segunda-feira, 1 de junho de 2009

LEIA É INTERESSANTE


AS NUANÇAS DO RÁDIO



Partindo-se da premissa de que o mundo teria surgido de uma tremenda explosão e que este fenômeno recebeu dos cientistas o nome de bigue-bang. Dizem alguns especialistas que a surdez da natureza é grandiosa, porém o som nada mais é do que a vibração do ar. Segundo estudos no tempo há uns quinze bilhões de anos atrás, não nos perguntem como calcularam esses porque não sabemos responder, foi criado o que se denominou de universo original. Existem tantas nuanças sobre a origem do mundo que ficamos atônitos sem saber qual a real. A realidade neste caso pode ser apenas especulações e nada mais. Nestas ocasiões os fenômenos da natureza eram praticamente mudos ou sem sons, pois não existia ninguém na terra e o senso auditivo ainda não existia. “O som não está nas coisas: é o ouvido que as fazem soarem! Tudo que existe na natureza vai depender dos sentidos dos animais e quiçá dos vegetais. O espectro eletromagnético é o mesmo para os dois sentidos, visual e auditivo; para toda a matéria, desde as ondas mais curtas, os raios gama, até as mais longas, que são as ondas de rádio. E notório que exista determinadas diferenças entre as percepções dos sentidos. As ondas sonoras propagam-se através de um meio material, normalmente o ar. Podemos afirmar que existem faixas de ondas eletromagnéticas a disposição do homem na mãe natureza. É até espantoso dizer que a música também não existe e as notas musicais não passam de simples ondulações sonoras. As notas musicais foram produzidas pelo ouvido do homem e chamou a atenção pela sua sensibilidade. O ouvido! “Eis aqui o verdadeiro artista, o criador das melodias, o prodigioso aparelhinho que todos carregam consigo desde o nascimento, sem se admirar suficientemente de sua perfeição”. Vejam como é difícil chegar a uma realidade que venha com todas as firmezas para que nós possamos acreditar nos estudos científicos. O nosso assunto é o rádio e o que aqui escrevemos é apenas um pequeno preâmbulo. A tripla voz do rádio. O rádio preciso para atingir sua finalidade precípua do emissor, do receptor, códigos comuns para uma comunicação perfeita. Os ruídos são estranhos no ninho para o rádio, eles podem ser técnicos e culturais. A comunicação precisa ser recíproca e verdadeira. É lógico que o rádio tomou a proporção importante que tem hoje, pelos estudos científicos que chegaram desde a sua invenção até a tecnologia atual. Conforme estudos de um apaixonado pelo rádio o senhor José Ignácio López o rádio é somente som, somente voz. Mas uma voz tripla: a voz humana, expressa em palavras, a voz da natureza, do ambiente, dos chamados efeitos sonoros, a voz do coração, dos sentimentos, que se expressa por meio da música. O estudioso após as colocações inteligentes por sinal pergunta: “Qual das três vozes é a mais importante? As três são. Preterir uma delas, eliminá-la, seria enfraquecer as outras e empobrecer a linguagem radiofônica”, a sedução do rádio não se dará se não forem exploradas todas as suas possibilidades sonoras, sem uma combinação original das três vozes mencionadas. O bom rádio reflete a vida. E na vida, naquilo que nos cerca, ouvem-se ruídos, cantos e palavras. Inteligentíssimas as intervenções de José Ignácio López, mas o que se vê hoje não corresponde com a realidade em alguns pontos do território nacional, infelizmente. O canto não é mais aquele que apaixona nossos ouvidos, os cantos e as palavras foram distorcidos, a palavra mais usada no rádio de hoje é a de baixo calão. O rádio capta e transmite as ondas da natureza surda de antigamente. “Por último, faz apenas um milhão de anos quando nas cavernas protetoras, começou-se a escutar uma terceira voz, naquele tempo muito gutural, enquanto se temperavam as gargantas dos parentes do macaco. Falaram as primeiras mulheres e os primeiros homens para reconhecerem-se. E foram inventando sinais sonoros, algumas vezes onomatopéicos, outras totalmente arbitrárias, para nomear as coisas que os cercavam. Nossos antepassados montaram códigos complexos com esses sinais. Desenvolveram a palavra. E a palavra, por sua vez, desenvolveu a eles e elas. (Manual urgente para radialistas apaixonados). Falando deste manual queremos agradecer ao autor José Ignácio López à ajuda e a grande valia para a confecção desta matéria. Lutamos por um rádio de qualidade e aqui encontramos muitas nuanças. Fica na imaginação do homem do rádio fazer o écran mais bonito e agradável, usar o olho do espírito, o terceiro olho que vão influenciar diretamente na imaginação do ouvinte. “O mais típico da linguagem musical é criar um clima emotivo, aquecer o coração. “A música fala prioritariamente aos sentimentos do ouvinte”. O ouvinte é o primordial para o sucesso radiofônico, sem ela o rádio não seria nada. O humano tem a mensagem e ela deve ser burilada para chegar com deleite aos ouvidos sensíveis do ouvinte. A palavra humana é a principal portadora da mensagem e de seu sentido. Afirmam os estudiosos que a palavra foi o último dos sentidos a chegar ao orbe terrestre e os outros sentidos colocam a serviço desta bela sintonia. “Imaginação, emoção, razão. Especificidades de cada voz radiofônica. Três códigos complementares com os quais podemos nos aproximar ao receptor em sua totalidade. A primeira sensualidade do rádio— Que emissora o senhor (a) prefere? — Todas. As que tiverem música. — Por que o senhor (a) gosta de escutar rádio? — Porque melhora meu astral. — E você, moço (a)? — Me eleva, eleva. — O que a eleva? — A música, claro, do que estamos falando?! Qualquer pesquisa nos dará resultados semelhantes: uma grande maioria de pessoas liga o rádio simplesmente para ouvir música. Isso não corresponde a uma moda passageira nem a uma alienação dos tempos modernos. Também não se trata de um desprezo provocado pela televisão. O rádio é musical desde seu nascimento. Porque o ouvido humano é musical. Não existe melhor tranqüilizante que a música. As mamães sabem disso, quando querem ninar seus filhos. São nuances verdadeiras que o rádio pode proporcionar aos seus ouvintes e muito mais, dependendo da criatividade quem lida como este aparelho maravilhoso. O rádio é apaixonante sem sombras de dúvidas. A personalidade tem tudo a ver com o som. A voz feminina pode dar um sentido mais agradável ao ouvido dos ouvintes. É certo de que toda regra tem exceções. Fazer rádio é seduzir o ouvinte. A atração pode acontecer com uma notícia de impacto, com um esquete cômico ou o bate-papo ameno de uma animadora. Todos os formatos são válidos. O importante é estabelecer essa corrente afetiva do emissor para com o receptor e vice-versa. Você pode ter boa voz, boas iniciativas, conhecer a técnica e ter feito quatro ou cinco anos de jornalismo na universidade. Mas se não sentir algo por dentro, se não entrar na magia do meio, se não desfrutar do programa, jamais chegará a ser um bom radialista. Será um trabalhador do rádio, mas não um comunicador. Fala bem, porém não se comunica. Fazer rádio é uma paixão. Se você faz rádio porque lhe pagam bom salário, parabéns. Continue levando ao ar seus programas e esforce-se para não ser descoberto. Assim como as ondas eletromagnéticas, existem outras vibrações que caem fora do espectro, mas que o público capta com nitidez. São as ondas da simpatia. Lindo significado tem esta palavra: simpatia, paixão compartilhada. Ou seja, amor. Um amor que é cego, como o ouvido. Como o rádio. Que final feliz este que anunciamos agora no poder do rádio, na sua importância, na qualidade do radialista, nas suas programações, nosso ouvido senhores é sensível demais. Profissional do rádio tenha dó de nossos ouvidos, proporcione a eles o bálsamo, o diamante, o ouro, as pedras preciosas que estão no seu ego, superego e id. Faça de sua profissão uma rosa, um perfume que você mais gosta uma namorada que você ama e tenha com o rádio medindo as devidas proporções o cuidado, zelo como fosse à escolha da companheira certa para o seu casamento. O rádio merece carinho e os ouvintes carinho e respeito. Temos aqui no Estado do Ceará uma Associação que está trabalhando neste sentido a (AOUVIR-CE), melhorar a qualidade dos programas radiofônicos, mas muitos profissionais alegam que estão sendo censurados, mas a realidade não é esta, visto que cada um ou os mais usados querem enfiar goela adentro as pornografias que ouvimos em ceras e determinadas emissoras que sinceramente temos nojo em (de) ouvi-las.



ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE

HOJE É DIA DA IMPRENSA


Hoje 1 de Junho é comemorado o DIA DA IMPRENSA.

Oportuno aproveitar o ensejo para discutir o Papel da Mídia e como ouvintes de rádio precisamos também defender o rádio cidadão, com ética , cidadania e valorização do ouvinte.

O rádio precisa de nós e nós precisamos do rádio.

Viva a imprensa cidadã e o bom efeito da comunicação.

VEJA ESTA PESQUISA

Nonato, mais uma vez vamos pescar um post de sua coluna GENTEDEMIDIA...
A pesquisa sobre a credibilidade dos meios de comunicação é bastante oportuna...


Mais de 50 por cento dos pesquisados na enquete da semana do GENTE DE MÍDIA responderam que tanto mídia impresa, quando digital e televisiva são todas iguais em confiabilidade.

Um total de 58 votantes deixou o seguinte resultado: MÍDIA IMPRESSA - 10 (17%)MÍDIA DIGITAL - 9 (15%)TELEVISIVA - 9 (15%)É TUDO IGUAL - 30 (51%)

LEIA ...


Website: http://www.perisse.com.br/ Receitas que ninguém me pediu



Escrito por Gabriel Perissé
25-Mai-2009

Receita para escrever receitas: sentir-se teoricamente preparado para aconselhar alguém a fazer algo que, na prática, não é certo que dê certo...

Receita para ter pesadelos à noite: ser conivente com o inconveniente, aceitar o inaceitável, tolerar o intolerável.

Receita eficaz para perder peso rapidamente: trabalhar demais, comer pouco e dormir mal...

Receita para enlouquecer a si mesmo e aos outros: racionalizar tudo, marcar horário para tudo, prever tudo, controlar tudo, cobrar todas as promessas, corrigir todos os erros, querer escrever receitas com a única intenção de resolver todos os problemas do mundo.

Receita genial para ser um gênio: ler todos os livros do mundo e esquecer tudo o que se leu.

Receita para falar em público com desenvoltura, despertando o interesse de todos, comunicando-se de modo oportuno e enfático, provocando risos e lágrimas: falar pouco.

Receita para ter dinheiro à vontade: não ter vontade de acumular mais dinheiro do que o necessário para viver uma única vida.

Receita para escapar das seitas que lavam nossos cérebros e roubam nossa liberdade: fundar uma nova seita ainda mais proselitista.

Receita para ser pontual: comprar um relógio e usá-lo, comprar agenda e consultá-la... e não marcar nenhum encontro com pessoas pontuais.

Receita para desesperar-se: ser perfeccionista.

Receita para não adquirir a virtude da humildade: orgulhar-se de ser o mais humilde dentre todos os mortais.

Receita para ser aceito pelos outros: plantar e colher sem se preocupar quando será (e se boa será) a colheita.

Receita para cultivar uma biblioteca com mais de 9 mil livros: comprar um livro por dia ao longo de 25 anos.

Receita para ler mais de 9 mil livros: ler um livro por dia ao longo de 25 anos.

Receita para viver mais de 100 anos: acostumar-se com a idéia de que um século não é grande coisa.

Receita para não desanimar após ter experimentado um fracasso: chorar até o amanhecer, enterrar o cadáver de ontem bem enterrado e escovar os dentes.

Receita imemorial para tornar a memória infalível: esquecer o que é inútil sem se angustiar com a possibilidade de esquecer o que é imprescindível.

Receita infalível para ser feliz: não acreditar em receitas infalíveis, e seguir as receitas falíveis com um sorriso nos lábios.

Receita para educar os filhos: jogar todas as receitas pela janela.

Receita para ser conciso: ponto final.

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.

domingo, 31 de maio de 2009

UMA LEITURA PARA REFLEXÃO


Profissionais de comunicação

Adísia Sá


30 Mai 2009 -


O Ceará, através da Agência da Boa Notícia, provoca e estimula articulistas a se pronunciar sobre o que deveria ser “uma verdadeira formação humanística do profissional de comunicação.” Vem em boa e oportuna hora essa iniciativa da Agência. E por uma razão muito simples: o País discute o tema em todos os seus quadrantes, não apenas nas faculdades e escolas de comunicação, como nos encontros promovidos pelo Ministério da Educação e entidades classistas. Não ficam fora desse momento administradores e proprietários de jornais. O MEC está realizando simpósios e audiências públicas sobre “diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo,” em capitais brasileiras e em entidades classistas. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) mantém grupos elaborando sugestões para o Ministério. Para aprofundar o assunto, a Associação Brasileira de Pesquisa em Jornalismo também criou um grupo de trabalho, sem se falar em simpósios acontecidos em São Paulo , Belo Horizonte. “Para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, faculdades e entidades classistas, em São Paulo, organizam o evento “Cidadania e formação do jornalista,” com o objetivo de fornecer subsídios à organização curricular das escolas e ao debate sobre a necessidade do diploma para essa área profissional.”(Paulo Roberto Botão) Eis a questão objeto da provocação da Agência. E, com ênfase, o ponto levantado pela Fenaj: “a necessidade do diploma para essa área profissional,” consubstanciada na obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional de jornalista. O que vamos lecionar? Eis uma pergunta importante sim, mas, sem se saber se vamos lecionar , vã é a questão. Com isto não estou insinuando que suspendamos as discussões em torno do desejável currículo, não, mas apontando que vivemos concomitantemente a luta pela manutenção da exigência do diploma para o exercício profissional. Considero de suma importância comentários e encontros para discussão de propostas curriculares , porque demonstram a convicção que temos na preservação da essência do DL 973/68, em termos da formação específica do jornalista (lato senso). Sobre o tema, o jornalista Caio Túlio Costa foi feliz quando declarou que é “fundamental que o ensino de jornalismo acompanhe essas transformações (da sociedade... da atividade) , o que não significa privilegiar apenas a formação multimídia, mas uma sólida formação humanística e ética.” Acredito na rica variedade de abordagem do tema por outros articulistas e enfatizo: discussões sobre diretrizes curriculares voltadas para a cidadania e a ética profissional sim, mas jamais divorciadas da luta maior: a exigência do diploma. Sem isso, vã é a nossa luta. ADÍSIA SÁ - Jornalista adisia@opovo.com.br

sábado, 30 de maio de 2009

REVISTA DO RÁDIO

RETIRADO DO SITEE




A Revista do Rádio foi lançada em 1948 e trazia de forma abrangente e pitorescas informações sobre o meio radiofônico.
A revista trazia na capa sempre um astro que estivesse em evidência como o cantor Francisco Alves; perfil de personalidades da época como da cantora Aracy de Almeida; colunas como a Chacrinha Musical; diário das estrelas do rádio como da contara Emilinha Borba e fofocas como o romance entre a cantora Elza Soares e o jogador Garrincha.



A Revista do Rádio era uma publicação semanal que trazia todas as informações sobre o mundo do rádio durante as décadas de 50 e 60.
Aqui, você confere algumas imagens das Musas do Rádio, retiradas de uma matéria da Revista do Rádio sobre quanto elas ganhavam e gastavam.

UMA LEITURA PARA REFLEXÃO


A IMPORTÂNCIA DO RÁDIO
Um fiel escudeiro, cheio de surpresas, uma caixinha que fala que encanta as crianças na mais tenra idade. Certa vez denotamos o espanto de um adolescente quando indagava: “Como pode essa caixinha falar”? Não tem fios e mesmo assim funciona. Era o milagre da tecnologia quando do lançamento do rádio portátil, do rádio a pilha. Algumas crianças chegavam a balbuciar milagre, milagre, milagre. O rádio sempre foi e será um fiel escudeiro do homem. A voz encanta, corta a noite, as madrugadas frias e calorentas, encanta no verão, no inverno e em todas as estações do ano. Lança ao ar belas melodias, através das ondas curtas, médias e de freqüências moduladas. É de bom alvitre a companhia do rádio, seja grande ou pequeno, ele transmite os grandes espetáculos, as grandes tragédias, e assim vamos aos confins do orbe se inteirando do que acontece. Aproxima os povos, desperta a atenção por línguas diferentes e nos leva a imaginar como será a vida em determinados países. Senhoras e senhores nosso alô, estamos no ar, tudo bem! Uma voz bela e suave soa do outro lado do nosso écran. “O rádio provoca uma aceleração da informação que também se estende a outros meios. Reduz o mundo a uma aldeia(...). Mas, ao mesmo tempo em que reduz o mundo a dimensões de aldeia, o rádio não efetua a homogeneização dos quarteirões da aldeia. Bem ao contrário”. Ganhar contornos lentamente, popularizar as transmissões essa era a missão inicial do rádio. Embora, a indústria fonográfica já existisse desde o final do século 19. Elba Dias da Rádio Clube do Brasil, no Rio de Janeiro se tornava musa do rádio. Incentiva cantores nessa fase embrionária, foi nesse período que surgem figuras exponenciais como Francisco Alves e Mário Reis. Surge então o interesse pela produção de discos e de espetáculos. O popular vai dando lugar ao erudito, a publicidade começa dar o ar da sua graça, fazendo com que o grande Roquette Pinto e Henry Moritze, desse um largo passo para a massificação pela busca incessante de anunciadores. A publicidade surge em 1º. De março de 1932, pelo Decreto nº. 21.11, que estipula o máximo de 10% de veiculação comercial sobre toda programação da emissora. O elenco fixo no rádio surge pelos idos dos anos 30. Surgem os artistas exclusivos, as rádionovelas, programas humorísticos e programas de auditórios. Surge então à comunicação de massa em 1940, no Estado Novo, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, alça o rádio à condição de veículo de massa, conforme o gosto dos ouvintes, sempre na busca excessiva dos grandes comerciais.A radiodifusão é uma palavra de nossa língua equivalente em inglês a broadcasting, cuja sinonímia está relacionada a algo como semear aos quatro ventos. É isso que o rádio faz a emissão de sinais através de ondas eletromagnéticas. Existe diferença entre rádio e radiodifusão? Sim. Rá de radi(o)-1 + difusão, televisão e rádio, Transmissões por meio de ondas radioelétricas, de notícias, programas, etc., destinada à recepção pública. Compreende a radiodifusão sonora (o rádio) e a radiodifusão de sons e imagens (a televisão); emissão e transmissão de som e de imagens por meio de ondas radioelétricas; radiocomunicação. Já o rádio tem aspectos diferenciados, como radiofonia, onde se destacam o radioator e a radiocultura. Pode ser também um meio de comunicação que utiliza emissões de ondas eletromagnéticas para transmitir a distância mensagens sonoras destinadas a audiências numerosas. A radiotelefonia usa a mesma tecnologia, transmissão de voz sem fios e passou a ser utilizada, na forma que se convencionou chamar de rádio. Isso pelos idos de 1916, quando O Russo radicado nos Estados Unidos da América do Norte David Sarnoff anteviu a possibilidade de cada indivíduo possuir em sua casa um aparelho receptor. Com audiência ampla, heterogênea e anônima sua mensagem é definida por uma média de gosto e tem, quando transmitida, baixo retorno( feedback).Os estudiosos Rabaça e Barbosa afirmam ainda ser o rádio um veículo de radiodifusão sonora que transmite programas de entretenimento, educação e informação. Música, notícias, discussões, informações de utilidade pública, programas humorísticos, novelas, narrações de acontecimentos esportivos e sociais, entrevistas e cursos são os gêneros básicos dos programas. Serviço prestado mediante concessão do Estado, que considera de interesse nacional, e deve operar dentro de regras preestabelecidas em leis, regulamentos e normas. No rádio a audiência deve se ampla, anônima e heterogênea. A mensagem definida com base em uma média de gosto, o retorno deve ser baixo, uma vez que a mensagem é emitida e o receptor não tem como responder, imediatamente, em sentido contrário. A recepção é simultânea e os recursos financeiros provêm da venda comercial que delineamos como patrocínio ou publicidade. Com o advento do rádio, surgiram às rádios livre e comunitárias que alteram toda essa realidade aqui exposta, e, mesclando os papéis de emissor e receptor. Os transmissores dessas rádios não são potentes, pois podem interferir no dial de seu receptor causando o conhecido ruído da comunicação e muitas vezes entrando na freqüência de outra. A mensagem radiofônica é o objeto da comunicação, nele estão juntos forma e conteúdo. O código pode ser verbal e corporal. Afirma (Marcelo Casado d’Azevedo). Muitos fatores são básicos para um bom desempenho do rádio em si. A capacidade auditiva do receptor, a tecnologia de transmissão e recepção, a fugacidade (Fuga rápida, grande rapidez; grande velocidade; transitoriedade, efemeridade), linguagem radiofônica, tipo de público, formas de recepção ( Escuta ambiental, escuta em si, atenção concentrada e escuta por seleção).Como denotamos nas exposições e explicações nas entrelinhas dessa matéria fazer rádio exige muita responsabilidade e muitas regras devem ser obedecidas e a verdade como a ética deve estar sempre presentes. O comportamento do profissional de rádio deve ser exemplar, bem como os responsáveis pela programação e os donatários dos meios de comunicação. Ouvir, escutar, prestar atenção e compreender é o básico. A fonte deve ser verbal, visual e audiovisual essas fontes segundo a mexicana Maria Cristina Romo Gil são indispensáveis para retenção pelos sentidos dos ouvintes. O rádio ainda deve levar o fato no momento em que ocorre e resumido ao mínimo de detalhes. Dentro do rol da radiodifusão deve ser observada a análise qualitativa, o discurso que deve ter clareza e precisão, deve ser conciso, ter propriedades e repertório adequado para suas finalidades. Na linguagem é importante observar a retórica objetiva e subjetiva, estilo, ideologia. Já na audiência deve o profissional estratificar a escala social para onde está direcionada sua programação, visto que a classe de ouvintes vai da classe (A) a classe (E ). Classe A é composta de pessoas economicamente independentes. A classe B é a que está em ascensão social(pode ser alta e baixa), classe C é de pequenos funcionários e com educação secundária. Já a classe D engloba aquelas pessoas que lutam no cotidiano pela sobrevivência e estão em atividades sazonais e a classe E, define o estrato marginalizado do êxodo rural, do desemprego e da falta de política agrária, os sem terra. O rádio comercial tem um objetivo buscar as classes A, b e C, desprezando as demais. As emissoras educativas deveriam atingir todas as classes sociais, mas na realidade isso não ocorre. Deixa as emissoras livres e comunitárias para atender as classes menos favorecidas.São indispensáveis numa empresa de radiodifusão os seguintes profissionais: Coordenador de produção, Coordenador de Programação, discotecário, discotecário-programador, produtor–executivo, locutor, supervisor técnico, técnico de manutenção, operador, sonoplasta, técnico de externas, operador de transmissor de rádio. Sem essa valorosa equipe o rádio não funciona bem. Existem as emissoras comerciais que usa outro esquema, emissoras educativas que são sem fins lucrativos e as emissoras comunitárias que surgiram em 20 de fevereiro de 1998, com a Lei nº. 9.612, tornando-as legais. As emissoras comerciais contam com o esquema de produtos, programação, espaço publicitário, clientes, anunciantes e ouvintes. Tem como direção uma equipe bem delineada como: Além da direção geral tem a gerência de jornalismo; gerência de esportes; gerência de operações; gerência comercial. A Gerência de jornalismo engloba o departamento de notícias, o departamento de produção e programação. A gerência de esportes o departamento de esportes; a gerência de operações está vinculada o departamento técnico e a gerência comercial o departamento comercial.Olha o veículo, a história e a técnica do rádio são de suma importância, por isso os profissionais de rádio devem ter uma preparação bastante rigorosa, um profissionalismo voltado para o público ouvinte, onde haja respeito mútuo e programação de qualidade. Nos dias atuais será que essas nuanças acontecem com freqüência no mundo do rádio ou no ciclo dos profissionais de rádio? A programação está voltada para as classes aqui citadas? Existe respeito mútuo? As leis e linguagem são obedecidas. Caso contrário está se desvirtuando o trabalho a que o rádio se propõe, denegrindo a imagem do profissional e dos que fazem a radiodifusão no Estado, no Brasil e quiçá no mundo. Convém salientar que Luiz Artur Ferraretto um especialista no assunto mostra com todas as nuanças, tecnologias, deveres e obrigações como devemos proceder para alcançarmos um rádio de qualidade. Com lucro pela inserção da publicidade e ouvintes cativos pela excelência da programação e distinção dos profissionais que fazem o rádio e a radiodifusão crescerem. Sem ouvintes o rádio seria mais um no universo das comunicações. Uma semente perdida no meio das plantações. Aquilo que fazes é noticia de sua presença. Cada pessoa com a qual entres em contato é uma página do livro que estás escrevendo com a própria vida. Esses ensinamentos só se tornaram reais nos ensinamentos que imantamos nos bancos das academias de cultura, as Universidades e Faculdades.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE