADEU VISITA A III EXPOSIÇÃO TEMÁTICA SOBRE O RÁDIO
BREVE CURRÍCULO DO GRANDE RADIALISTA E JORNALISTA
Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira, Jornalista e radialista é irmão do também radialista LOY FILHO. Começou na rádio Iracema de Fortaleza na década de 70, trabalhou também na Ceará Rádio Clube, FM Tropical e atualmente atua com o radialista Cid Carvalho na Rádio Cidade AM. Professor Universitário e Ouvidor Geral da UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ. Estimula o carnaval cearense sendo fundador do Maracatu Vozes da África ( 1980) e Nação Iracema ( 2002). A convite de Blanchard Girão , Paulo Tadeu escreveu o capítulo sobre radioteatro no Livro "SÓ AS ARMAS CALARAM A DRAGÃO" que conta a vibrante trajetória da Rádio Dragão do Mar de Fortaleza.
Uma Frase de Paulo Tadeu : " SÓ O SHALOM CALOU A DRAGÃO"
Por ocasião do programa debates do povo especial sobre o rádio a Professora Adísia Sá foi homenageada pela sua luta e ação no rádio cearense. Veja na foto abaixo a homenagem do Programa DEBATES DO POVO.
Como o tempo voa! Parece que foi ontem...E, no entanto , o 1922 já vai ficando distante.E 16 anos são passados na ampulheta inexorável.
Foi naquele centenário da Independência, comemorado país afora com tantas festas deslumbrantes, que Fortaleza veio a possuir o primeiro aparelho radiorreceptor.
Sua construção deve – se à habilidade curiosa do radio – amador cearense Clóvis Meton de Alencar.
Corria o mês de outubro. De volta do Rio, onde fora assistir aos festejos retumbantes ali realizados, e onde tivera ensejo de assistir ao funcionamento de uma aparelho de rádio, na residência do então ministro Francisco Sá, o engenhoso cearense meteu – se de corpo e alma na empresa árdua de fabricar coisa idêntica.
Naquela ocasião , os receptores existentes na capital da república eram em número diminuto.
Para consecução do seu desejo , lutou com várias dificuldades, principalmente com a falta de material adequado. Ainda no Rio tratou de munir – se do necessário.
Percorreu inutilmente várias casa comerciais cariocas e grande foi sua desilusão a verificar que não existia permissão para a venda de tal material.
Por informação de uma amigo, soube que a companhia West Electric, com estação experimental instalada no alto do Corcovado, a fim de funcionar durante a exposição centenária, tinha distribuído , a título de propaganda , no recinto da feira comemorativa, algumas lâmpadas receptoras(válvulas) 216 – A , fabricadas por aquela empresa.
Com não pequenos embaraços, comprou uma dessas lâmpadas pela importância de 150$000.. Foi esse todo material que obteve para o seu receptor , o qual trouxe para Fortaleza, onde desembarcou a 25 de setembro.
Logo no dia seguinte deu início aos seus trabalhos , vindo a montar o receptor num simples pedaço de madeira medindo trinta centímetros de cumprimento, tendo vinte e cinco de altura.
Os elementos componentes, tais como soquete , condensadores variáveis e fixos , resistência, bobinas e baterias, afora a lâmpada adquirida na capital do País, foram confeccionados por ele próprio.
O aparelho assim armado, apesar de nada ter de artístico , passou a funcionar satisfatoriamente.
E naquele 4 de outubro, com um grupo de amigos, Clóvis conseguiu , a tantas horas da noite, ouvir, com perfeita nitidez uma audição irradiada do Rio pela estação, então em experiência no Corcovado, que era a Rádio Clube do Brasil.
Foi grande a satisfação que sentiram todos, principalmente Clóvis Meton, que era a primeira pessoa que tinha ouvido radiotelefonia, não só em Fortaleza com também em todo Norte do Brasil.
Na opinião dos técnicos , a esse tempo, as transmissões radiofônicas pelas grandes estações de então tinham um alcance compreendendo de 5000 a10 000 metros.
Assim, quando Clovis disse a alguns amigos que estava construindo um receptor para captar as irradiações da Europa, eles levaram – no na troça, pois não podiam compreender que um aparelho tão rudimentar pudesse ouvir a uma tal distância. No entanto, graças à sua tenacidade e à sua habilidade , conseguiu o almejado desiderato, sendo esse aparelho de rádio construído exclusivamente devido ao seu próprio esforço.
O mestre que o encaminhou na organização desse receptor , foi um brochura francesa de Conste, que ensinava a construção de um aparelho regenerativo para ouvir , em Paris, as irradiações da Torre Eiffel.
Do primitivo aparelho de Clóvis Meton, hoje nada mais resta senão os condensadores e as bobinas.
E foi esse o primeiro radiorreceptor que apareceu, na capital cearense , naquele 1922, que já vai ficando longe...
Texto retirado do Livro COISAS QUE O TEMPO LEVOU(RAIMUNDO DE MENEZES) – CRÔNICAS HISTÓRICAS DA FORTALEZA – FORTALEZA, EDIÇÕES DEMÓCRITO ROCHA, FORTALEZA, 2006
urado da competição Radio Lions, Alvaro Rodrigues acredita que o meio é ideal para os profissionais de criação usarem a imaginação. Leia alguns trechos de sua entrevista a Paulo Macedo no PropMark:
Qual sua visão do meio rádio? O que é mais eficaz na publicidade no rádio?
Uma das poucas plataformas de comunicação que estimula como nenhuma outra a imaginação do consumidor. Uma das poucas mídias em que uma verba reduzida não diminui uma grande ideia. Ou, como disse Paul Lavoie, presidente do júri de Rádio, “ganhar um Leão em Rádio será sempre mais pela ideia do que pelo artifício”. O que falta ao rádio?
Mais carinho e mais profissionais criando para ele. Acho que o foco nas novas mídias, mesmo as não tão novas como TV e mídia impressa, fez com que o rádio perdesse um pouco da sua importância. Qual a sua visão do áudio no trabalho de construção de marca? Alguns sons, como o da Intel, têm elevado índice de lembrança, como o legendário “Varig, Varig, Varig”?
Cada vez mais eu percebo clientes buscando identidades sonoras para as suas marcas. Produtoras especializadas em sound branding surgiram. O áudio ganha relevância na construção de marca.
Cite algumas campanhas feitas para o rádio.
A campanha que ganhou Leão no ano passado, criada pela Almap-BBDO para a Escola Panamericana, é absolutamente brilhante. Recentemente, a minha equipe estava ouvindo uma campanha divertida criada pela DM9 para a Companhia Athletica, ela me chamou a atenção. Mas a minha maior referência musical em publicidade continua sendo o jingle criado para o Banco Nacional. “Quero ver você não chorar, não olhar pra trás…”, que eu ouvi quando nem sabia o que era jingle, propaganda. Eu cresci tendo esse jingle como a música do Natal.
Traz canções e informações do famoso quarteto de Liverpool e da carreira solo de John, Paul, George e Ringo. O programa tem como extensão a banda cover Rubber Soul, que sempre faz shows em Fortaleza tocando as músicas do quarteto e levando o nome do "Freqüência" ao palco. Conta com participações de especialistas no assunto.
Programa temático elaborado com gravações em discos de cera do período de 1902 a 1964 do acervo pessoal do pesquisador Nirez. A seleção musical é formada por músicas brasileiras ou versões de músicas estrangeiras em português.