terça-feira, 5 de julho de 2011
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Segunda-feira, 04 de Julho de 2011 | ISSN 1519-7670 - Ano 16 - nº 648 - 28/06/2011
MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES
A corrida para identificar políticos com outorgas
Por Pedro Caribé e Ana Rita Cunha em 07/06/2011 na edição 645
Reproduzido do Observatório do Direito à Comunicação, 3/6/2011; título original “Lista do Minicom reativa corrida para identificar políticos com outorgas”A divulgação dos sócios nos contratos de concessão de rádio e TV por meio de uma lista pelo Ministério das Comunicações (Minicom) deflagrou nova corrida para identificar políticos que integram os contratos em desrespeito a Constituição Federal. Até o momento os membros do Congresso Nacional são os mais visados por infringirem a Carta Magna de forma mais contundente, já que são responsáveis pelos processos de liberação e renovação das outorgas.
No projeto Excelências da ONG Transparência Brasil são identificados 69 parlamentares do Congresso com posse de licenças. Os dados foram obtidos nas declarações de bens à Justiça Eleitoral, a partir do que eles informam em seus perfis nas respectivas Casas legislativas e em outras fontes. O próximo que pode figurar nessa lista é o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que depende de aval do Minicom para integrar diretamente o quadro societário da Rádio Arco-Íris ao lado de sua mãe e uma irmã. A rádio é associada à rede Jovem Pan e licenciada para operar em Betim, mas a sede é na capital Belo Horizonte.
O caso de Aécio é emblemático porque o fato dele entrar efetivamente na sociedade da rádio não impede de exercer influência desproporcional sob a programação. O Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social emitiu nota nesta terça-feira, dia 31 de maio, na qual reivindica revisão dos artigos da Constituição que impedem a posse de concessão para políticos ao incluir proibição explicita também a cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau. No caso dos membros do Congresso o Intervozes reforça o argumento da ilegalidade ao alegar nepotismo.
Falta transparência
O consultor internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Toby Mendel, ao analisar o panorama brasileiro, identificou a necessidade de coibir a propriedade de fachada das emissoras e foi explícito sob caso evolvendo familiares, no Seminário Internacional Convergência de Mídias em novembro de 2010. Mendel citou a impossibilidade de definir quando familiares atuam de forma conjunta para controlar o conteúdo das emissoras e os impactos negativos desse modelo na concentração da propriedade dos meios de comunicação no país.
A professora da pós graduação da Escola de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, endossa o coro daqueles que encontram dificuldades para encontrar os reais donos das empresas de radiodifusão brasileiras. Ao analisar a nova lista publicada pelo Minicom, Santos já conseguiu identificar problemas que atrapalham a transparência, como: a ausência das percentagens de cotas dos acionistas; o fato da relação das entidades por localidades não separar ativos e inativos; a falta de informações sobre os prazos das concessões; e o fato dos nomes das entidades ser apenas pela razão social e ocultar o nome fantasia.
Além desses entraves, Santos também cita erros na lista, como o fato da TV Itapoan na Bahia ter o falecido senador Antonio Carlos Magalhães como sócio: “Mesmo se atualizassem para espólio, é uma TV que ele perseguiu”.
Em relação à lista publicada e retirada em 2003, ela vê poucas diferenças entre as quais a qualidade da diagramação e o fato de atualizar alguns falecidos para espólio, como é o caso do Pedro Affonso Collor de Mello nas empresas da família Collor em Alagoas.
Parentes são incluídos nos trabalhos da pesquisadora, bem como deputados estaduais, prefeitos, vereadores, suplentes de senadores e líderes partidários. Ela acha que nessa linha consegue algo mais abrangente, apesar das dificuldades nos atuais mecanismos de busca: “O maior problema é detectar afilhados e parentes. Também continua o problema das associações que só vêm com diretores e não com todos os associados”.
Os dados utilizados por Suzy Santos para sua tese de doutorado defendida em 2004 apontavam que 33,6% das geradoras e 18,03% das retransmissoras são controladas por políticos, na maioria, dos partidos PMDB, PSDB e DEM. Já o projeto Excelências identifica 51 deputados estaduais em atividade que detém concessão de rádio e/ou televisão em 22 casas legislativas.
Atualmente Santos busca atualizar seus números sobre políticos com outorgas e aprofundar a compreensão sobre fluxo entre radiodifusores regionais e o poder federal. Porém a pesquisadora deixa o alerta que o foco nos números pode escamotear uma visão mais complexa do fenômeno: “Não dá pra simplesmente entender que o poder da radiodifusão nas mãos dos políticos se dá apenas pelas outorgas que eles detêm, temos que perceber que há alianças mais fortes neste processo”.
Velocidade
É possível mensurar a velocidade com que os dados nesse campo são alterados nas reuniões da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados. No último dia 1 de junho, quarta-feira, foi aprovada por unanimidade na Comissão a renovação de duas concessões cujos sócios são políticos. A primeira é a da Rádio Pérola do Turi, no município de Santa Helena (MA) tem como sócia a prefeita da cidade, Helena Maria Lobato Pavão. A outra é a da Rádio Tempo FM de Juazeiro do Norte (CE) tem como sócio o 1° vice-presidente do PMDB-CE, Gaudêncio Gonçalves de Lucena.
O deputado federal Emiliano José (PT-BA) reforça os problemas deste tipo de associação: “existe um claro abuso no mundo das emissoras de rádio e televisão pelos políticos locais. A gente sabe que quando políticos detêm concessões públicas de radiodifusão, os veículos de que eles são sócios só vão defender seus interesses, esmagando outras opiniões”.
Emiliano integra a coordenação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação e responsabiliza a fragilidade da legislação por perpetuar essa anomalia: “Isso acontece porque há brechas na legislação quanto às concessões. O Congresso precisa se debruçar sobre esse assunto para criar mecanismos legais que impeçam esse uso inapropriado das concessões públicas de radiodifusão”.
sábado, 2 de julho de 2011
RÁDIO CULTURA - UM POUCO DE HISTÓRIA
Podcast: Download
A história da Rádio Cultura AM 1250, de Joinville, fruto do sonho e determinação de José Gonçalves, o Jota Gonçalves, começa quando a emissora entra no ar, em caráter experimental, em nove de janeiro de 1956. E se oficializa quando passou a atuar comercialmente em 1º de julho de 1959 em condição de igualdade com as pioneiras Difusora e Colon. Os acionistas iniciais da emissora, além de José Gonçalves, foram os empresários Adhemar Garcia e Gerard Louis Wetzel. Os primeiros locutores contratados pela emissora foram Ramiro Gregório da Silva (julho de 1959), Raciel Gonçalvez (setembro 1959), Plínio de Oliveira Neto (janeiro 1959) como operador de rádio e Joacy Alcântara (fevereiro 1960). Ainda trabalham na emissora, mas, sem vínculos empregatícios, diversos radialistas, como Ney Botto Guimarães, os filhos de Jota Gonçalves (Aluisio e Rosita), Aroldo Ireno Assunção, Geovani de Lima, Vilson de Oliveira, Gastão de Diniz, Augusto Parcias, Flávio Gonçalves e José Eli Francisco, entre outros que foram gradativamente obtendo vínculo com a empresa. (No podcast trecho do intervalo das 14 horas de hoje, 30/6).Desde o início a emissora destaca-se no setor de jornalismo marcando presença nos grandes acontecimentos da cidade e da região.
Como por exemplo, quando acompanhou o concurso de Miss Universo, do qual participou Vera Fischer na década de 60, transmitindo o evento direto de Miami, numa época em que para se falar por telefone de Joinville com Florianópolis, era preciso solicitar à telefonista que completasse a ligação. E ainda, quando transmitiu, com Ramiro Gregório da Silva, direto dos Estados Unidos, o lançamento da nave espacial Apollo, que levou o homem à Lua. Além disso, realizou a primeira transmissão esportiva do Estado com um equipamento sem fio. O equipamento, construído pelo engenheiro joinvilense Hans Stock, neto de imigrantes, foi montado no interior de uma saboneteira de cor verde, visto que na época não havia material plástico adequado e naquela dimensão.
Dois profissionais que fizeram a diferença desde o início
Ramiro Gregório da Silva, ao ser convidado viu a oportunidade de realizar o sonho de dirigir uma emissora de rádio aos 23 anos de idade. Já casado (com dona Lola) e com uma filha (Marlise) Ramiro vem para Joinville. A proposta era fascinante: Jota lhe disse, mostrando uns papéis e um endereço: “Aqui nós vamos montar a rádio, gostaria que você fizesse o planejamento para que a gente possa colocar a rádio no ar”. As dificuldades eram muitas: faltava dinheiro, os equipamentos eram caros e precários, não havia locutores e os anunciantes ainda não valorizavam a publicidade. Mas, Ramiro botou sua “inventividade” a funcionar e foi criando as condições. No prazo previsto, com o apoio de Jota Gonçalves, haviam conseguido emprestados a mesa de som, toca-discos e um microfone, e mandado construir a torre foi construída numa oficina de Joinville mesmo. Quando se tratou de formar a equipe da emissora, Ramiro foi pessoalmente o professor, ensinando locutores e operadores de som dentro do padrão que definira para a Rádio Cultura e que veio a torná-la absolutamente inigualável para a época e para a concorrência. Bem humorado Ramiro relembra: “Eles (os locutores) perguntavam, eu afino ou engrosso a voz? Nem fino nem grosso, você tem que comunicar, falar com o ouvinte com naturalidade, como se você estivesse tomando um cafezinho com o ouvinte, mas falando um português correto”. (Com informações dos livros Cultura AM 1250 [texto e fotos]; Memória da Radiodifusão Catarinense [Acaert]; e a colaboração de José Eli Francisco e Marlise Rossi da Silva).
Fonte: www.carosouvintes.org.br
sexta-feira, 1 de julho de 2011
UM POUCO DE HISTÓRIA
Vicente Celestino, a voz de todos os tempos
1961. CIDADE
Vicente Celestino e Leila Silva, logo que chegaram a Fortaleza, foram trazidos à redação de O POVO pelo radialista Irapuan Lima. Por alguns minutos o grande tenor palestrou alegremente com os redatores.
Vicente Celestino e Leila Silva, logo que chegaram a Fortaleza, foram trazidos à redação de O POVO pelo radialista Irapuan Lima. Por alguns minutos o grande tenor palestrou alegremente com os redatores.
terça-feira, 28 de junho de 2011
CASO BELLETI
Posso dar um pitaco sobre o caso Belleti?
Acredito que nossa mídia , principalmente a do rádio não tem assuntos para discussão.. Pesquisem sobre fatos do futebol e não procurem criar celeuma sobre essa situação que embora tenha causado um certo transtorno não é o fim do mundo ou a maior mancada do futebol cearense.
Vale ressaltar que jogadores de Futebol são seres humanos e tem um certo limite e , talvez por isso devam ser respeitados tanto pelo que fizeram e pelo que fazem hoje.
Acho que o que aconteceu foi que o jogador talvez sentisse que ainda poderia jogar e depois de ter refletido sobre possíveis problemas físicos resolveu abandonar a carreira. Onde está o crime deste jogador?
Execrar publicamente um profissional que até hoje não tinha nenhum tipo de problema dentro e fora de campo é, no mínimo, desumano.
Acho que certas interpretações com o objetio de mera venda de notícias ou para se dizer críticos não são legais neste momento. Lembrem - se que o jogador tem família e merece respeito.
Culpar a diretoria do Ceará pelo problema também não é muito correto, pois a função de um diretoria e tentar contratar jogadores, o que foi feito , porém não deu certo. Paciência. Este assunto acho que já deveria ter sido encerrado. Comprem uma revista Placar e tentem virar o disco...
VEJA AQUI EXPLICAÇÃO MÉDICA SOBRE O CASO.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
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