sexta-feira, 25 de setembro de 2009

merece atenção

HISTÓRIA DO RÁDIO NO CEARÁ

VEJA ESTE DEPOIMENTO SOBRE O RÁDIO

Há algum tempo meu avô e um primo meu que estava de férias em Barbalha(Ce), escutavam um programa de forró aos sábados na rádio Educadora do Crato. O programa era apresentado por Eloi Teles. E ele fazia um teatro. Era como se os ouvintes dele cativos estavam numa festa e "Seu" Eloi falava:
-Seu fulano de Tal como está? Já dançou muito?
Mais ou menos assim.
Meu primo vindo de São Paulo, pergunta pro meu avô:
-Tio, esse forró é bom demais. Sábado que vem vou lá!
Meu avô respondeu:
-Homem, isso é invenção do repórter! Ele tá falando da rádio.
É só conversa!
Com essa historinha, só queria dizer da grande magia que é o rádio
e da sua importância nas nossas vidas. Nós ouvintes ficamos imaginando como é o locutor ou locutora. Na narração de um jogo de futebol fazemos um filme de como é as jogadas.
Parabéns aos radialistas, ouvintes e ao rádio!

25 de Setembro de 2009 00:47 - ARIMATÉIA

Este depoimento está registrado no blog gentedemidia.blogspot.com e é a partir daí que vemos a importância do amigo rádio.

POR QUE HOJE É O DIA DO RÁDIO

O dia dedicado ao rádio

No dia 25 de setembro, data do nascimento de Roquete Pinto - o "Pai do Rádio Brasileiro" -, comemora-se o Dia do Rádio. Em 1923, Roquete fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos.

A primeira transmissão radiofônica em terras brasileiras, no entanto, já havia ocorrido no ano anterior, mais precisamente em 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.

De lá para cá, muita coisa mudou: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio (pesados, enormes e à válvula) aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de freqüência modulada (FM).

O inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi, que criou o seu "telégrafo sem fio", um modelo inicial que se desenvolveu até o sistema que conhecemos hoje. Em 1896, Marconi demonstrou a eficiência de seu aparelho numa transmissão na Inglaterra, do terraço do English Telegraphy Office para a colina de Salisbury. Ganhou do governo da Itália uma patente pela sua criação.

A história também cogita que um padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, tivesse sido o inventor do rádio. Em 1894, Roberto havia desenvolvido aparelho semelhante e efetuado a emissão e recepção de sinais a uma distância de oito quilômetros, do bairro de Santana para os altos da avenida Paulista, em São Paulo.

Fanáticos religiosos, contudo, cientes de que o padre brasileiro tinha pactos com o demônio, destruíram seu aparelho e suas anotações, o que atrasou o reconhecimento de sua criação pelas autoridades científicas. Só em 1900 Roberto conseguiu fazer uma demonstração pública de seu invento.

Retirado do site www.aticaeducacional.com.br


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PARA LER E COMENTAR

O novo rádio

22/09/09

No livro O Presidente Negro, de 1926, Monteiro Lobato se deixava levar pela grande novidade da época, o rádio, e dizia que as “ondas de radiação” seriam usadas para enviar mensagens, para trabalhar de casa e até mesmo para computar os votos de uma eleição. A primeira transmissão de rádio no Brasil havia sido feita quatro anos antes, no dia 7 de setembro de 1922.

Nos 87 anos seguintes, o título de tecnologia promissora foi para outros meios, como a TV e a internet. Mas há algo de diferente acontecendo com o rádio. Sem muito alarde, ele se tornou a primeira mídia multiplataforma de fato, justamente por causa das novas tecnologias.

O rádio está em qualquer lugar. Hoje ouvimos não apenas em casa ou no carro , mas no celular, na televisão e, principalmente, pela internet, em qualquer aparelho em que a conexão esteja disponível. Podemos sintonizar qualquer emissora do mundo. E dá até para fazer o download dos programas de rádio favoritos para ouvir no tocador de MP3, sem depender da transmissão ao vivo.

Isso tudo sem falar que qualquer um pode criar sua estação na internet para quem quiser escutar e que a rede oferece um território muito mais amplo de transmissão do que o espectro de radiofrequência regulado pela Anatel. “A rádio tradicional é pontual: transmitiu, acabou. Na internet, o conteúdo perpetua-se”, diz Ricardo Tacioli, da Cultura Brasil, versão online da antiga Cultura AM, uma das muitas rádios tradicionais que estão aprendendo a se reinventar com a internet.

Uma saída inteligente, se compararmos com setores como a indústria fonográfica, que preferiu brigar contra a internet a aprender a sobreviver no século 21.(Filipe Serrado e Tatiana de Mello Dias, do O Estado de S. Paulo).


retirado do site www.carosouvintes.org.br

UMA LEITURA INTERESSANTE...

Sem-Fio e Telecom - Criação

O brasileiro que inventou o rádio

25/07/2006 17:15

Por: Fábio Fernandes

Livro conta a história do padre brasileiro cientista genial que acreditava na comunicação sem fio.

Em que momento cai um mito? Quando, exatamente, deixamos de acreditar no que nos dizem os livros oficiais de história e mergulhamos a fundo nos fatos históricos, nos acontecimentos? Quando, para ficarmos apenas num exemplo, Tiradentes deixa de ser simplesmente “o mártir da independência” que lemos nos livros escolares para ser o conspirador revolucionário que foi envolvido numa trama complexa (também semi-ignorada pelos livros escolares, que chamam simplesmente a conspiração de “Inconfidência Mineira” e estamos conversados) e condenado à morte e à infâmia?

Nos últimos anos, uma série de ótimos livros têm colaborado para erradicar de uma vez por todas a idéia de que o brasileiro não tem memória. Ao que parece, essa idéia nunca passou de um mito, pois sempre há quem nos lembre de que somos muito mais do que o infame senso comum nos tenta fazer acreditar (quanto à questão de quem ajuda a disseminar esse senso comum, ou seja, de quem é o interesse que não tenhamos memória, isso será assunto para outro dia).

Que os leitores mais jovens do Webinsider não se espantem com esta diatribe inicial. Ela é conseqüência direta da educação de primeiro grau recebida pela geração que hoje está na casa dos quarenta (na qual acabei de entrar) e que pouco fez além de entupir as cabecinhas (que por isso mesmo ficaram um tanto cabeçudas) com dados e cognomes, bem à moda da historiografia positivista, cuja única preocupação era elaborar listas de fatos, sem lhes dar a devida análise e contextualização. E quantos nomes, por questões políticas, entre outras, não ficaram de fora dessas listas?

Um dos nomes esquecidos por décadas foi o do padre gaúcho Roberto Landell de Moura. E um livro que está ajudando a resgatar o nome desse inventor é Padre Landell de Moura – Um Herói sem Glória (Record). Escrito pelo jornalista Hamilton Almeida, Padre Landell de Moura… conta a história de um padre que não se contentou com o púlpito e a pregação religiosa. Seu rebanho era outro: a ciência.

Landell era antes de tudo um cientista. Na adolescência, como a maioria dos jovens de sua geração, era curioso pelos fenômenos não só biológicos como também elétricos – afinal, a eletricidade ainda era novidade no Brasil do final do século dezenove (Landell nascera em 1861). O tamanho de sua curiosidade e a amplitude das áreas do conhecimento que gostava de investigar podem ser aferidos por um simples fragmento de manuscrito: “…fiz algumas composições químicas, tais como a para extrair a cárie dos dentes. Construí um telefone. Fiz a autópsia de um gato, e estudei a influência que podia ter sobre ele a eletricidade atmosférica.” E arremata, só para humilhar: “Tinha, então, 16 anos.”

Um herói sem glória – até agora

Façam os cálculos. Landell nasceu em 1861. Seu telefone fora inventado, portanto, em 1877. A primeira experiência de Graham Bell com seu invento data de 1876, e o Imperador D. Pedro II (o primeiro brasileiro a possuir oficialmente um aparelho telefônico) só teria o seu telefone no ano seguinte. Praticamente ao mesmo tempo, portanto, que o jovem gaúcho de Porto Alegre, que, escusado dizer, não pertencia à nobreza nem tinha qualquer contato com Bell e muito menos com o imperador.

Perdoe-me a igreja católica, mas padre Landell era o diabo. Pintava e bordava – ou, seria melhor dizer, soldava e montava? Fosse como fosse, Landell acreditava piamente na comunicação a distância sem a necessidade de fios, e lutou durante anos para construir aparelhos que pudessem transmitir a voz humana e aperfeiçoar o sistema já existente de telefonia.

Não estava sozinho. Outros cientistas, como Nikola Tesla e Guglielmo Marconi, pensavam o mesmo. Tesla é o criador da corrente alternada, e trabalhou com Thomas Edison em uma série de projetos que envolviam emissão de ondas sem fio. Marconi não ficou atrás: obteve o apoio dos governos italiano e norte-americano (além de financistas britânicos) para a construção de antenas e transmissores.

Landell tinha uma coisa em comum com Tesla e Marconi, além da perserverança: assim como eles, também foi para os Estados Unidos, certo de que a famosa Terra das Oportunidades seria o lugar ideal para mostrar seus inventos. Conseguiu patentear uma série deles, mas não conseguiu expô-los.

Em 1900, no alto de Santana

Seria pior no Brasil. Embora, em 1900, uma experiência bem-sucedida de transmissão de som tivesse acontecido no alto de Santana, na cidade de São Paulo (noticiada inclusive pelo Jornal do Commercio), os aparelhos de padre Landell não foram levados a sério em seu próprio país. Por isso passou o ano de 1904 nos EUA para patentear seus principais inventos: o “Wireless Telegraph” (telégrafo sem fio), o “Wireless Telephone” (telefone sem fio), e o “Wave Transmitter” (transmissor de ondas). As patentes foram obtidas, mas a duração delas era limitada (17 anos), e ninguém manifestou interesse em comercializá-las. Cientistas como Marconi não acreditavam na viabilidade dos sistemas utilizados por Landell. Um deles? A transmissão por ondas de luz.

Hoje considerado (mais um clichê positivista) “um homem à frente de seu tempo”, Landell não foi tratado como deveria. Embora não tivesse conseguido apoio nem dos governos nem da própria igreja, padre Landell continuou vivendo dentro dos cânones católicos. Chegou a se tornar monsenhor um ano antes de morrer, em 1928.

Patentes venceram e foram usadas

E ainda tomou conhecimento de que suas invenções, findo o prazo de duração das patentes, foram apropriadas pelos americanos. Em entrevista a um jornal brasileiro, declarou que não era menos feliz por isso. “Eu vi sempre nas minhas descobertas uma dádiva de Deus”, acrescentando que sempre trabalhara pelo bem da humanidade. Padre Landell não queria dinheiro: queria apenas o merecido reconhecimento por ter feito parte da história das telecomunicações.

O livro de Hamilton Almeida contém relatos detalhados e excertos dos manuscritos de Landell. É uma excelente fonte de informação para cientistas, coleguinhas da imprensa e todo e qualquer brasileiro que (sem nacionalismos exacerbados, por favor) deseje conhecer algo mais a respeito de um homem que deu a vida pela ciência num país que está pouco se lixando para seus gênios.

Sobre o Autor

Fábio Fernandes (zeroabsoluto@gmail.com) é jornalista, escritor e tradutor.

Url original: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/07/25/o-brasileiro-que-inventou-o-radio/
Publicada em: 25/07/2006 17:15
Impresso em: 22/09/2009
vtardin@webinsider.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

estamos nessa...

PARA CONHECER

Guglielmo Marconi (Bolonha, 25 de abril de 1874Roma, 20 de julho de 1937) foi um físico italiano.

Inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios, em 1896. Marconi plagiou estudos apresentados em 1897 por Nikola Tesla para em 1899 realizar a primeira transmissão pelo canal da mancha. A teoria de que as ondas electromagnéticas poderiam propagar-se no espaço, formulada por James Clerk Maxwell, e comprovada pelas experiências de Heinrich Hertz, em 1888, foi utilizada por Marconi entre 1894 e 1895. Ele tinha apenas vinte anos, em 1894, quando transformou o celeiro da casa onde morava em laboratório e estudou os princípios elementares de uma transmissão radiotelegráfica, uma bateria para fornecer eletricidade, uma bobina de indução para aumentar a força, uma faísca elétrica emitida entre duas bolas de metal gerando uma oscilação semelhante as estudadas por Hertz, um Coesor, como o inventado por Branly, situado a alguns metros de distância, ao ser atingido pelas ondas, acionava uma bateria e fazia uma campainha tocar.

Em 1896, foi para a Inglaterra, depois de verificar que não havia nenhum interesse por suas experiências na Itália. Em 1899, teve sucesso na transmissão sem fios do código Morse através do canal da Mancha. Dois anos mais tarde, conseguiu que sinais radiotelegráficos (a letra S do código Morse) emitidos de Inglaterra, fossem escutados claramente em St. Johns, no Labrador, atravessando o Atlântico Norte. A partir daí, fez muitas descobertas básicas na técnica radio. Em 1909, recebeu, com Karl Ferdinand Braun, o Nobel de Física, no mesmo ano 1,7 mil pessoas são salvas de um naufrágio graças ao sistema de radiotelegrafia de Marconi.em 1912 a companhia de marconi já produzia aparelhos de rádio em larga escala, particularmente para navios. Em 1915, durante e depois da primeira guerra mundial assumiu várias missões diplomáticas em nome da Itália, em 1919 foi o delegado italiano na Conferência de paz de Paris.

Em sua infância, passava muito tempo viajando com a sua mãe Annie, que adorava a região do porto de Livorno, na costa oeste da Itália, onde vivia sua irmã, dessas viagens a Livorno, surge o amor de Marconi pelo mar. Em livorno estava instalada uma academia da marinha real italiana, a Regia Marina, Marconi tinha o incentivo do pai(Giusepe) para entrar na academia naval, mas não conseguiu, no entanto, seu amor pelo mar o acompanhou durante toda vida. Em 1920 partiu para sua primeira viagem no "Elettra", um navio de 61m que comprou e equipou para ser seu laboratório no estudo de ondas curtas e também seu lar, além da família, as cabines do Elettra vivia cheias de visitantes ilustres, entre eles os reis da Itália, da espanha e George V e a Rainha Mary da inglaterra, as festas no Elettra ficaram famosas pelas músicas transmitidas pelo Rádio diretamente de Londres. A empresa de Marconi montou o novo Imperial Wireless Scheme", destinado a montar estações de ondas curtas em todo território britânico. Em 1929, em reconhecimento por seu trabalho, recebeu do rei da Itália o título de marquês. em 12/10/1931 acendeu, apertando um botão em Roma, as luzes do Cristo redentor na noite de inauguração da estátua.

Em Outubro de 1943, a Suprema Corte dos EUA considerou ser falsa a reclamação de Marconi que afirmava nunca ter lido as patentes de Nikola Tesla e determinou que não havia nada no trabalho de Marconi que não tivesse sido anteriormente descoberto por Tesla. Infelizmente, Tesla tinha morrido nove meses antes.

No entanto, e muito embora Marconi não tenha sido o inventor de nenhum dispositivo em particular (ao usar a bobina de Ruhmkorff e um faiscador na emissão, repetiu Hertz, e usou o radiocondutor de Branly na recepção, acrescentando a antena de Popov a ambos os casos) parece ser possível afirmar que Marconi é, na verdade, o inventor da rádio, visto que ninguém, antes dele, teve a ideia de usar as ondas hertzianas com o objectivo da comunicação (exceto Landell de Moura).

Fonte: Wikipedia