sexta-feira, 3 de julho de 2009

UM NOME DA HISTÓRIA DO RÁDIO



Ângela Maria
13/5/1928
Biografia
Começou a freqüentar programas de calouros nas rádios antes dos 20 anos. Até então, só cantara em coro de igreja e não tinha apoio da família para seguir a carreira artística. Participou de diversos programas com o pseudônimo Ângela Maria para que a família não descobrisse. Em 1948 decidiu seguir a carreira e foi morar com uma irmã. Depois de uma rápida temporada como crooner do Dancing Avenida, foi descoberta e levada para a Rádio Mayrink Veiga. Em 1952, um ano depois de seu primeiro disco, sua gravação de "Não Tenho Você" (P. Marques/ A. Monteiro) bateu recordes de venda e iniciou sua carreira de sucesso. Foi a cantora mais popular do Brasil na década de 50, sendo conhecida como Rainha do Rádio pela sua legião de admiradores, por ter ganho o concurso quatro anos seguidos, entre 52 e 56. Sua especialidade são os samba-canções, embora tenha gravado também muitos boleros, tangos e versões de baladas e músicas espanholadas e italianas. Gravou cerca de 50 LPs, diversos compactos e 78 rpm. Seu repertório até 1962 é mais refinado, embora tenha sido sempre uma cantora eminentemente popular. A partir de meados dos anos 60, gravou canções de menor impacto, mas ainda obtendo eventuais sucessos como "Cinderela" (Adelino Moreira), em 65. Dez anos depois, voltou à mídia com o belo "Tango para Teresa" (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim). Entre 78 e 83, gravou um repertório mais sofisticado, e também a primeira gravação ao lado de sua alma gêmea musical, Cauby Peixoto, em 81, "Exemplo" (Lupicínio Rodrigues). A parceria funcionou tão bem que no ano seguinte gravaram juntos o LP "Angela & Cauby". Na era do CD, lançou o aclamado álbum "Amigos" (96), cantando com os maiores ases da MPB, vendendo mais de 500 mil cópias, e no ano seguinte, um tributo a Dalva de Olviveira ("Pela Saudade Que Me Invade"), sua primeira inspiração. Em 99, gravou "Sempre Sucesso", em duo com Agnaldo Timóteo, 20 anos depois do primeiro álbum de estúdio que gravaram em dupla. Entre seus maiores sucessos estão "Nem Eu" (Dorival Caymmi), "Orgulho" (Waldir Rocha/ Nelson Wederkind), "Lábios de Mel" (Waldir Rocha), "Vida de Bailarina" (Américo Seixas/Chocolate), "Abandono", "Babalu" (Margarita Lecuona), "Fósforo Queimado" (Paulo Marques/ Milton Legey/ Roberto Lamego) e "Garota Solitária" (Adelino Moreira).
Discografia

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO


Estivemos discutindo a Conferência de Comunicação no CONVERSA AFINADA DO SINDJORCE, Achamos que há necessidade sim de discutir a comunicação acontece hoje no Brasil, no entanto é válido que se despartidarize essa proposta que vem a ser bem maior do que os interesses dos partidos e passe a ser um direito de toda à sociedade. Achamos que a discussão sobre a comunicação que temos é extremamente salutar e precisa de muitos questionamentos relativos ao interesse que rola nas comunicações e papel do público neste processo. É preciso criar sim mecanismos de uma boa comunicação e um processo de escolha do processo comunicativo que seja bom para toda população.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

UMA BOA PEDIDA


LEIA É MUITO INTERESSANTE PARA DEBATER AS QUESTÕES DA MÍDIA



PERGUNTA QUE NÃO CALA


Quem contrataria Gilmar Mendes para dirigir um jornal?
Por Alberto Dines em 30/6/2009
Mesmo os inimigos do ministro-presidente do STF Gilmar Mendes são obrigados a reconhecer o seu vasto saber jurídico, sua cultura, sua capacidade de expressar-se com tanta clareza e elegância como também seu conhecimento do idioma alemão.
Diante da sua obsessão em demonstrar que o jornalismo não é uma profissão e, portanto, não precisa ser regulamentado, este Observador sente a necessidade de repetir, ampliar e reformular a pergunta dirigida ao professor e ex-ombudsman da Folha e do iG Mario Vitor Santos na edição da semana passada (23/6) do Observatório da Imprensa na TV:
– Você contrataria o presidente do STF para dirigir o seu jornal?
Sua Excelência certamente perdoará a provocação cuja única finalidade é oxigenar e animar um debate que ao longo dos últimos 24 anos serviu para vocalizar apenas um lado da questão – o dos empresários.
A querela a respeito do diploma, ou melhor, do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, é secundária. Outra deve antecedê-la: jornalismo é profissão, ocupação, ofício, ferramenta de trabalho? Ou, além disso, também é missão, tal como a de um magistrado, treinado para destrinchar a dialética dos códigos, administrar a justiça e ser justo?
Ensinar e aprender
Este Observador jamais contrataria o ministro Gilmar Mendes para dirigir qualquer veículo jornalístico apesar do seu imbatível curriculum jurídico. Mas entregaria o seu hipotético jornal a um profissional diplomado em jornalismo, de preferência com uma pós-graduação profissionalizante, pelo menos 25 anos de experiência em redações e, principalmente, capacitado para assumir o papel de mediador, questionador e agente das transformações.
No seu arrazoado contra o diploma e contra a especificidade da profissão de jornalista, o ministro Gilmar Mendes esquece o seu notório domínio do idioma alemão. Não lembrou que Zeitung, jornal, deriva da raiz Zeit, tempo. Jornalismo em português ou Journalisme em francês (de Jour, dia, jornada) são atividades cruciais numa sociedade porque lidam com a passagem do Tempo. Uma sociedade desatenta para as inevitáveis mudanças está perdida, torna-se apática ou desarvorada.
Jornalistas marcam o tempo, verdadeiros ritmistas, mas ao contrário dos relojoeiros lidam com um tempo que não jorra contínuo. O tempo jornalístico é periódico, marcado pelas sucessivas edições, condicionado para a complexa tarefa de sintetizar o acontecido no período (daí periodismo em espanhol).
Passar ao leitor a sensação de que é testemunha e participante de um amplo processo exige conhecimentos teóricos, técnicos e também uma disposição instintiva para pressentir o que é novo e o que importa. Escritores raramente retomam seus textos depois de impressos. O ponto final é ponto final mesmo.
Jornalistas são treinados para a infindável tarefa de reescrever-se continuamente. Este treinamento começa nos bancos das escolas de jornalismo. Nas redações não há tempo para filosofar. Nem há tempo para olhar-se no espelho e reclamar. O mundo para os jornalistas é verdadeiramente redondo, rotativo, rotativa.
É a tal unendliche Aufgabe (tarefa infindável), ministro Gilmar Mendes, citada por Kant. Esta tarefa não é para qualquer um. Não é fruto de um estalo, golpe de sorte – precisa ser ensinada e aprendida. A perseguição contínua de uma tarefa é em si, uma atitude claramente profissional.
Obra de jornalistas
O relatório do ministro Gilmar Mendes estende-se por 91 páginas sobre a profissão de jornalista e, mesmo sintetizado, jamais seria entendido pelos leitores de jornal, mesmo de um quality paper. Há nele uma ironia que roça à presunção. É um antijornalismo em estado primitivo. Ao comparar jornalistas aos chefes de cozinha o ministro Mendes tenta fazer blague. Nós jornalistas não gozamos as togas usadas nos tribunais, nem mesmo as ridículas perucas dos magistrados britânicos. Respeitamos as tradições, somos os primeiros a perceber quando se tornam obsoletas.
O ministro, porém, ignora que sem jornalismo e sem jornalistas os historiadores teriam que inventar fatos. Ou contentar-se com documentos áridos, insossos, muitas vezes truncados e às vezes manipulados para parecerem verdadeiros. A história moderna, a crônica dos últimos 400 anos, deve muito aos profissionais do jornalismo.
Uma hemeroteca, Excelência, é o panteão da humanidade. Obra construída majoritariamente por jornalistas. Este Observador não contrataria um advogado ou mesmo um jurista renomado para montar uma coleção de jornais. Nem mesmo para editá-los.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

UMA LEITURA PARA REFLEXÃO...

O rádio fez o sucesso que devia?

29/06/09

O rádio trouxe mais alegrias do que tristezas. É vero essa afirmativa? Claro que sim, pois o rádio dependendo do uso poderia servir de terapia para certas pessoas que enfrentavam problemas de diversas montas. Os rádios captavam os sinais, os sons das emissoras de rádios e colocavam-nos a disposição dos ouvintes.

Uma programação musical repleta de alegrias para um teatro de operações preparado por aficionados deste aparelho de som tão importante para a humanidade. Naqueles anos de 1930, toda música que ia ao ar era feita ao vivo. As emissoras tinham orquestras, e não discotecas. O estúdio de transmissão parecia mais uma sala de concertos, era ocupada, de manhã e à tarde, por músicos que apoiavam os elencos teatrais, por cantores e pelos artistas. Apesar do fonógrafo já ter sido inventado, não se via sua utilidade imediata na produção radiofônica.

Esta afirmativa está corretíssima, visto que os shows retransmitidos pelas emissoras de rádio eram ao vivo, pois a tecnologia se arrastava e ainda não tínhamos equipamentos possantes como os de hoje, mas apesar das dificuldades foi nesta época que o rádio viveu sua época de ouro. Muitos profissionais de rádio faziam de sua profissão um ato de amor. Os programas tinham qualidade, a ética sempre estava presente nas transmissões de radiodifusão. O rádio AM (Amplitude Modulada) era o boom do momento. Surgiram muitas marcas famosas, mas o ouvinte estava mais atento a programação. Procurava ouvir seu speaker preferido, aquele da voz mais sensual, da voz mais bonita. As ladyspeakers também disponibilizavam sua voz macia, sensual para deleite de seus admiradores. As radionovelas faziam sucesso demais e a cada capítulo a expectativa do ouvinte aumentava em proporções grandiosas. As emissoras de rádio em sua maioria dispunham de orquestras musicais, conjuntos, casts de cantores e cantoras de primeira linha.

Os programas de auditório normalmente aos sábados e domingos faziam a alegria do povo na época áurea da radiodifusão. O rádio sofreu um pouco com o surgimento da televisão, visto que muitos radialistas migraram para a mídia televisiva que carecia de profissionais para engrandecer o grande invento. Com o surgimento da publicidade a situação ficou normalizada, pois os radialistas ou speakers como queiram, passaram a usufruir mais um pouco, e a arrecadação com comerciais fizeram as emissoras de rádio voltar ao seu lugar de destaque. Muitos profissionais em cada Estado da Federação fizeram nome no rádio e hoje a história está aí para ser contada e comprovada e imantar o que estamos relatando. Preferimos não citar nomes para não cometermos injustiças. Dizem que os discos eram os intrusos, os estranhos no ninho, pois afetavam os cantores (as) que faziam seus shows ao vivo. Foi na inserção dos discos nas emissoras de rádio que surgiram as discotecas. E aos poucos elas foram tomando espaço dos grandes cantores.

Lamentamos, mas não podemos jamais ir de encontro ao avanço tecnológico. As rádios tradicionais tiveram que dividir espaço com as emissoras novas, que surgiam dia a dia e daí começou a concorrência entre elas. Com o surgimento de outras emissoras, veio a tão ambicionada concorrência e o nome audiência estava em voga. Os discos entraram no rádio com uma fama muito ruim. “Um péssimo hábito”, diziam os intérpretes, com medo da concorrência daquelas puas metálicas.

“Uma deslealdade para com o público”, opinavam os diretores responsáveis. “Uma imperdoável falta de imaginação”, reclamavam os ouvintes percebendo a farsa, porque os fonógrafos funcionavam a manivela, e no melhor da peça a corda se esgotava e a música saía chorada. Vejam com as coisas mudam com o passar do tempo. Hoje qualquer pessoa que tem uma voz melodiosa, uma boa estrofe, uma boa partitura, um bom ritmo almeja como toda felicidade gravar. O azimute preferencial será o Cd, com som de primeira qualidade, visto que os discos de cera e vinil saíram de moda e as gravadoras aderiram à tecnologia do momento. O Cd apesar de apresentar suas vantagens concorre com as desvantagens, pois a durabilidade depende da boa conservação que você proporcionará a ele. Outro assunto que preocupam os cantores é a pirataria que invadiu o meio fonográfico brasileiro. O mercado do rádio também foi atingido, pois não se consegue mais adquirir aparelhos de rádios de boa procedência e qualidade. As marcas famosas parecem desaparecer do mercado nos preocupa.

Tudo tem seu tempo, seu momento, seu preço e sua hora. Surgiram os rádios a pilha, outra novidade que de certo modo revolucionou, pois se transformou no fiel escudeiro do trabalhador. Para onde ele vai não se esquece do seu radinho de pilha. Ah! Que tempo bom que não volta mais e essas raridades do passado só poderemos encontrá-los em mãos de colecionadores ou em museus. Pegando uma carona amiga com o grande profissional de rádio José Ignácio López Vigil, queremos denotar que muita coisa passou por debaixo da ponte e marcou a história com letras maiúsculas e que hoje chamamos na linguagem midiática de “caixa alta”.

“A voz humana ia e vinha sem precisar ser decifrada por nenhum alfabeto. E se a voz viajava então a música também podia viajar. Qualquer ruído podia. O som interrompia para sempre a escravidão da distância. Mesmo em um pequeno teatro, os atores e as atrizes precisam projetar a voz para serem ouvidos nas últimas fileiras. E, no entanto, com aquele aparelhinho movido a manivela, as palavras podiam ser impulsionadas, sem esforço, a quase trezentos mil quilômetros por segundo, quebrando qualquer barreira do espaço. Momentos de lucidez que não irão se apagar nunca de nossa memória”. Diante de fatos históricos, conversas bonitas, rádios e mais rádios surgiram no écran da comunicação, desde o rabo quente até os transistorizados. Dia a dia a tecnologia trazia coisas novas para a radiodifusão. Fitas magnéticas, gravadores, tocas discos de última geração fizeram o rol e o sucesso do rádio no decorrer dos tempos.

Mesmo com o avanço da tecnologia jamais nos esqueceremos do rádio do nosso tempo de criança. Hoje com todo aparato a disposição dos profissionais do rádio estamos capiongos, triste, macambúzios, tristonhos e piongos. Na edição de rádio vemos e lidamos com mesas de som modernas, computadores, sonoplastas tarimbados, mas o que temíamos aconteceu, a qualidade da programação radialistica caiu a quase zero. O que vemos hoje na psicosfera do rádio? Palavras de duplo sentido, pornografia, palavras de baixo calão, frases cheias de baixarias, programas sem cultura e o mais vergonhoso é que profissionais não são regidos pelas leis trabalhistas, visto que as emissoras para se esquivarem de pagar salários e obrigações sociais, arrendam espaços, ou vendem uma, duas, ou três horas para o radialista que irá lutar por uma boa publicidade para o sustento da família, (o) ganha pão tão propalado que o permissionário da emissora que ainda quer levar vantagem nas publicidades benfeitoras do arrendatário.

A situação é preocupante, pois estamos na era do rádio digital e muitas emissoras que funcionam ao sabor do vento, se não fizerem um grande planejamento para receberem a digitalização irão fechar ou cerrar as portas de uma vez. Como diria o grande José Ignácio López Vigil - “Com os discos vieram os disc jockeys. E com estes, surgiram os espaços mais importantes de todos os tempos e de todas as emissoras: os espaços de música variada. Um animador coloquial, bem-humorado, vai apresentando as músicas, uma após outra, cumprimentando os ouvintes, atendendo aos seus pedidos. A função é entreter. O perigo é a rotina. De nada servirão os bons propósitos feitos a partir das pesquisas, se não encontrarmos mecanismos para tornar operativos os resultados. Como variar a música, como fazer a mistura? Propomos cinco variáveis a considerar: idade, nacionalidade, gênero, ritmo e intérprete.

Caro amigo Ignácio nos rádios AM e FM a programação caiu no descrédito e na rotina, pois as grandes programações deram lugar à astrologia, a horóscopos e “adivinhações”, até a mesa redonda participa do palco das grades radialísticas para descobrirmos o nada. Nosso posicionamento sobre o rádio aqui em nosso Estado é este. Fundamos uma Associação de Ouvintes de Rádio (AOUVIR) e alguns radialistas dizem que estão sendo censurados, mas a missão da associação é melhorar a qualidade da programação das emissoras de rádio local. Fizemos um projeto para o Museu do Rádio Cearense, mas infelizmente não contamos com a ajuda de ninguém, a não ser dos valorosos associados que já estão se mobilizando no intuito de conseguir ou adquirir peças raras, para que Fortaleza possa ser brindada com um museu de grande valia para a difusão deste valioso evento.

Voltando a música em primordial aos discos, a briga entre as gravadoras é grande e os lançamentos que acabam de chegar ao mercado, mas não caíram no gosto do público, podem causar ou gerar grandes polêmicas entre os divulgadores. Vai depender da boa promoção (e não do “jabá”) que se fizer. Aliás, a nomenclatura jabá, boi, está na moda na mídia marron. Os sucessos estão na mídia radiofônica, mas dependem do empenho do radialista para alcançar a audiência tão desejada e o que estão gravando nem sempre cai no gosto popular. Aí entra a inteligência e a perspicácia do profissional de rádio. As músicas que as pessoas cantarolam na rua, que grudam mais que chiclete. Os discos de atualidade, que correspondem, em geral, aos do ano. Em alguns países a desatualização musical é mais acelerada, chegando a períodos de semestre e até menos. E, por último, os discos de ontem, os que nos fazem lembrar e sentir saudade.

Os seminovos, de dois anos e os antigos, que são seleções musicais de dois lustros, os superantigos, de duas décadas, e os de museu, com trinta, quarenta e até mais anos nos sulcos. Seleções musicais que caíram de moda, mas não do gosto popular, mesmo que os apreciadores destas músicas sejam enquadrados como quadrados e fora de órbita. Hoje nenhuma à música escapa do gosto popular, visto que os tais desvirtuamentos exagerados dos belos sons, e das excelentes músicas são totais e de uma fragilidade enorme, mas no frigir dos ovos as antigas estão fazendo mais sucesso. Amigos esta é a situação dolorosa da radiofonia cearense e aí perguntamos qual a função e destinação da carteira de trabalho do radialista? Do sindicato da categoria? A overdose de programas religiosos nos deixa sem opção para deleitarmos uma boa música, um excelente programa cultural, ou programas voltados para a história e a cultura geral entre outros. Os grandes cantores que fizeram sucesso com a velha guarda, com a jovem guarda, o forró pé de serra, a bossa nova, os chorinhos, as músicas românticas sejam ressuscitados todos os dias, e que os grandes cantores de ontem e de hoje possam ser mais ouvidos pelo público.

Outro assunto que nos preocupa é a cessão de horário para programas de torcidas organizadas, estes programas tem causado polêmicas e até morte entre torcidas rivais. Amigos o rádio continua sendo cultura. A pornografia, as músicas de duplo sentido, os palavrões, as sentenças imorais não estão disponibilizadas nos lugares mais refinados, os ouvidos dos ouvintes de rádio. Zelamos por uma programação mais humana, cultural, alegre e divertida, onde crianças e adultos possam se deleitar com que esta grande invenção, mas parece que alguns profissionais querem tirar proveito desse meio de comunicação para uma possível candidatura e outras vantagens que só o radialista egoísta, orgulhoso, invejoso, materialista e capitalista ao extremo pode auferir driblando as normas e regulamentos tanto das emissoras como do Código de Ética. Pensem nisso!

O rádio trouxe mais alegrias do que tristezas. É vero essa afirmativa? Claro que sim, pois o rádio dependendo do uso poderia servir de terapia para certas pessoas que enfrentavam problemas de diversas montas. Os rádios captavam os sinais, os sons das emissoras de rádios e colocavam-nos a disposição dos ouvintes.

Uma programação musical repleta de alegrias para um teatro de operações preparado por aficionados deste aparelho de som tão importante para a humanidade. “Naqueles anos de 1930, toda música que ia ao ar era feita ao vivo. As emissoras tinham orquestras, e não discotecas. O estúdio de transmissão parecia mais uma sala de concertos, era ocupada, de manhã e à tarde, por músicos que apoiavam os elencos teatrais, por cantores e pelos artistas. Apesar do fonógrafo já ter sido inventado, não se via sua utilidade imediata na produção radiofônica”.

Esta afirmativa está corretíssima, visto que os shows retransmitidos pelas emissoras de rádio eram ao vivo, pois a tecnologia se arrastava e ainda não tínhamos equipamentos possantes como os de hoje, mas apesar das dificuldades foi nesta época que o rádio viveu sua época de ouro. Muitos profissionais de rádio faziam de sua profissão um ato de amor. Os programas tinham qualidade, a ética sempre estava presente nas transmissões de radiodifusão. O rádio AM (Amplitude Modulada) era o boom do momento. Surgiram muitas marcas famosas, mas o ouvinte estava mais atento a programação. Procurava ouvir seu speaker preferido, aquele da voz mais sensual, da voz mais bonita. As ladyspeakers também disponibilizavam sua voz macia, sensual para deleite de seus admiradores. As radionovelas faziam sucesso demais e a cada capítulo a expectativa do ouvinte aumentava em proporções grandiosas. As emissoras de rádio em sua maioria dispunham de orquestras musicais, conjuntos, casts de cantores e cantoras de primeira linha.

Os programas de auditório normalmente aos sábados e domingos faziam a alegria do povo na época áurea da radiodifusão. O rádio sofreu um pouco com o surgimento da televisão, visto que muitos radialistas migraram para a mídia televisiva que carecia de profissionais para engrandecer o grande invento. Com o surgimento da publicidade a situação ficou normalizada, pois os radialistas ou speakers como queiram, passaram a usufruir mais um pouco, e a arrecadação com comerciais fizeram as emissoras de rádio voltar ao seu lugar de destaque. Muitos profissionais em cada Estado da Federação fizeram nome no rádio e hoje a história está aí para ser contada e comprovada e imantar o que estamos relatando. Preferimos não citar nomes para não cometermos injustiças. Dizem que os discos eram os intrusos, os estranhos no ninho, pois afetavam os cantores (as) que faziam seus shows ao vivo. Foi na inserção dos discos nas emissoras de rádio que surgiram as discotecas. E aos poucos elas foram tomando espaço dos grandes cantores.

Lamentamos, mas não podemos jamais ir de encontro ao avanço tecnológico. As rádios tradicionais tiveram que dividir espaço com as emissoras novas, que surgiam dia a dia e daí começou a concorrência entre elas. Com o surgimento de outras emissoras, veio a tão ambicionada concorrência e o nome audiência estava em voga. Os discos entraram no rádio com uma fama muito ruim. “Um péssimo hábito”, diziam os intérpretes, com medo da concorrência daquelas puas metálicas.

“Uma deslealdade para com o público”, opinavam os diretores responsáveis. “Uma imperdoável falta de imaginação”, reclamavam os ouvintes percebendo a farsa, porque os fonógrafos funcionavam a manivela, e no melhor da peça a corda se esgotava e a música saía chorada. Vejam com as coisas mudam com o passar do tempo. Hoje qualquer pessoa que tem uma voz melodiosa, uma boa estrofe, uma boa partitura, um bom ritmo almeja como toda felicidade gravar. O azimute preferencial será o Cd, com som de primeira qualidade, visto que os discos de cera e vinil saíram de moda e as gravadoras aderiram à tecnologia do momento. O Cd apesar de apresentar suas vantagens concorre com as desvantagens, pois a durabilidade depende da boa conservação que você proporcionará a ele. Outro assunto que preocupam os cantores é a pirataria que invadiu o meio fonográfico brasileiro. O mercado do rádio também foi atingido, pois não se consegue mais adquirir aparelhos de rádios de boa procedência e qualidade. As marcas famosas parecem desaparecer do mercado nos preocupa.

Tudo tem seu tempo, seu momento, seu preço e sua hora. Surgiram os rádios a pilha, outra novidade que de certo modo revolucionou, pois se transformou no fiel escudeiro do trabalhador. Para onde ele vai não se esquece do seu radinho de pilha. Ah! Que tempo bom que não volta mais e essas raridades do passado só poderemos encontrá-los em mãos de colecionadores ou em museus. Pegando uma carona amiga com o grande profissional de rádio José Ignácio López Vigil, queremos denotar que muita coisa passou por debaixo da ponte e marcou a história com letras maiúsculas e que hoje chamamos na linguagem midiática de “caixa alta”.

“A voz humana ia e vinha sem precisar ser decifrada por nenhum alfabeto. E se a voz viajava então a música também podia viajar. Qualquer ruído podia. O som interrompia para sempre a escravidão da distância. Mesmo em um pequeno teatro, os atores e as atrizes precisam projetar a voz para serem ouvidos nas últimas fileiras. E, no entanto, com aquele aparelhinho movido a manivela, as palavras podiam ser impulsionadas, sem esforço, a quase trezentos mil quilômetros por segundo, quebrando qualquer barreira do espaço. Momentos de lucidez que não irão se apagar nunca de nossa memória”. Diante de fatos históricos, conversas bonitas, rádios e mais rádios surgiram no écran da comunicação, desde o rabo quente até os transistorizados. Dia a dia a tecnologia trazia coisas novas para a radiodifusão. Fitas magnéticas, gravadores, tocas discos de última geração fizeram o rol e o sucesso do rádio no decorrer dos tempos.

Mesmo com o avanço da tecnologia jamais nos esqueceremos do rádio do nosso tempo de criança. Hoje com todo aparato a disposição dos profissionais do rádio estamos capiongos, triste, macambúzios, tristonhos e piongos. Na edição de rádio vemos e lidamos com mesas de som modernas, computadores, sonoplastas tarimbados, mas o que temíamos aconteceu, a qualidade da programação radialistica caiu a quase zero. O que vemos hoje na psicosfera do rádio? Palavras de duplo sentido, pornografia, palavras de baixo calão, frases cheias de baixarias, programas sem cultura e o mais vergonhoso é que profissionais não são regidos pelas leis trabalhistas, visto que as emissoras para se esquivarem de pagar salários e obrigações sociais, arrendam espaços, ou vendem uma, duas, ou três horas para o radialista que irá lutar por uma boa publicidade para o sustento da família, (o) ganha pão tão propalado que o permissionário da emissora que ainda quer levar vantagem nas publicidades benfeitoras do arrendatário.

A situação é preocupante, pois estamos na era do rádio digital e muitas emissoras que funcionam ao sabor do vento, se não fizerem um grande planejamento para receberem a digitalização irão fechar ou cerrar as portas de uma vez. Como diria o grande José Ignácio López Vigil - “Com os discos vieram os disc jockeys. E com estes, surgiram os espaços mais importantes de todos os tempos e de todas as emissoras: os espaços de música variada. Um animador coloquial, bem-humorado, vai apresentando as músicas, uma após outra, cumprimentando os ouvintes, atendendo aos seus pedidos. A função é entreter. O perigo é a rotina. De nada servirão os bons propósitos feitos a partir das pesquisas, se não encontrarmos mecanismos para tornar operativos os resultados. Como variar a música, como fazer a mistura? Propomos cinco variáveis a considerar: idade, nacionalidade, gênero, ritmo e intérprete.

Caro amigo Ignácio nos rádios AM e FM a programação caiu no descrédito e na rotina, pois as grandes programações deram lugar à astrologia, a horóscopos e “adivinhações”, até a mesa redonda participa do palco das grades radialísticas para descobrirmos o nada. Nosso posicionamento sobre o rádio aqui em nosso Estado é este. Fundamos uma Associação de Ouvintes de Rádio (AOUVIR) e alguns radialistas dizem que estão sendo censurados, mas a missão da associação é melhorar a qualidade da programação das emissoras de rádio local. Fizemos um projeto para o Museu do Rádio Cearense, mas infelizmente não contamos com a ajuda de ninguém, a não ser dos valorosos associados que já estão se mobilizando no intuito de conseguir ou adquirir peças raras, para que Fortaleza possa ser brindada com um museu de grande valia para a difusão deste valioso evento.

Voltando a música em primordial aos discos, a briga entre as gravadoras é grande e os lançamentos que acabam de chegar ao mercado, mas não caíram no gosto do público, podem causar ou gerar grandes polêmicas entre os divulgadores. Vai depender da boa promoção (e não do “jabá”) que se fizer. Aliás, a nomenclatura jabá, boi, está na moda na mídia marron. Os sucessos estão na mídia radiofônica, mas dependem do empenho do radialista para alcançar a audiência tão desejada e o que estão gravando nem sempre cai no gosto popular. Aí entra a inteligência e a perspicácia do profissional de rádio. As músicas que as pessoas cantarolam na rua, que grudam mais que chiclete. Os discos de atualidade, que correspondem, em geral, aos do ano. Em alguns países a desatualização musical é mais acelerada, chegando a períodos de semestre e até menos. E, por último, os discos de ontem, os que nos fazem lembrar e sentir saudade.

Os seminovos, de dois anos e os antigos, que são seleções musicais de dois lustros, os superantigos, de duas décadas, e os de museu, com trinta, quarenta e até mais anos nos sulcos. Seleções musicais que caíram de moda, mas não do gosto popular, mesmo que os apreciadores destas músicas sejam enquadrados como quadrados e fora de órbita. Hoje nenhuma à música escapa do gosto popular, visto que os tais desvirtuamentos exagerados dos belos sons, e das excelentes músicas são totais e de uma fragilidade enorme, mas no frigir dos ovos as antigas estão fazendo mais sucesso. Amigos esta é a situação dolorosa da radiofonia cearense e aí perguntamos qual a função e destinação da carteira de trabalho do radialista? Do sindicato da categoria? A overdose de programas religiosos nos deixa sem opção para deleitarmos uma boa música, um excelente programa cultural, ou programas voltados para a história e a cultura geral entre outros. Os grandes cantores que fizeram sucesso com a velha guarda, com a jovem guarda, o forró pé de serra, a bossa nova, os chorinhos, as músicas românticas sejam ressuscitados todos os dias, e que os grandes cantores de ontem e de hoje possam ser mais ouvidos pelo público.

Outro assunto que nos preocupa é a cessão de horário para programas de torcidas organizadas, estes programas tem causado polêmicas e até morte entre torcidas rivais. Amigos o rádio continua sendo cultura. A pornografia, as músicas de duplo sentido, os palavrões, as sentenças imorais não estão disponibilizadas nos lugares mais refinados, os ouvidos dos ouvintes de rádio. Zelamos por uma programação mais humana, cultural, alegre e divertida, onde crianças e adultos possam se deleitar com que esta grande invenção, mas parece que alguns profissionais querem tirar proveito desse meio de comunicação para uma possível candidatura e outras vantagens que só o radialista egoísta, orgulhoso, invejoso, materialista e capitalista ao extremo pode auferir driblando as normas e regulamentos tanto das emissoras como do Código de Ética. Pensem nisso!

VITROLÃO NO RÁDIO AM?


Você já reparou como a antiga Ceará Rádio Clube mudou sua programação e como os programas "enlatados" não contemplam os interesses dos ouvintes? Predominam em seus programas o famoso vitrolão. Acho que os radialistas de nossa terra fazem melhor, tem improviso , sabem se relatar a fatos da nossa vida cotidiana e são bem melhores do que os importados. É uma pena que nossa tão querida Ceará Rádio Clube tenha sido levada a isto. O pior é que não temos para quem apelar, pois a direção da emissora não aceita críticas o que é triste em pleno século XXI

EMOÇÃO NO FIM DA CAMPANHA SOLIDÁRIOS EM AÇÃO


Foi muito interessante e carregada de emoção a finalização da campanha SOLIDÁRIOS EM AÇÃO da TV JANGADEIRO onde o depoimento dos jornalistas que fizeram matéria sobre a situação dos desabrigados da enchentes do Ceará foi carregada de muito profissionalismo, sensibilidade e emotividade condições essenciais para um bom jornalismo.
Tal campanha lembra os tempos áureos do rádio que poderia também ter usado sua popularidade para promover muita solidariedade que é uma marca dos ouvintes de rádio. Basta ver as campanhas humanitárias promovidas pela grande Inês Cabral que sempre tem guarida pelos ouvintes de rádio.