quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

veja esta ideia

REGULAMENTADA A PROFISSÃO DE DJ

Senado aprova profissão de DJ e Produtor DJ

“O senador Armando Monteiro (PTB) conseguiu aprovar, nesta terça-feira (18), na Comissão de Educação (CE), o Projeto de Lei do Senado (PLS 322) que regulamenta as profissões de Disc-Jockey (DJ) e de Produtor DJ. De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, estima-se que atualmente mais de 1 milhão de disc-jockeys atuam à margem da legislação, como autônomos, nos diversos meios de espetáculos de diversão ao público.
Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em caráter terminativo. Caso seja aprovado, os profissionais dessa categoria, também conhecida como Técnico em Espetáculos de Diversões, deverão requerer o registro prévio na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.
Porém, para obter o registro profissional, que terá validade em todo o território nacional, será necessária a apresentação de certificado de curso profissionalizante de DJ. Apenas serão dispensados do registro e de outras exigências previstas na lei nº 6.533 (art. 7º), os profissionais estrangeiros que permanecerem no Brasil, em exercício da profissão, no prazo máximo de 60 dias.
O projeto também fixa a jornada de trabalho desses profissionais em seis horas diárias e 30 horas semanais. Além disso, estabelece que na realização de eventos com a participação de profissionais estrangeiros, obrigatoriamente, deverão ser contratados.”
(Com Agência Câmara)
Retirado do blog do Eliomar

terça-feira, 18 de outubro de 2011

UMA REFLEXÃO SOBRE DEMOCRACIA E COMUNICAÇÃO

Observatório da Imprensa - 15 Anos Apoio: Fundação Ford

COMUNICAÇÃO EM PROCESSO

Sobre a relação entre comunicação e cidadania

Por Ana Carolina Kalume Maranhão e Daniela Favaro Garrossini em 11/10/2011 na edição 663
Comunicação e cidadania: conceitos e processos, de Dione Moura (org.) et al, 304 pp., prefácio de Marco Antonio Rodrigues Dias, Editora Francis, Brasília, 2011

A primeira metade do século 20 tem sido marcada por distintos matizes que circundam epistemologicamente a definição do jornalismo enquanto prática que poderia existir perfeitamente sem a necessidade de uma formação específica ou mesmo da produção de conhecimento sistemático que justificasse a existência e a noção de campo de conhecimento. Tal discussão engloba a definição do jornalismo enquanto prática responsável por desempenhar funções diferenciadas, como: i) prática profissional, ii) objeto científico e iii) campo especializado de ensino.
Enquanto prática profissional, o jornalismo exige o domínio de técnicas e conhecimentos específicos para que o profissional possa atuar dentro de um conjunto de normas deontológicas legitimadas. Enquanto campo de ensino depende, intrinsecamente, do desenvolvimento de metodologias especializadas capazes de possibilitar aos docentes não apenas o repasse automatizado de conhecimento, mas a transmissão de boa formação aos futuros profissionais e enquanto objeto científico, o jornalismo possibilita a abertura de um campo de conhecimento especializado, que inclui a prática jornalística dentro de uma perspectiva que leva em conta um objeto legítimo voltado ao estudo e avaliação científica.
Com base nessa perspectiva, foi lançado pela Editora Francis, o livro Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos organizado pelos professores da Faculdade de Comunicação, da Universidade de Brasília, Dione Oliveira Moura, Elen Geraldes, Fábio Henrique Pereira, Fabíola Calazans, Fernando Oliveira Paulino, Gabriela Pereira de Freitas, Liziane Guazina, Luiz Martins da Silva e Samuel Lima. O livro reúne 19 artigos que tratam da importância do campo comunicacional enquanto fator de coesão e instrumento à mobilização social. São marcos importantes sobre o jornalismo e o campo comunicacional, divididos ao longo de três grandes partes que englobam conceitos relativos à Comunicação, Tecnologias e Cidadania, inseridos na primeira parte, Jornalismo e Cidadania, na segunda parte e, por fim, cabe à terceira explorar questões sobre a produção Audiovisual, Publicidade e Cidadania.
Participação na construção da cidadania
O prefácio é de Marco Antonio Rodrigues Dias, ex-diretor da Divisão de Ensino Superior da Unesco e professor aposentado da UnB. A publicação demonstra ao decorrer de seus 19 artigos um quadro representativo das significativas mudanças pelo qual a comunicação atravessa hoje no cenário mundial. As mudanças estruturais tão sentidas pelos leitores dos jornais frente à mudança de suporte do impresso para o online, a diminuição na oferta de postos de trabalho e a inclusão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) que transformam o cenário profissional de milhares de jornalistas espalhados pelo país é tema de um dos artigos, que mostra ao leitor uma visão do que ocorre no campo e das tendências que surgem neste cenário de transformações estruturais. E é apartir de temas como esses que se percebe como as mudanças ocorrem de forma rápida e acarretam uma enorme modificação nas relações de trabalho, responsáveis por alterar as rotinas produtivas dentro das empresas comunicacionais.
O livro também aborda questões relacionadas à economia política das indústrias contemporâneas de mídia e conceitos próprios às comunicações globais. São apresentadas formas de convergência para o formato online e como tais aspectos estão inseridos em um contexto de acelerado desenvolvimento tecnológico, que permite ao cidadão o acesso a uma base de informações, não disponível em tempos anteriores.
As Tecnologias da Informação e Comunicação em conjunto à participação do cidadão também é tema de estudos que acompanham ações concretas e como estas estão refletidas nos conceitos de cidadania e a participação social. Assunto essencial e estruturante quando é tratada a abertura de possíveis canais de participação pelos cidadãos na construção da cidadania.
Bases fundamentais para análise e pesquisa
Destaca-se a relevância de estudos apresentados no livro sobre a relação do papel do jornalista e os usos das informações públicas por estes profissionais de imprensa. Isto mostra que o Brasil ainda carece de uma legislação específica que garanta o acesso a informações públicas por parte de jornalistas, minimizando a falta de acesso que pode causar erros graves e prejudicar o fluxo de informação que chega ao conhecimento do cidadão.
O livro apresenta um panorama geral com relação aos conceitos e processos relativos ao campo comunicacional e oferece uma análise para se pensar a relação entre tecnologia, jornalismo, audiovisual e publicidade enquanto pontos essenciais na construção da cidadania. O livro é recomendado a pesquisadores, professores, alunos e interessados em estudar as mudanças e tendências que se esboçam neste campo de análise e oferece condições à ampliação de novos estudos e pesquisas em comunicação e cidadania. A leitura de suas três partes fornece bases fundamentais para uma análise e pesquisa sobre comunicação e cidadania.
***
[Ana Carolina Kalume Maranhão e Daniela Favaro Garrossini são, respectivamente, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Universidade de Brasília e bolsista da Capes, e doutora em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (UnB) e professora do Departamento de Desenho Industrial (UnB)]

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não Faz Sentido! - Jogadores de Futebol

Não Faz Sentido! - Políticos

UMA REFLEXÃO SOBRE AS GREVES

GREVE DE UM POVO SEM – VERGONHA
                O  país e no mundo todo o povo está começando a questionar os poderes constituídos e entendendo a crise que se instala no mundo do capital e que é resultado da ânsia dos poderosos por dinheiro a todo custo promovendo a exaustão da riqueza e claro que as perdas são transferidas aos trabalhadores com redução de direitos, corte de demandas sociais e completo desrespeito aos anseios dos que vivem de míseros salários. No entanto, não vemos que os grupos que estão no poder e que representam as elites perderem nada nos processos, pois os grandes banqueiros, empresários e donos do capital continuam a obter cifras enormes com a crise e utilizando a especulação para garantir lucros e prosperidade.
                De repente a sociedade vai tendo que conviver com greves de todos os setores e acaba sendo impelida a acreditar que as greves são instrumentos de crise em seus atendimentos e na geração do seu suposto bem – estar. Os meios de comunicação infelizmente acabam promovendo uma situação onde os trabalhadores passam a ser antipatizados pela população que ao não ter serviços mesmo de forma precária passam a acusar os grevistas de irresponsáveis, baderneiros ou castradores de seus direitos. A greve dos setores de serviço à população não ocorrem pelo simples capricho dos trabalhadores , mas pela forte negação dos que estão no poder aos preceitos do que diz a boa convivência e a boa relação entre patrões e empregados. A situação de greve traz transtornos sim, mas é um momento de reflexão sobre o que se passa no mundo do capitalismo tão ávido de lucro e tão pouco igualitário na divisão da riqueza. No setor público as greves provam a completa falta de respeito dos gestores com as demandas do povo e o completo alinhamento dos serviços de governo com os interesses do grande capital.
                A situação de greves em todos os setores revela a quebra de confiança dos trabalhadores nos gestores públicos que tratam as demandas sociais com completo descompromisso e com desinteresse quase que total visto que os políticos não precisam de saúde, segurança e educação públicas, pois gozam de privilégios de toda ordem fazendo com que tal condição os faça esquecer os interesses populares. As  greves são instrumentos legais e conquistados com muita luta e sangue para serem tratadas como crimes pelo Poder Judiciário , pelos legisladores e pela mídia que acaba transferindo à população a forma errônea de entender esta forma de luta. Claro que esta atitude não é neutra , pois há interesses , há defesa de classe e corporativismo no processo de negação de reivindicações dos movimentos grevista que podem até ser prejudiciais à população que mesmo após seu fim continuarão a ter serviços de péssima qualidade e mecanismos de exclusão , avanço e de negação da vida no sentido pleno. Quem entre em greve não é o sem – vergonha que a mídia tenta passar, mas é um cidadão que tenta a todo custo lutar por seus direitos ao ver que os que estão no poder não tem nenhum tipo de interesse que o quadro mude e que o povo realmente seja ator de sua própria história.
FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA, PROFESSOR