segunda-feira, 26 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
educação seria isso?
COISAS MEMORÁVEIS DA EDUCAÇÃO
Lamento informar que aos poderosos que nossas Escolas Públicas irão melhorar mesmo diante do descaso , do desinteresse e da falta de envolvimento dos gestores internos e externos que as conduzem. No dia 24 de Setembro deste ano promovemos no Parque Rio Branco uma pequena versão de ação pedagógica em busca de conhecimento, alegria de vencer e protagonismo juvenil de jovens que na lógica de nossa sociedade são mal – educados, desinteressados e completamente avessos ao conhecimento. Pois é , felizmente vocês estão equivocados senhores donos do poder , pois aluno da Escola Pública tem alegria, tem conhecimento e quer crescer como pessoa e atividade foi um sucesso total. Eles interagiram, eles se divertiram e como se só isso bastasse eles aprenderam. Para alguns faltou o plano de ação pedagógica, faltou a chamada , faltou todo o cabedal burocrático que os poderosos exigem para atrapalhar a verdadeira educação, mas havia amor à profissão e havia compromisso dos alunos, dos pais e até de funcionários que fizeram isso por que viram que a atividade era séria e tinha objetivos claros e precisos.
Precisamos urgentemente mudar nossas visões do que venha ser uma Escola, precisamos criar mecanismos de ação para deixar o processo pedagógico acontecer, precisamos premiar os professores não por desempenho, mas por idéias , pois essas mudam o mundo. No entanto, o que fazemos com as idéias ? enterramos no cabedal burocrático do que dizem ser educação . A atividade movimentou um grupo de quase setenta alunos de duas Escolas com crianças que sabidamente não vivem em boas condições financeiras nem tem a educação de casa necessária para sair da situação em que estão. Para alguns estas atividades criarão problemas, as crianças não se comportarão , haverá violência , não tem valor pedagógico , não renderá a contento. Pois lamento informar que suas previsões não se concretizaram e a atividade foi um sucesso total.
Para finalizar gostaria de registrar o amor e o desejo que apareceram nos rostos de alunos que não citarei nomes para não cometer injustiças a atividade denominada por um velho professor apaixonado pelo que faz de I FESTA DA ÁRVORE nas Escolas MONSENHOR LINHARES E PROFESSORA ANTONIETA CALS deu certo e o que vocês pensam da Escola Pública está completamente errado. Pois suas teorias estão equivocadas devido ao fato de que a educação pública é utilizada apenas como objeto de pesquisa meramente empírica e pouco prática onde todos vão às escolas no momento em que querem os tais dados e depois a abandonam sem retorno do que foi pesquisado. Parabéns aos alunos, professores e funcionários que se envolveram nessa tarefa memorável, vocês são dignos de aplausos e, sobretudo, da dignidade que se perdem na ânsia do tal vencer na vida. Que pena que nossas crianças são tal maltratadas pelos interesses que certamente não são da educação. A educação pode existir se aos seus personagens forem dados valores, auto – estima e , sobretudo, respeito.
FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA – PROFESSOR
RUA ANTÔNIO MARTINS, 777 – RODOLFO TEÓFILO
IDENTIDADE: 94002563957
FONE: 32936748
sábado, 24 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
participe de nosso evento
CONVITE
EM COMEMORAÇÃO AO DIA DO OUVINTE DE RÁDIO {DIA 21/09 LEI MUNICIPAL 9.165/2007 E ESTADUAL 14.975/2011}, A ASSOCIAÇÃO DOS OUVINTES DE RÁDIO DO CEARÁ - AOUVIR/CE ESTARÁ REALIZANDO NO PRÓXIMO SÁBADO DIA 24 NO HORÁRIO DE 08:00h ÁS 13:00h NA CASA DE JUVENAL GALENO (RUA GENERAL SAMPAIO, 1128 - CENTRO PRÓXIMO AO TEATRO JOSÉ DE ALENCAR) UMA HOMENAGEM AO OUVINTE COM APRESENTAÇÕES MUSICAIS E ARTÍSTICAS, SORTEIOS E MUITO MAIS. ESPERAMOS CONTAR COM A VOSSA PRESENÇA. UM GRANDE ABRAÇO.
A DIRETORIA.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
reflexão pertinente.
Vale a pena ser honesto?
Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 12/09/2011 na edição 659
No universo midiático, vemos a cada dia casos renovados de corrupção em todos os setores da vida política, da economia e nos diversos setores de nossa sociedade. As questões da impunidade e do modismo em ser esperto acabam transformando em idiotas aqueles que se rebelam contra tudo isso e os espaços para a divulgação do bem são cada vez mais limitados nos setores da comunicação. A luta que algumas associações ou grupos de movimentos populares tem tido para divulgar suas ações e solicitar apoios é limitada e ignorada pelos grandes meios de comunicação, que preferem mostrar o sangue, a destruição e o sexo, que rendem posições no ranking da informação e das pesquisas. É mais fácil vender o terror do que vender o bem.
Nos meios de comunicação, são raros os programas que irradiam cultura, que passam a boa mensagem, que estimulam a formação de bons valores e que educam, o que faz com que a mensagem de quem deseja melhorar a sociedade seja cada vez mais restrita e menos divulgada em nosso meios de comunicação. Nossas cidades carecem de comunicação que estimule a boa notícia, que dê espaços para situações de sucesso na educação, na luta por uma sociedade melhor e pela melhoria da vida de nosso povo. O problema é que o sentido da mídia é hoje a venda de produtos e quem patrocina mais dita as regras da notícia e o que os indivíduos têm de consumir.
Nesse sentido, é importante que haja uma mudança firme em nossa sociedade e que é urgente que a comunicação faça um caminho diferenciado, onde hajam espaços para cuidar do mundo e gerar um espaço de solidariedade, amor ao próximo e construção da fraternidade. É preciso que a comunicação não dê espaços a quem provoca a corrupção e a quem faz o povo de bobo. É preciso construir novas lideranças e ouvir os nomes que realmente têm compromisso com um mundo melhor e mais digno em todos os sentidos. As televisões tem de mudar os enredos das novelas, onde os indignos ou morrem ou se dão bem fazendo com que as pessoas passem a assimilar que fazer o bem não dá ibope nem sucesso.
Ou será melhor uma sociedade de barbárie?
Programa de televisão que estimula a delação, o passar a perna no outro e levar vantagem em tudo não deveria ter patrocínio nem apoio, em termos de audiência. A cultura, a questão ambiental e a educação de qualidade deveriam ocupar espaço diário na mídia para tentar mudar hábitos das pessoas que consumem a comunicação e dar oportunidades de todos aprenderem valores éticos em seu cotidiano. É preciso que a comunicação seja coprodutora do processo educacional do povo e não dite notícias alinhadas com os que estão no poder. É importante, deste modo, lutar pela democratização urgente da comunicação buscando uma notícia que não seja eivada de interesses que geralmente estão em desalinho com os do povo.
É importante que nossos estudiosos, que estão aí nas universidades, produzam temas que sejam de interesse para a mudança da sociedade e não se percam em temas que nada têm a ver com a busca do fim da alienação cultural, tão comum em nossa sociedade, e que acabam promovendo o sucesso de pessoas que não têm nada em termos de contribuição para a geração de um mundo melhor. Temos que investir em educação de qualidade que seja crítica, questionadora e identificadora de um processo que faça com que todos sejam artífices de um mundo novo sem injustiças sociais ou políticas, tão comuns nos dias de hoje.
A pergunta inicial deste texto leva-nos à reflexão de que é preciso mudar nossa concepção de mundo e buscar urgentemente um processo educativo em que professores e alunos sejam valorizados, não apenas numericamente mas, sobretudo, como artífices da construção de um mundo novo sem injustiças ou desigualdades. Porém essa pergunta só tem sentido se os que estão no poder entenderem a essência de um mundo melhor para todos indistintamente. Ou será melhor uma sociedade de barbárie, miséria e desigualdade onde não podemos falar, agir ou pensar sem ser escravos de uma mídia interesseira, deslocada de seu papel e aliada dos poderosos?
***
[Francisco Djacyr Silva de Souza é vice-presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE]
PUBLICADO NO OBSERVATORIO DA IMPRENSA.
Nos meios de comunicação, são raros os programas que irradiam cultura, que passam a boa mensagem, que estimulam a formação de bons valores e que educam, o que faz com que a mensagem de quem deseja melhorar a sociedade seja cada vez mais restrita e menos divulgada em nosso meios de comunicação. Nossas cidades carecem de comunicação que estimule a boa notícia, que dê espaços para situações de sucesso na educação, na luta por uma sociedade melhor e pela melhoria da vida de nosso povo. O problema é que o sentido da mídia é hoje a venda de produtos e quem patrocina mais dita as regras da notícia e o que os indivíduos têm de consumir.
Nesse sentido, é importante que haja uma mudança firme em nossa sociedade e que é urgente que a comunicação faça um caminho diferenciado, onde hajam espaços para cuidar do mundo e gerar um espaço de solidariedade, amor ao próximo e construção da fraternidade. É preciso que a comunicação não dê espaços a quem provoca a corrupção e a quem faz o povo de bobo. É preciso construir novas lideranças e ouvir os nomes que realmente têm compromisso com um mundo melhor e mais digno em todos os sentidos. As televisões tem de mudar os enredos das novelas, onde os indignos ou morrem ou se dão bem fazendo com que as pessoas passem a assimilar que fazer o bem não dá ibope nem sucesso.
Ou será melhor uma sociedade de barbárie?
Programa de televisão que estimula a delação, o passar a perna no outro e levar vantagem em tudo não deveria ter patrocínio nem apoio, em termos de audiência. A cultura, a questão ambiental e a educação de qualidade deveriam ocupar espaço diário na mídia para tentar mudar hábitos das pessoas que consumem a comunicação e dar oportunidades de todos aprenderem valores éticos em seu cotidiano. É preciso que a comunicação seja coprodutora do processo educacional do povo e não dite notícias alinhadas com os que estão no poder. É importante, deste modo, lutar pela democratização urgente da comunicação buscando uma notícia que não seja eivada de interesses que geralmente estão em desalinho com os do povo.
É importante que nossos estudiosos, que estão aí nas universidades, produzam temas que sejam de interesse para a mudança da sociedade e não se percam em temas que nada têm a ver com a busca do fim da alienação cultural, tão comum em nossa sociedade, e que acabam promovendo o sucesso de pessoas que não têm nada em termos de contribuição para a geração de um mundo melhor. Temos que investir em educação de qualidade que seja crítica, questionadora e identificadora de um processo que faça com que todos sejam artífices de um mundo novo sem injustiças sociais ou políticas, tão comuns nos dias de hoje.
A pergunta inicial deste texto leva-nos à reflexão de que é preciso mudar nossa concepção de mundo e buscar urgentemente um processo educativo em que professores e alunos sejam valorizados, não apenas numericamente mas, sobretudo, como artífices da construção de um mundo novo sem injustiças ou desigualdades. Porém essa pergunta só tem sentido se os que estão no poder entenderem a essência de um mundo melhor para todos indistintamente. Ou será melhor uma sociedade de barbárie, miséria e desigualdade onde não podemos falar, agir ou pensar sem ser escravos de uma mídia interesseira, deslocada de seu papel e aliada dos poderosos?
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[Francisco Djacyr Silva de Souza é vice-presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE]
PUBLICADO NO OBSERVATORIO DA IMPRENSA.
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