domingo, 4 de setembro de 2011
DEU NA COLUNA DO ABIDORAL - JORNAL O POVO
Duas pérolas de João Inácio Júnior, em seu programa dominical na TV Diário:
1) “Você já acordou alguma amiga com um p... (preferimos trocar por pum)?” - indagava o apresentador às ajudantes de palco dele. As moças não escondiam o constrangimento.
2) Ele sugeriu a Rafaela, ajudante de palco, a acalmar um bebê que estava no programa com os pais - que pediam exame de DNA -dando de mamar para a criança, que reforçou no choro em meio à brincadeira sem graça.
Comentário: Mas o povo gosta... fazer o quê ? No programa de rádio tem mais destas...UMA BELA NOVIDADE
SUPERAÇÃO
Deficientes visuais na rádio
Publicado em 4 de setembro de 2011
Para os deficientes visuais, a audição é muito importante, pois os estímulos sonoros são uma das principais fontes de contato com o ambiente. Pensando nisso, essas pessoas estão fazendo sucesso ao criar rádios online, em Fortaleza, e levam informações para outros portadores de deficiência.
Criada pelo auxiliar administrativo Carlos Antonio Paulino Viana, há quatro meses, a "Nossa Rádio" funciona 24 horas. É toda produzida por deficientes visuais, que estão espalhados por todo o Brasil, e o seu conteúdo também é direcionado para eles. Durante todo o dia, são transmitidos dez programas com notícias e músicas.
No total, são oito pessoas trabalhando para manter a emissora no ar. Eles utilizam, em seus computadores pessoais, três programas: o primeiro informa para eles o que está na tela, o outro faz a edição do programa e o terceiro realiza a transmissão para a internet. A divulgação é realizada através das redes sociais.
"Os deficientes visuais são bastante ligados ao áudio. Eu, por exemplo, sempre gostei de rádio. Por isso, sempre tive vontade de trabalhar neste ramo. A melhor forma que eu encontrei para fazer isso foi através da internet", explicou Viana.
De acordo com o auxiliar administrativo, desde seu início, a emissora já recebeu cerca de 11.500 acessos de internautas. "O número de ouvintes é considerado grande, pois o público alvo é restrito", analisou Viana.
Para ele, a rádio é importante, pois leva para os deficientes visuais notícias que podem influenciar a vida deles, além do divertimento por meio das músicas. "Quando acontece algum evento sobre cegueira, fazemos a transmissão ao vivo para que todos possam ter acesso", disse.
Viana acredita que a maior dificuldade encontrada por eles para produzir os programas é a falta de internet com qualidade.
Dificuldades
Mas nem todas as emissoras direcionadas para os deficientes visuais tem obtido sucesso. Em outubro do ano passado a Associação de Cegos do Estado do Ceará (Acec) criou uma rádio online direcionada para as pessoas com cegueira. Oito meses depois, o projeto foi suspenso, devido ao pequeno número de ouvintes e falta de verba.
Como o retorno não foi o esperado, o Acec achou melhor parar de produzir a sua programação e esperar por um momento mais oportuno para retornar as suas atividades.
Assim como a "Nossa Rádio", a programação também era totalmente produzida por deficientes visuais. Os programas eram transmitidos de segunda a sexta, das 17h30 até às 19h.
"O público de deficientes que ouviam a emissora era pequeno e não tínhamos como deixar um computador ligado 24 horas. Por isso resolvemos parar a iniciativa por um tempo", explicou o professor de informática da Acec, João Bosco de Farias.
Ele acredita que o projeto era interessante porque ajudava os deficientes a se comunicar de uma forma mais fácil. Com isso, os cegos poderiam ficar sabendo o que estava acontecendo no seu meio.
Para o professor, as maiores dificuldades eram a falta de apoio financeiro e o pouco conhecimento na área de radiojornalismo. "Batalhamos muito para dar inicio a rádio, mas, infelizmente, não foi tudo como planejado. Esperamos que, no futuro, a rádio volte a ativa".
Audiência
11500 acessos já recebeu a "Nossa Rádio", que existe há quatro meses e tem como objetivo levar músicas e informações a portadores de deficiência visual
sábado, 3 de setembro de 2011
UM LANÇAMENTO INTERESSANTE ...
Nair Prata, organizadora do projeto que se estendeu por cerca de um ano, explica: “É importante destacar que são pesquisadores locais, inseridos na comunidade, a maioria deles professores universitários, que realizaram a investigação. Enfrentamos algumas dificuldades na realização dessa investigação. A primeira delas foi a formação do grupo de pesquisadores, pois precisávamos de pelo menos um representante em cada Capital e também em Brasília. Fizemos convocações aos grupos de pesquisa de todo o país e, assim, conseguimos montar a grande equipe de investigadores. Depois, a principal dificuldade foi o levantamento dos dados, já que são poucas ou inexistentes em alguns casos, e as informações oficiais sobre algumas emissoras de rádio, com suas histórias, seus programas, suas trocas de proprietários, suas idas e vindas no dial. Em algumas situações, pesquisadores relataram que houve até má vontade explícita no fornecimento de informações, já que não havia interesse que determinadas histórias ou situações fossem desvendadas e publicadas”.
Lançamento do livro Panorama do rádio no Brasil | 5 de setembro (segunda-feira) | 14 às 18hLocal | Universidade Católica de Pernambuco – Recife
fonte: www.carosouvintes.org.br
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Tem censura ou não tem???
O POVO
Jornal tolhe liberdade de expressão
Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 29/08/2011 na edição 657
Geralmente, é comum que as pessoas tenham vaidade em expressar seus pensamentos e ideias e tudo isso faz parte da democracia. No entanto, para o jornal O Povo, em Fortaleza esse quesito não coaduna bem com o espírito do jornal nem com os princípios básicos da democracia. Sou um contumaz leitor de jornal e tenho um desejo sequioso de expressar minhas ideias, falar o que penso, dizer para o mundo tudo o que acho da vida. Esse desejo vem sendo tolhido pelo jornal, pois nos últimos meses meus artigos e comentários têm sido censurados, o que coincide com a guinada da prefeita de Fortaleza à condição de articulista do jornal. Para mim isso é sintomático, pois muitas de minhas críticas são ao modo equivocado de fazer política feito pela prefeita e que leva nossa cidade a vários problemas – um dos mais graves, a educação de péssima qualidade. Sem entrar no mérito da questão se a prefeita escreve ou não para o jornal quero dizer que é, sim, bom, mas também é correto que dê lugar ao contraditório como preceituam as leis de nosso país.
O que me surpreende é que ao reclamar para o ouvidor do jornal a jornalista responsável pelo setor dispara com esta pérola que acho deva ser conhecida por todos:
As palavras da nobre jornalista me surpreendem pelo fato que ainda haver no país este tipo de desrespeito aos seres humanos que são tachados, de forma irresponsável e sem o mínimo de cortesia, de “disparar para todos os lados”. Naminha humilde opinião, cometo um grave pecado: sou um ser plural e quero exercer minha cidadania, o que na visão de alguns é fora do contexto.
A jornalista afirma também que não sabe o que é prioridade, pois escrevo, dia sim dia não, e mesmo assim não se aproveita um dos meus textos? Como pode? O que vejo é que parece que neste jornal não há critério algum e somente os poderosos e famosos tem direito de dizer o que pensam e o que querem. Tentei várias vezes entender os critérios de publicação de artigos e nunca obtive a verdadeira essência ou os verdadeiros motivos da não-publicação. Em alguns jornais do país este quesito é respeitado e a maioria dos leitores recebe confirmação do recebimento e, às vezes, explicação pela publicação ou não de seu artigo.
Afirmo que este não é privilégio do jornal O Povo, que tem hoje uma prefeita como articulista. Já pensou se a moda pega? Teríamos um jornal só de políticos, que certamente têm mais poder e preferência de alguns membros dos jornalistas que podem, sim, ter suas preferências políticas, mas não podem, como diria Hegel, jogar a água da bacia com o menino dentro. Em função de tudo isso, acho que há um grave equívoco na forma de condução do jornal que, até os dias de hoje, não deu explicações convincentes do porquê da inclusão da prefeita de Fortaleza como articulista – que tem direito, sim, de se expressar, mas tem obrigação de ouvir críticas e admoestações, como manda a verdadeira essência do Estado democrático. Não podemos aceitar atitudes como estas pois a livre expressão é artigo de nossa Constituição, mas infelizmente o jornal O Povo não estudou essa lição.
Apoio para um fato muito grave
Para refrescar a memória dos que fazem o jornal estou anexando a este texto os artigos da Constituição e o Código de Ética do Jornalista.
Além do mais, vale ressaltar que muitos comentários que expus nas diversas páginas não foram publicados embora os mesmos não utilizassem em momento algum palavras de baixo calão nem acusações infundadas.
Diante de tudo isso, venho encarecidamente pedir aos zeladores dos Direitos Humanos e da livre expressão solicitar apoio a este fato que acho ser muito grave para a boa comunicação e para a democracia.
***
[Francisco Djacyr Silva de Souza é vice-presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE]
Fonte: www.observatoriodaimprensa.com.br
O que me surpreende é que ao reclamar para o ouvidor do jornal a jornalista responsável pelo setor dispara com esta pérola que acho deva ser conhecida por todos:
Prezado Djacyr,
Temos recebido suas críticas sobre a não publicação de textos enviados, via ombudsman.
Não há, de nossa parte, nenhum tolhimento a seus comentários e menos ainda quanto ao fato de boa parte deles serem críticas à gestão municipal. Ocorre que o senhor nos envia, dia sim dia não, um texto e, mesmo se quiséssemos, seria inviável publicá-los no espaço diário. Diante de tantos e-mails, fico até sem saber o que é prioridade para o senhor. Há disparos para todo os lados.
Aproveito para esclarecer que, para colaboradores eventuais, estamos publicando um artigo por mês quando é possível. Já publicamos várias cartas suas e artigos também.
Agradeço sua compreensão e esteja à vontade para continuar em contato conosco
Atenciosamente
Manoella Monteiro
A essência do Estado democráticoAs palavras da nobre jornalista me surpreendem pelo fato que ainda haver no país este tipo de desrespeito aos seres humanos que são tachados, de forma irresponsável e sem o mínimo de cortesia, de “disparar para todos os lados”. Naminha humilde opinião, cometo um grave pecado: sou um ser plural e quero exercer minha cidadania, o que na visão de alguns é fora do contexto.
A jornalista afirma também que não sabe o que é prioridade, pois escrevo, dia sim dia não, e mesmo assim não se aproveita um dos meus textos? Como pode? O que vejo é que parece que neste jornal não há critério algum e somente os poderosos e famosos tem direito de dizer o que pensam e o que querem. Tentei várias vezes entender os critérios de publicação de artigos e nunca obtive a verdadeira essência ou os verdadeiros motivos da não-publicação. Em alguns jornais do país este quesito é respeitado e a maioria dos leitores recebe confirmação do recebimento e, às vezes, explicação pela publicação ou não de seu artigo.
Afirmo que este não é privilégio do jornal O Povo, que tem hoje uma prefeita como articulista. Já pensou se a moda pega? Teríamos um jornal só de políticos, que certamente têm mais poder e preferência de alguns membros dos jornalistas que podem, sim, ter suas preferências políticas, mas não podem, como diria Hegel, jogar a água da bacia com o menino dentro. Em função de tudo isso, acho que há um grave equívoco na forma de condução do jornal que, até os dias de hoje, não deu explicações convincentes do porquê da inclusão da prefeita de Fortaleza como articulista – que tem direito, sim, de se expressar, mas tem obrigação de ouvir críticas e admoestações, como manda a verdadeira essência do Estado democrático. Não podemos aceitar atitudes como estas pois a livre expressão é artigo de nossa Constituição, mas infelizmente o jornal O Povo não estudou essa lição.
Apoio para um fato muito grave
Para refrescar a memória dos que fazem o jornal estou anexando a este texto os artigos da Constituição e o Código de Ética do Jornalista.
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX – é livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais (Constituição federal, 1988)
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
Art7º:
III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de ideias (Código de ética dos jornalistas).
Sinceramente não sei o que dizer, mas acho que algo está errado no mundo do jornalismo. Por que será?Além do mais, vale ressaltar que muitos comentários que expus nas diversas páginas não foram publicados embora os mesmos não utilizassem em momento algum palavras de baixo calão nem acusações infundadas.
Diante de tudo isso, venho encarecidamente pedir aos zeladores dos Direitos Humanos e da livre expressão solicitar apoio a este fato que acho ser muito grave para a boa comunicação e para a democracia.
***
[Francisco Djacyr Silva de Souza é vice-presidente da Associação de Ouvintes de Rádio do Ceará, Fortaleza, CE]
Fonte: www.observatoriodaimprensa.com.br
domingo, 28 de agosto de 2011
Reflexão importante e oportuna . veja
Educação ou Copa do Mundo?
nelsonvalenti@bol.com.b
- Publicado em
- 2011-08-28
(*) Nelson Valente
Por que o brasileiro não briga pela educação como faz pela Copa do Mundo de Futebol? Melhor fariam, é claro, se pudessem colocar esses recursos para melhorar o atendimento educacional, oferecendo uma solução de raiz, que falta ao Brasil.
Ninguém vê o óbvio: a pirâmide está invertida. A maior prova disso é o abandono da primeira infância. É nela que o Brasil começa, e seu abandono é a maior das ameaças à pirâmide invertida que caracteriza nosso País.
Mesmo a educação é um exemplo do desequilíbrio da pirâmide invertida. O Brasil dá mais ênfase ao topo, o ensino superior, do que à base, o ensino fundamental. O resultado é outra manifestação de instabilidade: a qualidade do ensino superior vem sendo puxada para baixo por causa da má qualidade do ensino médio; e este também vem perdendo qualidade por causa da piora no ensino fundamental.
Outra insensatez é a incompetência para enfrentar o drama do magistério. Os professores são mal formados e pessimamente remunerados.
Como pretender, assim, uma educação de qualidade? Os cursos de formação de professores padecem de um abissal anacronismo. Colocar um computador na mão de quem não sabe manejá-lo significa muito pouco. Pensando bem: desde que essas máquinas terríveis entraram no cotidiano das escolas, qual foi o aperfeiçoamento dos conteúdos?.
Ultimamente, são raras as novas escolas construídas. Parece que houve um certo cansaço das autoridades em relação ao assunto.
Era o melhor caminho para alcançar outra conquista necessária: o desejado tempo integral, que é uma característica básica de todo e qualquer país desenvolvido. Quando se sabe que, entre nós, no ensino médio, cheio de furos, as aulas diárias não passam de quatro horas, já se vê o tamanho do fosso.
E tem mais um óbice: cursos médios oficiais estão sendo ministrados em escolas municipais, por empréstimo, o que dá bem a dimensão da sua ausência de prioridade.
Nossas escolas públicas têm bibliotecas? Não. Têm laboratórios equipados? Não. A distorção idade-série está sob controle? Não. Reduzimos os fenômenos da evasão e da repetência? Não. Há iniciação científica nas escolas? Não. Os índices de leitura estão crescendo? Não. Os livros didáticos distribuídos gratuitamente são bem escolhidos e bem distribuídos? Não. Nossas escolas têm segurança? Não. E muito mais poderia ser lembrado. Até quando?
A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência.
(*) é professor universitário, jornalista e escritor Sobre o Autor
Professor universitário, jornalista e escritor.
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