sábado, 4 de agosto de 2012

NONATO ALBUQUERQUE EM FÉRIAS

NONATO ALBUQUERQUE ESTÁ DE FÉRIAS EM SEU LUGAR NO GRANDE JORNAL ENTRARÁ O JORNALISTA E RADIALISTA ERIVALDO CARVALHO

É PURA VERDADE....


studo diz que canções de sucesso atuais são mais 'chatas'

Atualizado em  3 de agosto, 2012 - 07:04 (Brasília) 10:04 GMT
Foto: BBC
Pesquisadores afirmam ter evidências numéricas de que música está mais homogênea hoje
Um estudo publicado pela revista científica Nature concluiu que a música popular ocidental atual tem volume mais alto e ficou mais homogeneizada em comparação com o que era em décadas passadas.
A pesquisa, realizada pelo Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha, levou em consideração 464.411 músicas armazenadas em uma base de dados da Universidade de Columbia, que foram gravadas entre 1955 e 2010.
Os pesquisadores examinaram fatores como o tempo, as notas utilizadas e o volume das faixas. Os resultados não foram lisonjeiros para os músicos modernos.
O grupo espanhol diz que os "hits da estação" de hoje em dia repetem basicamente a mesma estrutura dos sucessos mais antigos, com algumas manipulações básicas.
Além disso, segundo o estudo, as canções modernas apresentam menor diversidade de timbres, melodias mais simples e volume mais alto.

Mais do mesmo

"Em média, uma canção atual utiliza as mesmas notas e acordes que uma dos anos 60, apesar de as transições entre acordes serem um pouco mais simples", explicou à BBC o professor Álvaro del Corral, um dos autores do estudo.
Segundo Del Corral, "os timbres atuais são mais reduzidos, ainda que diferentes", o que quer dizer que o leque de instrumentos utilizados é muito menor que no passado.
A quantidade de instrumentos que dependem dos processos de digitalização hoje em dia teria uma parcela de responsabilidade no que os pesquisadores consideram uma perda de variedade musical.
Por causa da manipulação tecnológica, o piano, por exemplo, teria perdido um pouco de sua "pianidade", a sonoridade específica que o torna mais reconhecível dentro da música.
O estudo diz que, além de oferecer menos riqueza em relação ao passado, as melodias das músicas que tocam hoje na rádio também se parecem mais entre si do que no passado.
Foto: BBC
Canções atuais também estariam mais altas, mesmo com equipamentos de baixa qualidade
"Conseguimos indicadores numéricos de que a diversidade de transições entre combinações de notas diminuiu consistentemente durante os últimos 50 anos", disse Joan Serra, outro dos investigadores, à imprensa.

Um pouco mais alto

No entanto, as músicas contemporâneas parecem ter uma característica mais elevada em relação às anteriores: o volume.
Literalmente, as canções de hoje soam mais alto, independentemente da qualidade dos equipamentos de reprodução.
De acordo com os pesquisadores espanhóis, há uma decisão consciente por parte dos engenheiros de som de elevar os níveis para capturar a atenção de uma audiência mais ampla.
Para Álvaro del Corral, a explicação para as diferenças é o fato de que "a música popular é mais uma indústria ou um negócio do que uma arte".
"Se a tendência atual continuar, podemos extrapolar e dizer que a música comercial ficará ainda mais simples", prevê Corral.
FONTE; SITE DA BBC BRASIL

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

UMA REFLEXÃO SOBRE RÁDIOS COMUNITÁRIAS


Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Rádios comunitárias do Brasil pedem descriminalização de emissoras de baixa potência


No Brasil, atualmente, existem mais de 4.000 rádios comunitárias em atividade. Se forem contabilizadas também as emissoras sem autorização para funcionar, esse número aumenta drasticamente. O processo de outorga para execução de serviço de radiodifusão, no entanto, é lento: em alguns casos, a espera foi de quase 10 anos. Por isso, não são raros os casos como o de José Eduardo Rocha Santos, proprietário de uma rádio comunitária no estado de Sergipe, que foi condenado a dois anos e meio de prisão por manter sua rádio no ar ilegalmente.
Na opinião do presidente nacional da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), Arthur William, um dos primeiros passos rumo a uma legislação que valorize as rádios comunitárias no Brasil é a descriminalização da transmissão de emissoras de baixa potência . Nesta entrevista, concedida por telefone ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, William explica os maiores problemas enfrentados pelas rádios comunitárias e livres no Brasil hoje, sua importância no direito à comunicação e alguns exemplos de outros países americanos.
Como você avalia a legislação brasileira sobre radios comunitárias hoje? Houve alguma evolução ao longo dos anos?
A legislação brasileira sobre rádios comunitárias é ultrapassada e conservadora, elaborada em 1998, numa época de privatizações e enfraquecimento dos movimentos sociais. Por essa lei, uma rádio comunitária deve ter potência muito baixa (25 watts) e no máximo 1 km de alcance. Pela legislação, também não é permitida publicidade em rádios comunitárias, mas tampouco é oferecida alternativa de financiamento. Em 2011, aprovou-se uma norma que atualizou a lei de 1998 (portaria 462). Mas, como a lei de 1998 é ruim, uma atualização dela também foi ruim, pois enfatizou os piores pontos da lei. Por exemplo, a portaria desclassifica automaticamente qualquer rádio que transmitir sem licença e, no entanto, o processo de outorga para rádios comunitárias é lento e burocrático, chegando às vezes a durar mais de 10 anos. E, se nesse meio tempo ela colocar o transmissor no ar, automaticamente está desclassificada do processo de legalização.
O que pode ser feito para melhorar essa situação e tornar o processo de legalização mais efetivo?
Há uma proposta no congresso para descriminalizar a transmissão de frequências abaixo de 100 watts: isso é um exemplo de melhora, porque no Brasil, hoje, qualquer pessoa que transmitir frequências acima de 25 watts é acusado de um crime. Uma outra proposta que está sendo avaliada pelo governo, elaborada a partir da pressão das rádios comunitárias, permitiria a publicidade comercial em rádios comunitárias, mas sem possibilidade de veiculação de preço ou de condições de pagamento. Essa proposta, se aprovada, também ampliaria o alcance das rádios comunitárias para a extensão da comunidade, sem a amplitude fixa de 1 km de alcance. No que diz respeito ao financiamento de rádios comunitárias, é preciso haver um financiamento garantido, um fundo público ou o percentual de algum imposto.
Como analisa a postura e o papel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na relação com as rádios comunitárias?
A Anatel tem o papel de fiscalizar e regulamentar, mas, em relação às rádios comunitárias, só se faz presente por meio da polícia. A Anatel não auxilia no financiamento, não orienta, não ajuda no processo burocrático de legalização. Um exemplo da atuação da Anatel nesse sentido é quando ela tentou fechar a rádio Cúpula dos Povos [rádio livre administrada coletivamente por diversos movimentos sociais, incluindo a Amarc, que funcionou durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, no Aterro do Flamengo]. A Anatel tentou realizar o fechamento da rádio e retirar o transmissor com ajuda da Polícia Militar, mas conseguimos com que isso não acontecesse. Em muitas partes do Brasil, também, a Anatel acaba sendo influenciada pelos poderes políticos locais, que perseguem rádios comunitárias, principalmente durante períodos eleitorais. Muitas dessas rádios acabam servindo aos interesses de grupos políticos ou religiosos.
Há situações no continente americano que podem servir de exemplo para o Brasil?
A realidade das rádios comunitárias na América Latina, de forma geral, é bem similar à do Brasil, mas alguns países têm modificado suas leis para que rádios comunitárias e livres sejam valorizadas como devem ser. A Argentina, por exemplo, dividiu seu espectro eletromagnético em três partes: emissoras estatais, emissoras privadas com fins lucrativos (que chamamos de comerciais) e emissoras privadas sem fins lucrativos. Entre estas, estão as rádios indígenas, sindicais, de movimentos sociais, rádios livres e comunitárias. O governo argentino também confere um percentual da publicidade estatal para essas emissoras. Esse tipo de postura valoriza as rádios livres e comunitárias. O Chile também aprovou recentemente uma lei que descriminaliza a transmissão de frequências em baixa potência -- donos de rádios livres não são mais presos, assim. O Brasil está na contramão dessas iniciativas: precisa acompanhar o resto da América.
Como você define uma rádio comunitária qual sua importância para o Brasil?
A rádio comunitária, para mim, é um complemento da comunicação. A rádio comercial visa o dinheiro; rádio publica tem programação cultural e educativa, mas sem muito contato com as comunidades. A rádio comunidade, por sua vez, é feita por e para a comunidade, que conhece seus problemas, as notícias mais importantes ali, divulga sua cultura, música e ajuda a desenvolver o comércio local. É por isso, aliás, que queremos a permissão da publicidade em rádios comunitárias. Rádios comunitárias conseguem se comunicar com a própria comunidade: fazem campanhas de vacinação, de saúde, mobilizam a população etc.

olha aí que raridade

o Jornal O POVO publica cartaz de divulgação da estréia de Silvio Santos na Rede Tupi em 1976

AURÉLIO BRASIL POR GERARDO ANÉZIO

Gerardo Anésio 

Aurélio Brasil chega aos seus 85 anos de idade, dedicando 55 destes à serviço da radiofonia no Brasil. Firme e forte, companheiro, ético e sem vaidades.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ESTE É O ZÉ MIGUEL

Quem ouve o rádio cearense conhece pela voz o senhor ZÉ MIGUEL um nome assíduo nos programas de rádio de Fortaleza, natural de Quixadá ( Cipó dos Anjos) este senhor de mais de 80 anos vem dando sua participação no rádio sempre com pensamentos, ideias e até previsão da estação das chuvas através das experiências do sertão. Um nome no rádio que merece ser conhecido e enaltecido, pois como ouvinte tem suas participações sempre bem encaixadas e com muitas reflexões importantes.
Conheça aqui o ZÉ MIGUEL ouvinte de rádio e amante deste meio de comunicação que faz questão de exaltar.

DISCUTINDO A QUESTÃO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS


MÍDIA RADIOFÔNICA

É rádio pirata?

Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 31/07/2012 na edição 705
Mantemos numa rádio comunitária em Fortaleza um programa denominado Ecorádio que fala de meio ambiente, cidadania e sociedade em geral. O mais engraçado e revoltante nesta situação é que todas as vezes que convido alguém para participar das atividades do programa a primeira pergunta que escuto é: “Mas não é rádio pirata, é?” Isso nos dá uma espécie de revolta, pois criminalizaram a rádio comunitária de uma foram que todas hoje são rotuladas de “rádios piratas”, o que faz com que saibamos que há um artifício da grande mídia no sentido de criminalizar a comunicação alternativa e tentar denegrir o papel tão intenso e cidadão das rádios comunitárias que sobrevivem às duras penas devido ao radicalismo das leis de comunicação e da completa e concreta falta de apoio da sociedade em relação a esta comunicação que tem a ver com a mudança do sentido do falar com o povo, de fazer cidadania na mídia e de dar às populações oportunidade de dizer o que pensa e falar sua linguagem.
Claro que há muito aproveitamento da religião e da política em relação ao rádio comunitário, mas o que fazem com as rádios comunitárias hoje é simplesmente revoltante, pois a rádio comunitária surgiu como alternativa que tem a ver com o resgate do rádio que presta serviços, que divulga o popular, o cultural e o sentido real do que o povo pensa. Geralmente temos que entender o papel da comunicação popular e dar ao povo uma comunicação que tenha a ver com o seu verdadeiro papel na sociedade e mobilizar as massas para mudar o sentido da vida e da comunicação de maneira geral.
Em cima desta criminalização da comunicação comunitária as mesmas acabam sendo prejudicadas no sentido de se manter onde é claro que não obtém apoio nem cultural nem subsídios governamentais para manutenção, pois sabemos que hoje o funcionamento de uma emissora é bem caro e demanda vários investimentos que geralmente uma simples Associação mantenedora não dá conta.
Não sei a quem interessa o preconceito contra as rádios comunitárias, que têm seus erros, sim, mas se tornam oportunidades importantes na democratização da comunicação e na melhoria do rádio em todos os sentidos dando oportunidade ao povo de fazer, ouvir e participar ativamente deste meio de comunicação. A quem interessa esta criminalização? O que está em jogo neste processo? Por que o povo assimila esta mensagem da pirataria e coloca todas as rádios comunitárias em vala comum? Precisamos romper este preconceito e esta falta de respeito a vários comunicadores que aí estão prestando serviços e dando oportunidade à cultura local que poucas emissoras fazem nos dias de hoje. É preciso resgatar o respeito pelo rádio de maneira geral e valorizar a comunicação como um todo para o bem da sociedade e das comunidades de maneira geral.
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[Francisco Djacyr Silva de Souza, presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE]