quinta-feira, 18 de novembro de 2010

UM TEXTO PARA REFLEXÃO - ONDE ESTAMOS??????

Opinião: Barbárie em Fortaleza

 
Passei o feriado fora da Capital. Ao chegar cedinho à redação da TV na última terça-feira (16), deparei-me com a notícia da agressão sofrida pelo flanelinha Vanderlan Marques da Silva. Ele foi atingido com um tiro de “chumbinho” de espingarda no olho direito. O principal suspeito é um empresário de 26 anos, dono de um famoso restaurante de Fortaleza, identificado como Marcos Venícius Araújo Silveira.
O tiro que atingiu o rapaz pode deixá-lo cego. O tiro, supostamente disparado pelo empresário, pode render ao acusado um processo na Justiça e uma pena de até cinco anos de prisão. Apesar de ter sido reconhecido pela vítima, ele tenta se desvencilhar da possível culpa apontando o primo como autor do disparo.
Verdade ou mentira, o que é certo é o próprio absurdo da história. No primeiro momento, a notícia causa um grande susto. Depois, a gente começa a sentir um mal-estar esquisito. A sensação é realmente estranha. A todo tempo, vem o questionamento sobre os motivos que levam um jovem rico a se divertir às custas da desgraça e até de mortes alheias. O rapaz, aparentemente bem sucedido, acabou de fazer um curso de tiro. Tirou nota máxima. Na prova final, acertou todos os dez disparos no alvo. Será que ele queria continuar brincando de bang-bang, dessa vez com alvos humanos? Ao usar uma espingarda de chumbinho, será que ele tinha a falsa impressão de que os alvos não seriam feridos de verdade? Ao sair para a caçada com dois supostos seguranças, ele acreditava que estaria protegido da reação das vítimas? Enfim, são muitas perguntas e nenhuma resposta até agora.
Para o azar do marginal e sorte da vítima, a polícia fez seu trabalho. Logo depois de ser acionada, conseguiu prender os suspeitos. Eles, inclusive, já eram apontados por outros delitos parecidos em Fortaleza. O tal carro preto de onde se atirava em moradores de rua durante a madrugada já estava na mira do Ronda desde o último sábado.
Até o desfecho dessa história, muita coisa pode mudar. Apesar da investida certeira e justa da polícia, o poder econômico é realmente poderoso e pode suavizar punições devidas a quem merece de fato ser punido. E a vítima, coitada, ainda sem saber se vai ficar cega de um olho, talvez nunca veja com a vista que restou um tostão de indenização.
A desesperança só não é maior porque em tempo de internet de alta velocidade, de blogs e outras mídias sociais, as notícias correm como água e destroem o que tem pela frente. Em menos de 24 horas, esse foi um dos fatos mais comentados no mundo virtual. As declarações de repúdio geram atitudes na mesma frequência.
E já que estamos falando, supostamente, de um empresário do ramo de restaurante, a reação é natural. O boicote ao empreendimento do principal suspeito já começou. Não sei se ainda de fato, mas que já começou, já.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

UM TEXTO PARA SER ESTUDADO

A comunicação é um direito da cidadania

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A Constituição Cidadã de 1988, a mais avançada desde a proclamação da República, insere em seu texto o sagrado direito à vida, à educação, à saúde, à moradia digna, ao lazer e à informação de qualidade. Esta é tão ou mais importante que as demais e é consagrada como cláusula pétrea.
O constituinte de 87/88 foi sábio ao inserir na Carta Magna que é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística . E que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o art. 5º, IV,V,X,XII e XIV.
Acontece que o sagrado direito à informação de qualidade vem sendo negado pelo baronato da mídia desde sempre. Aliás, a imprensa é um instrumento da classe que a possui e domina. Como instrumento da classe dominante que a quer para satisfazer os seus interesses, a informação é negada aos sem mídia.
Uma enxurrada de mentiras e desinformações invade os lares brasileiros sem dó e piedade. Uma verdadeira agressão ao cidadão (ã), um crime contra a cidadania. Mas o baronato da mídia não admite sequer que o que está inserido na Constituição seja objeto de discussão. Daí que, quando se vê ameaçado no seu secular privilégio, o baronato da mídia grita alto dizendo que se trata de censura à imprensa. E os jornalistas amestrados e os parlamentares de direita correm em seu socorro, acusando de censores justamente aqueles que sempre lutaram contra ela (censura) e defendem o direito à comunicação como um direito fundamental da cidadania.
O Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, realizado nos dias 9 e 10 deste mês, em Brasília, recebeu o total e irrestrito apoio do que há de mais representativo da sociedade civil: CTB, CUT, FNDC, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas de todo o País, MST, Conselho Federal de Psicologia, Associação Brasileira de Televisão Universitária, Associação das Rádios Públicas do Brasil, Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão, os 18 Conselhos Regionais de Psicologia, enfim, 56 entidades.
Todas essas entidades entendem que as experiências em curso de criação de Conselhos Estaduais de Comunicação Social no Ceará, na Bahia, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro seja uma oportunidade ímpar para exame de formas alternativas de participação da sociedade na gestão de políticas públicas de comunicação.
Falar em censura é má fé ou desinformação.
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

MAIS AVALIAÇÕES POSITIVAS SOBRE LUCAS LEITE - BOA REPERCUSSÃO NO GENTE DE MÍDIA

ertuliano disse...
Lucas é um menino bom.Um excelente profissional.Decente,ético e honrado.É um repórter de rádio com vaga garantida em qualquer emissora do País.
14 de novembro de 2010 07:25
Anônimo Paulo Santiago disse...
Meu caro Nonato, A minha formação profissional é na área de treinamento e formação de profissionais de vendas, nessa relação a fase mais importante, consistente e motivadora é sem sombra de dúvidas o feed-back, o reconhecimento !! E essa sua atitude reflete naturalmente a excelente e profissional que é vc !! Acompanho o rádio AM como ninguém, gosto mesmo, e o LUCAS LEITE (não o conheço pessoalmente) preenche todas as qualidades de um profissional de alto nível, concordo com vc, o LUCAS é excelente, valeu, PARABÉNS !!!!
14 de novembro de 2010 10:14
Blogger caçador de verdades disse...
Dá-lhe,Raimundinho !!!
14 de novembro de 2010 10:57
Anônimo Anônimo disse...
Sinara Leite: Nossa admiração por esse repórter é imensa também. Posso me dizer fã número 1 e deixo a vaga de número 2 para você, Nonato. rsrsrsrs
15 de novembro de 2010 19:41
Anônimo Anônimo disse...
Assino embaixo meu caro Nonato ! Quando eu ainda morava em Fortaleza sempre ouvia o colega Lucas Leite. Abraços, Celso Tomaz.
15 de novembro de 2010 19:46

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

LEIA E DIVULGUE

Aos mestres, com carinho


Eu aprendi a ler e a escrever com Tia Sinhá e Tia Aparecida. Depois, vieram Tia Fatinha, Tia Elenice, Tia Decy, Tia Dadá... Talvez por ser filho de uma professora percebi logo cedo que ensinar é ofício árduo e merecedor de respeito e admiração inabaláveis. Cresci assim. Até hoje, tenho devoção pelos meus professores. Claro, com o tempo, a gente se identifica com alguns, percebe outros mais vocacionados para o ofício, mas o fato é que lecionar, para mim, é uma atividade quase sagrada.

Sexta última, amanheci muito mal com uma notícia que a TV me trouxe logo cedinho. A professora Jane de Leon Antunes, com os dois braços quebrados e o rosto desfigurado, prestava depoimento numa delegacia em Porto Alegre. Dias antes, ela havia sido brutalmente agredida, no interior de uma escola técnica particular da capital gaúcha, pelo estudante Rafael de Sousa Ferreira, de 23 anos, do curso de auxiliar de Enfermagem. Ele estava indignado por ter tirado uma nota baixa e decidiu se vingar.

A cena, que não foi exibida simplesmente porque não foi filmada por nenhum circuito de vigilância interna, é de uma barbárie sem fim. A educação, ali, denunciava toda sua falência. De nada adiantou esse rapaz passar por toda uma pré-escola, uma formação básica e secundária até chegar ao ensino profissionalizante. A escola não foi capaz de ensinar a Rafael a conviver e a aceitar que a reprovação e a derrota são tão naturais quanto a aceitação e a conquista. Esse rapaz é um analfabeto social.


Mais que ensinar a ler, a escrever, a contar e tudo mais, a escola tem que ser capaz de ensinar a viver. E ninguém vive sozinho. A escola, longe de ser um aparelho repressor, tem que fazer dos limites da vida comum um chamariz da liberdade. O indivíduo só é livre e pleno na medida em que não cerceia nem impede a liberdade do outro. Educar é, sobretudo, capacitar a conviver. “O limite de um acaba exatamente onde começa o limite do outro”, ouvi isso sistematicamente a minha infância inteira. Infelizmente, Rafael e eu não passamos pela mesma escola.

Magela Lima - Editor executivo do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO
magela@opovo.com.br 

sábado, 13 de novembro de 2010

PARABÉNS LUCAS LEITE


LUCAS LEITE. Um repórter com conteúdo


Este é um 'post' de reconhecimento ao trabalho eficiente de um repórter que sabe zelar pela sua profissão.

Quem ouve rádio - e sou ouvinte desde que me entendo por gente, além de atuar no meio há mais de 35 anos - deve ter lá aquelas figuras que mais admira. Seja um locutor, um animador de estúdio, um narrador esportivo. O critério de avaliação é pela referência. Na área de reportagens externas são muitos os profissionais de qualidade. Já trabalhei com muitos deles. E hoje tenho a honra de dividir o espaço nas ruas do 'Grande Jornal', com Lucas Leite.

Gente, quem se interessa por cursar Jornalismo e objetiva fazer carreira de repórter, devia ouvir o trabalho do Lucas. Ele é primoroso. Qualquer que seja a pauta, ele não enrola com enchimento de linguiça. Suas informações têm conteúdo. E sem a gordura dos vícios de linguagem da grande maioria.

Ao contrário de repórteres ( de tv, inclusive ) que chegam a um local e demonstram imaturidade profissional, falando pelos cotovelos mas sem nenhum dado concreto, Lucas tem se firmado pela competência de informar. 
 
 POSTADO NO BLOG GENTE  DE MÍDIA.

o que vem por aí...

Antenas sintonizadas
Vem aí a quarta edição do Congresso de Radiodifusão do Nordeste - Fala Nordeste, promovido pela Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert). A programação, que inclui palestras, plenárias, minicursos e oficinas direcionadas a empresários e gestores de telecomunicações, profissionais da propaganda e de estudantes de comunicação, começa em 1º de dezembro próximo, se estendendo até dia 3. O evento será realizado no hotel Seara (Av. Beira Mar), em Fortaleza.
Publicado na coluna COMUNICADO do Jornal DIÁRIO DO NORDESTE