quarta-feira, 17 de novembro de 2010

UM TEXTO PARA SER ESTUDADO

A comunicação é um direito da cidadania

Tamanho do texto: A A A A     


A Constituição Cidadã de 1988, a mais avançada desde a proclamação da República, insere em seu texto o sagrado direito à vida, à educação, à saúde, à moradia digna, ao lazer e à informação de qualidade. Esta é tão ou mais importante que as demais e é consagrada como cláusula pétrea.
O constituinte de 87/88 foi sábio ao inserir na Carta Magna que é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística . E que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o art. 5º, IV,V,X,XII e XIV.
Acontece que o sagrado direito à informação de qualidade vem sendo negado pelo baronato da mídia desde sempre. Aliás, a imprensa é um instrumento da classe que a possui e domina. Como instrumento da classe dominante que a quer para satisfazer os seus interesses, a informação é negada aos sem mídia.
Uma enxurrada de mentiras e desinformações invade os lares brasileiros sem dó e piedade. Uma verdadeira agressão ao cidadão (ã), um crime contra a cidadania. Mas o baronato da mídia não admite sequer que o que está inserido na Constituição seja objeto de discussão. Daí que, quando se vê ameaçado no seu secular privilégio, o baronato da mídia grita alto dizendo que se trata de censura à imprensa. E os jornalistas amestrados e os parlamentares de direita correm em seu socorro, acusando de censores justamente aqueles que sempre lutaram contra ela (censura) e defendem o direito à comunicação como um direito fundamental da cidadania.
O Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, realizado nos dias 9 e 10 deste mês, em Brasília, recebeu o total e irrestrito apoio do que há de mais representativo da sociedade civil: CTB, CUT, FNDC, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas de todo o País, MST, Conselho Federal de Psicologia, Associação Brasileira de Televisão Universitária, Associação das Rádios Públicas do Brasil, Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão, os 18 Conselhos Regionais de Psicologia, enfim, 56 entidades.
Todas essas entidades entendem que as experiências em curso de criação de Conselhos Estaduais de Comunicação Social no Ceará, na Bahia, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro seja uma oportunidade ímpar para exame de formas alternativas de participação da sociedade na gestão de políticas públicas de comunicação.
Falar em censura é má fé ou desinformação.
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

MAIS AVALIAÇÕES POSITIVAS SOBRE LUCAS LEITE - BOA REPERCUSSÃO NO GENTE DE MÍDIA

ertuliano disse...
Lucas é um menino bom.Um excelente profissional.Decente,ético e honrado.É um repórter de rádio com vaga garantida em qualquer emissora do País.
14 de novembro de 2010 07:25
Anônimo Paulo Santiago disse...
Meu caro Nonato, A minha formação profissional é na área de treinamento e formação de profissionais de vendas, nessa relação a fase mais importante, consistente e motivadora é sem sombra de dúvidas o feed-back, o reconhecimento !! E essa sua atitude reflete naturalmente a excelente e profissional que é vc !! Acompanho o rádio AM como ninguém, gosto mesmo, e o LUCAS LEITE (não o conheço pessoalmente) preenche todas as qualidades de um profissional de alto nível, concordo com vc, o LUCAS é excelente, valeu, PARABÉNS !!!!
14 de novembro de 2010 10:14
Blogger caçador de verdades disse...
Dá-lhe,Raimundinho !!!
14 de novembro de 2010 10:57
Anônimo Anônimo disse...
Sinara Leite: Nossa admiração por esse repórter é imensa também. Posso me dizer fã número 1 e deixo a vaga de número 2 para você, Nonato. rsrsrsrs
15 de novembro de 2010 19:41
Anônimo Anônimo disse...
Assino embaixo meu caro Nonato ! Quando eu ainda morava em Fortaleza sempre ouvia o colega Lucas Leite. Abraços, Celso Tomaz.
15 de novembro de 2010 19:46

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

LEIA E DIVULGUE

Aos mestres, com carinho


Eu aprendi a ler e a escrever com Tia Sinhá e Tia Aparecida. Depois, vieram Tia Fatinha, Tia Elenice, Tia Decy, Tia Dadá... Talvez por ser filho de uma professora percebi logo cedo que ensinar é ofício árduo e merecedor de respeito e admiração inabaláveis. Cresci assim. Até hoje, tenho devoção pelos meus professores. Claro, com o tempo, a gente se identifica com alguns, percebe outros mais vocacionados para o ofício, mas o fato é que lecionar, para mim, é uma atividade quase sagrada.

Sexta última, amanheci muito mal com uma notícia que a TV me trouxe logo cedinho. A professora Jane de Leon Antunes, com os dois braços quebrados e o rosto desfigurado, prestava depoimento numa delegacia em Porto Alegre. Dias antes, ela havia sido brutalmente agredida, no interior de uma escola técnica particular da capital gaúcha, pelo estudante Rafael de Sousa Ferreira, de 23 anos, do curso de auxiliar de Enfermagem. Ele estava indignado por ter tirado uma nota baixa e decidiu se vingar.

A cena, que não foi exibida simplesmente porque não foi filmada por nenhum circuito de vigilância interna, é de uma barbárie sem fim. A educação, ali, denunciava toda sua falência. De nada adiantou esse rapaz passar por toda uma pré-escola, uma formação básica e secundária até chegar ao ensino profissionalizante. A escola não foi capaz de ensinar a Rafael a conviver e a aceitar que a reprovação e a derrota são tão naturais quanto a aceitação e a conquista. Esse rapaz é um analfabeto social.


Mais que ensinar a ler, a escrever, a contar e tudo mais, a escola tem que ser capaz de ensinar a viver. E ninguém vive sozinho. A escola, longe de ser um aparelho repressor, tem que fazer dos limites da vida comum um chamariz da liberdade. O indivíduo só é livre e pleno na medida em que não cerceia nem impede a liberdade do outro. Educar é, sobretudo, capacitar a conviver. “O limite de um acaba exatamente onde começa o limite do outro”, ouvi isso sistematicamente a minha infância inteira. Infelizmente, Rafael e eu não passamos pela mesma escola.

Magela Lima - Editor executivo do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO
magela@opovo.com.br 

sábado, 13 de novembro de 2010

PARABÉNS LUCAS LEITE


LUCAS LEITE. Um repórter com conteúdo


Este é um 'post' de reconhecimento ao trabalho eficiente de um repórter que sabe zelar pela sua profissão.

Quem ouve rádio - e sou ouvinte desde que me entendo por gente, além de atuar no meio há mais de 35 anos - deve ter lá aquelas figuras que mais admira. Seja um locutor, um animador de estúdio, um narrador esportivo. O critério de avaliação é pela referência. Na área de reportagens externas são muitos os profissionais de qualidade. Já trabalhei com muitos deles. E hoje tenho a honra de dividir o espaço nas ruas do 'Grande Jornal', com Lucas Leite.

Gente, quem se interessa por cursar Jornalismo e objetiva fazer carreira de repórter, devia ouvir o trabalho do Lucas. Ele é primoroso. Qualquer que seja a pauta, ele não enrola com enchimento de linguiça. Suas informações têm conteúdo. E sem a gordura dos vícios de linguagem da grande maioria.

Ao contrário de repórteres ( de tv, inclusive ) que chegam a um local e demonstram imaturidade profissional, falando pelos cotovelos mas sem nenhum dado concreto, Lucas tem se firmado pela competência de informar. 
 
 POSTADO NO BLOG GENTE  DE MÍDIA.

o que vem por aí...

Antenas sintonizadas
Vem aí a quarta edição do Congresso de Radiodifusão do Nordeste - Fala Nordeste, promovido pela Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert). A programação, que inclui palestras, plenárias, minicursos e oficinas direcionadas a empresários e gestores de telecomunicações, profissionais da propaganda e de estudantes de comunicação, começa em 1º de dezembro próximo, se estendendo até dia 3. O evento será realizado no hotel Seara (Av. Beira Mar), em Fortaleza.
Publicado na coluna COMUNICADO do Jornal DIÁRIO DO NORDESTE

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

convidamos a todos


 O curso de Educação Física da Estácio / FIC procurando inovar ações pedagógicas e atividades curriculares da disciplina de Estrutura e Funcionamento da Educação Básica estará promovendo no proximo dia 19 de novembro de 2010 as 19 horas  no auditório da FIC UNIDADE VIA CORPVS em Fortaleza - Ceará a apresentação e discussão da Peça PAULO RÉGLUS NEVES FREIRE como pre requisito avaliativo da disciplina. A atividade faz parte do critério de ações pedagógicas do curso de educação Física que procura verificar habilidades, competências e ações como critérios de avaliação e prática pedagógica. A peça será apresentada pelo Grupo Teatral Cactus de Acarape - Ceará e terá apoio logístico e acompanhamento dos alunos da disciplina.
Maiores informações com o professor DJACYR DE SOUZA através do telefone 99799611 ou pelo blog caosnaeducacao.blogspot.com

QUESTIONANDO A TELEVISÃO NO BRASIL


TV BRASILEIRA
60 anos a serviço de quem?
Por Érica Daiane da Costa Silva em 9/11/2010
No campo ou na cidade, nas favelas ou nos bairros mais nobres espalhados pelo Brasil é difícil encontrar um domicílio, escola, bar ou outro ambiente que não tenha um aparelho de televisão. O modelo em preto e branco, tão desejado há alguns anos, dá lugar às versões mais modernas do equipamento eletrônico que parecem já fazer parte das famílias brasileiras. Em 2007, uma pesquisa revelou que, no Brasil, nove em cada 10 domicílios possuem o aparelho, dado que sofreu alteração com a edição da 19ª Copa do Mundo devido ao aumento considerável das vendas.
É importante lembrar que a primeira transmissão televisiva no Brasil aconteceu em setembro de 1950. Através da já extinta TV Tupi, em fase experimental, o conteúdo exibido foi um filme em que o ex-presidente Getúlio Vargas relatava seu retorno à vida política. No mesmo ano, a TV Tupi entrou oficialmente no ar através do canal 3 de São Paulo e o responsável por trazer a TV para Brasil, Assis Chateaubriand, distribuiu 200 aparelhos pela cidade.
Hoje, a arrumação da sala de visitas ou a opção pela compra de uma televisão em vez de uma cama, livros ou até mesmo o piso da casa, permite algumas reflexões. Não é à toa que volta e meia nos vemos seguindo os modismos tão presentes nas programações dos canais de televisão brasileiros, seja ao falarmos determinadas palavras ou expressões, comprarmos determinados produtos, cantarmos determinadas músicas ou termos determinadas opiniões. Este "determinismo" é parte de uma dominação cultural imposta pelo caráter altamente comercial da TV no Brasil.
Na época do surgimento da televisão no país, os meios de comunicação não possuíam um cunho comercial tão forte quanto hoje. Porém, a cada década, esta característica vem se intensificando, permitindo a existência de uma comunicação a serviço do lucro. É possível dizer que vivemos em uma sociedade em que as pessoas têm o consumo como objetivo de vida e a televisão cumpre papel estratégico nesse cenário. O merchandising, tão presente nas telenovelas, programação jornalística ou programas de entretimentos, estabelece um modismo que implica diretamente o consumismo, o comportamento das pessoas e tem como alvo, sobretudo, a juventude. Falamos de uma tal indústria cultural, controlada por uma minoria, melhor dizendo, por algumas famílias.
Renovação das concessões sem participaçãoIsto mesmo, há uma enorme concentração dos meios de comunicação em nosso país, problema que se mantém devido à negligência do executivo, legislativo e judiciário brasileiros a respeito do tema. É inegável a relação de camaradagem entre os donos da grande mídia e os representantes destes poderes, isto quando não são eles mesmos concessionários de algum veículo o que é claramente proibido por lei. Órgãos como o Ministério das Comunicações e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recuam no cumprimento de seus papéis, omitindo-se ou prestando um desserviço à democratização da comunicação. Não há, na prática, nenhum tipo de regulamentação que assegure uma comunicação comprometida com os direitos humanos, muito menos com a garantia da comunicação como um destes direitos, algo indispensável a uma sociedade verdadeiramente democrática.
Durante o governo militar, a TV era vista como um potencial meio para combater a quem quisesse provocar a sociedade com ideologias diferentes das do regime militar e do capitalismo. Hoje, mesmo sem vivermos em uma ditadura militar, vivemos uma ditadura midiática, onde a imposição de ideias se dá na medida em que poucas pessoas decidem o que deve ou não ser notícia, que culturas, religiões devem ser mais ou menos valorizadas, reproduzidas, que assuntos devem ser discutidos pelos cidadãos e cidadãs, que candidaturas a cargos eletivos devem ter maior aceitação por parte da população etc.
Essa realidade é preocupante e deve-se muito ao monopólio e oligopólio da radiodifusão – tanto em nível nacional quanto regional –, proibido no artigo 220 da Constituição Federal de 1988. A Carta Magna do país também diz que o espectro para transmissão de sinais de rádio e TV é um bem público, cuja utilização é concedida pelo Estado. Portanto, o serviço prestado pelos canais de televisão é resultado de uma concessão pública, embora tenham sido, em sua maioria, usados para fins comerciais. Esta autorização, outorga ou concessão, no caso da TV, tem validade de 15 anos, podendo ser renovada, o que tem sido feito sem a menor participação da população, que não tem o direito de avaliar, sugerir ou simplesmente ser contra a renovação das mesmas, ao constatar que o veículo não atende aos princípios da produção e da programação das emissoras de rádio e televisão, conforme previstos na Constituição Brasileira.
Faz-se necessária uma outra televisãoContra esta afronta ao direito à informação, diversos movimentos sociais no Brasil têm defendido o controle social dos meios de comunicação, com o intuito de garantir que a radiodifusão, um serviço público, atenda de fato ao interesse público. Este controle a ser feito pela sociedade em seu conjunto deve se dar a partir da regulamentação e da efetivação de políticas públicas para o setor, o serviço prestado pelos diversos veículos e o conteúdo exibido pelos mesmos. Isto poderia ser garantido, por exemplo, com a criação de conselhos, realização de conferências deliberativas, criação de ouvidorias para monitoramento de conteúdos ou consultas sobre renovação das concessões, entre outras medidas.
Embora, propositalmente, o discurso da liberdade de expressão e controle social tenha sido usado de forma deturpada por setores conservadores da sociedade, sobretudo nos últimos anos, faz-se necessária a implementação destes mecanismos com vistas à garantia de uma comunicação plural e comprometida com o respeito aos direitos dos brasileiros e brasileiras.
Por fim, na comemoração dos 60 anos da TV no Brasil, fica o alerta de que as velas do bolo de aniversário desta senhora possam clarear a vista das pessoas para uma visão mais crítica sobre a mesma. É preciso perceber que: o modelo de TV digital adotado pelo Brasil, ao contrário das propagandas, não tem contribuído para democratização da comunicação; a TV Brasil ainda não é o modelo ideal de televisão pública; as TV´s educativas precisam ser ampliadas; o canal comunitário precisa ser disponibilizado em canal aberto, e não em TV por assinatura como é hoje. É necessário também brigarmos pelo respeito no tratamento aos movimentos sociais, à regionalização das produções, o controle da publicidade agressiva e incentivadora das opressões e desigualdades sociais. Ou seja, é preciso entender que faz-se necessária uma outra televisão para o Brasil.