quarta-feira, 23 de setembro de 2009
PARA CONHECER
Inventor do primeiro sistema prático de telegrafia sem fios, em 1896. Marconi plagiou estudos apresentados em 1897 por Nikola Tesla para em 1899 realizar a primeira transmissão pelo canal da mancha. A teoria de que as ondas electromagnéticas poderiam propagar-se no espaço, formulada por James Clerk Maxwell, e comprovada pelas experiências de Heinrich Hertz, em 1888, foi utilizada por Marconi entre 1894 e 1895. Ele tinha apenas vinte anos, em 1894, quando transformou o celeiro da casa onde morava em laboratório e estudou os princípios elementares de uma transmissão radiotelegráfica, uma bateria para fornecer eletricidade, uma bobina de indução para aumentar a força, uma faísca elétrica emitida entre duas bolas de metal gerando uma oscilação semelhante as estudadas por Hertz, um Coesor, como o inventado por Branly, situado a alguns metros de distância, ao ser atingido pelas ondas, acionava uma bateria e fazia uma campainha tocar.
Em 1896, foi para a Inglaterra, depois de verificar que não havia nenhum interesse por suas experiências na Itália. Em 1899, teve sucesso na transmissão sem fios do código Morse através do canal da Mancha. Dois anos mais tarde, conseguiu que sinais radiotelegráficos (a letra S do código Morse) emitidos de Inglaterra, fossem escutados claramente em St. Johns, no Labrador, atravessando o Atlântico Norte. A partir daí, fez muitas descobertas básicas na técnica radio. Em 1909, recebeu, com Karl Ferdinand Braun, o Nobel de Física, no mesmo ano 1,7 mil pessoas são salvas de um naufrágio graças ao sistema de radiotelegrafia de Marconi.em 1912 a companhia de marconi já produzia aparelhos de rádio em larga escala, particularmente para navios. Em 1915, durante e depois da primeira guerra mundial assumiu várias missões diplomáticas em nome da Itália, em 1919 foi o delegado italiano na Conferência de paz de Paris.
Em sua infância, passava muito tempo viajando com a sua mãe Annie, que adorava a região do porto de Livorno, na costa oeste da Itália, onde vivia sua irmã, dessas viagens a Livorno, surge o amor de Marconi pelo mar. Em livorno estava instalada uma academia da marinha real italiana, a Regia Marina, Marconi tinha o incentivo do pai(Giusepe) para entrar na academia naval, mas não conseguiu, no entanto, seu amor pelo mar o acompanhou durante toda vida. Em 1920 partiu para sua primeira viagem no "Elettra", um navio de 61m que comprou e equipou para ser seu laboratório no estudo de ondas curtas e também seu lar, além da família, as cabines do Elettra vivia cheias de visitantes ilustres, entre eles os reis da Itália, da espanha e George V e a Rainha Mary da inglaterra, as festas no Elettra ficaram famosas pelas músicas transmitidas pelo Rádio diretamente de Londres. A empresa de Marconi montou o novo Imperial Wireless Scheme", destinado a montar estações de ondas curtas em todo território britânico. Em 1929, em reconhecimento por seu trabalho, recebeu do rei da Itália o título de marquês. em 12/10/1931 acendeu, apertando um botão em Roma, as luzes do Cristo redentor na noite de inauguração da estátua.
Em Outubro de 1943, a Suprema Corte dos EUA considerou ser falsa a reclamação de Marconi que afirmava nunca ter lido as patentes de Nikola Tesla e determinou que não havia nada no trabalho de Marconi que não tivesse sido anteriormente descoberto por Tesla. Infelizmente, Tesla tinha morrido nove meses antes.
No entanto, e muito embora Marconi não tenha sido o inventor de nenhum dispositivo em particular (ao usar a bobina de Ruhmkorff e um faiscador na emissão, repetiu Hertz, e usou o radiocondutor de Branly na recepção, acrescentando a antena de Popov a ambos os casos) parece ser possível afirmar que Marconi é, na verdade, o inventor da rádio, visto que ninguém, antes dele, teve a ideia de usar as ondas hertzianas com o objectivo da comunicação (exceto Landell de Moura).
Fonte: Wikipediaterça-feira, 22 de setembro de 2009
Emissoras tradicionais se voltam para a internet
legítimas representantes da velha mídia, as rádios tradicionais estão rebolando para chegar ao novo público – aquele que já não fica sentado esperando a informação chegar. Não tem jeito: a internet é um caminho sem volta. E, para chegar às pessoas hoje, é preciso mergulhar na rede. A Rádio Cultura AM, de São Paulo, passou por uma grande mudança na semana passada. Seu site simples de uma só página deu lugar a um novo, cheio de conteúdo e com a transmissão ao vivo dos estúdios. “Nossa ideia é conquistar novos públicos. Transmitindo só em AM, ficamos longe dos jovens. Eles vão direto à FM, às vezes nem isso”, disse ao Link Gioconda Bordon, diretora de rádio da Cultura.
legítimas representantes da velha mídia, as rádios tradicionais estão rebolando para chegar ao novo público – aquele que já não fica sentado esperando a informação chegar. Não tem jeito: a internet é um caminho sem volta. E, para chegar às pessoas hoje, é preciso mergulhar na rede. A Rádio Cultura AM, de São Paulo, passou por uma grande mudança na semana passada. Seu site simples de uma só página deu lugar a um novo, cheio de conteúdo e com a transmissão ao vivo dos estúdios. “Nossa ideia é conquistar novos públicos. Transmitindo só em AM, ficamos longe dos jovens. Eles vão direto à FM, às vezes nem isso”, disse ao Link Gioconda Bordon, diretora de rádio da Cultura.
O investimento no campo digital passou pelo rebatismo da rádio – que agora se chama Cultura Brasil – e pela mudança na programação, profundamente influenciada pela interatividade do Radar Cultura, programa em que o público escolhe a programação. O programa era circunscrito a três horas diárias na programação da rádio, mas caiu no gosto do público: com 14 mil cadastrados e 2.500 acessos diários, os ouvintes (ou internautas) opinam, votam e até enviam programas para tocar no rádio. E grande parte deles ouve a rádio pela internet, bem longe de aparelhos que captam ondas AM. A rádio pretende, no futuro, desenvolver aplicativos para celular. A última moda das emissoras, aliás, é criar aplicativos do iPhone para que elas possam ser sintonizadas no celular da Apple que, curiosamente, não tem antena de rádio. A transmissão é feita pela internet, usando a rede de dados da operadora ou uma conexão Wi-Fi.
A verdade é que o rádio está sendo o melhor exemplo de integração completa da velha mídia, analógica, com a nova, digital. E as emissoras estão muito contentes com isso, esperando encontrar um novo público, mais amplo, e desenvolver novas ferramentas integradas com a web e o celular. Por estes motivos, nesta semana o Grupo de Profissionais de Rádio (GPR) promove um seminário em São Paulo para discutir o rádio na internet (mais informações pelo site http://www.gpradio.com.br/). “A internet ampliou a cobertura do rádio e conquistou uma audiência que nunca teve. As pessoas, mesmo no trabalho, continuam ouvindo a programação durante o dia, o que antes era impossível. Comercialmente muda muito. O desafio agora é saber como medir essa audiência nova”, disse Mariangela Ribeiro, uma das diretoras do GPR e organizadora do seminário. Não há números consolidados, mas um estudo do Comitê Gestor da Internet aponta que 42% dos internautas ouvem rádio na web. O mesmo dado é verificado em outra pesquisa, patrocinada pela Deloitte, chamada O Futuro da Mídia. De acordo com ela, os brasileiros gastam, em média, 2,3 horas por semana ouvindo rádio na web. Sobre o método favorito de ouvir música, 14% disseram preferir ouvir emissoras AM/FM; 12%, em rádios na internet; e 10% usam o telefone celular.
De acordo com o Ibope/Netratings cerca de 2,5 milhões de pessoas visitaram sites de rádios em agosto, 6,6% dos internautas ativos no mês, no trabalho e ou em casa.Segundo Miriam Chaves, diretora executiva da Rádio Eldorado, 40% dos ouvintes da emissora também costuma ouvir a programação pela internet. “Mesmo quem ouve música no iPod quer descobrir novas músicas ou saber quais são as notícias do momento. E eles buscam isso no rádio. Está se criando uma nova cultura de audiência, daquelas pessoas que começam a ouvir fora dos horários convencionais, no trabalho ou até de madrugada. Isso obriga a repensar a programação”, afirma.
A transformação do rádio com as tecnologias digitais passa também pelas ferramentas que promovem a participação dos ouvintes. O que antes era feito por meio de cartas e telefonemas, agora ocorre via celular ou computador: emissoras permitem que as pessoas enviem mensagens de texto, e-mail e até tweets com comentários, perguntas, sugestões – e com muito mais agilidade. A participação do público serve de apoio para o próprio programa. Além disso, os sites das rádios começam a explorar os recursos digitais. Muitas emissoras já transmitem ao vivo a gravação em vídeo dos estúdios, colocam playlists de músicas dividas por gênero e algumas até permitem que o usuário vote na programação das músicas. A internet também abriu uma nova oportunidade para rádios AM, antes sujeitas a um áudio de baixa qualidade. “A web é uma forma de ampliar e popularizar nosso canal. Mas acredito que outros formatos continuarão. O ouvinte tem a necessidade de ser um pouco conduzido”, diz [TEXTO]Alceu Maynard, produtor do Radar Cultura.
Uma da principais ferramentas do Território Eldorado, o site da Rádio Eldorado, é o Mural dos jogos de futebol que vai ao ar sempre que começa uma transmissão na rádio, no endereço www.territorioeldorado/futebolaovivo. Ao mesmo tempo em que se ouve a narração do jogo, é possível acompanhar no Mural todo o conteúdo do site ligado ao futebol, como o chat com os internautas, comentários para os narradores e ver o resumo do jogo, lance a lance, feito pelo portal Estadao.com.br.
Desde que inaugurou a nova plataforma online, o site da Rádio Eldorado aumentou as visitas em 300%, de acordo com a diretora executiva Miriam Chaves. Para ouvintes que procuram música, há playlists de artistas e gêneros específicos. No site ou por meio de um aplicativo instalado no computador (conhecido como ‘widget’) é possível acompanhar a programação ao vivo da rádio, tanto AM quanto FM.
Os shows de programas como Sala do Professor Buchanas e Grandes Encontros também têm transmissão ao vivo, em vídeo, pela internet. Em alguns modelos de celulares da Nokia, que vem com o programa para ouvir rádio pela internet, também é possível sintonizar a Eldorado. Mas o telefone móvel ainda ganhará mais novidades neste semestre. Serão lançados um aplicativo para o iPhone e um canal de comunicação pelo celular, para que os ouvintes enviem mensagens de texto ou deixem recados de voz discando pará um número da rádio. “Como a AM é difícil de ouvir, com a internet valorizamos o jornalismo e a produção de futebol feita pela Eldorado. A web é a salvação da AM”, disse Miriam Chaves. (Filipe Serrano e Tatiana de Mello Dias, do O Estado de São Paulo)
PARA REFLETIR
“... hoje as invenções modernas ainda são o telefone, o avião, o rádio...” palavras de Bob Dylan que li, não lembro aonde.(www.lucianopires.com.br)
VEJA ESTE COMENTÁRIO POSTADO NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA.
Francisco Assis Santana, Contador - Fortaleza
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
HISTÓRIA DO RÁDIO - VEJA ALGUMAS INFORMAÇÕES HISTÓRICAS SOBRE O AMIGO RÁDIO
UMA BREVE HISTÓRIA DO RÁDIO AM NO BRASIL
1893 - ORIGEM DO RÁDIO - O gaúcho Roberto Landell de Moura descobre as transmissões de rádio. No entanto, o italiano Guglielmo Marconi é oficialmente tido como o criador do rádio. Uma polêmica comparável a de Santos Dumont contra os irmãos Wright. Clique aqui para saber um pouco da vida de Landell de Moura.
1919-1923 - Outra polêmica envolve o surgimento da primeira emissora de rádio no Brasil. Oficialmente se credita à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, o pioneirismo, em 1923. Mas a Rádio Clube de Pernambuco (até hoje no ar), de Recife, quatro anos antes já realizou suas primeiras transmissões radiofônicas.
Anos 20 - Nessa época, o rádio funcionava sem fins comerciais. Não havia ainda a chamada publicidade no rádio, que só viria em 1927 e ganharia fôlego nos anos 30. Antes disso, haviam as chamadas "rádios clubes" ou "rádios sociedades", ou seja, rádios com programação elitista e raio de irradiação limitado, organizadas por pessoas da alta burguesia, que além de sustentarem as emissoras, forneciam suas coleções de discos, geralmente de música clássica.
1936 - Surge a Rádio Nacional, PRK-30, no Rio de Janeiro. Ela se tornaria um marco na história do rádio, com seus programas de auditório, suas comédias e suas radionovelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação, gravada e dias depois transmitida, em outras cidades brasileiras. Clique aqui para ler um texto do jornalista carioca Sérgio Cabral sobre o auge da Rádio Nacional.
1938 - Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que décadas depois seria a rádio AM mais popular do país, renovando o fôlego do rádio que havia sido abalado com o surgimento da televisão. Na época, estava vigente a ditadura do presidente Getúlio Vargas, denominada de Estado Novo, e o ditador aproveitou o poder do rádio (copiando a eficácia do veículo na propagação do nazismo na Alemanha) para desenvolver uma imagem positiva do governo, associada à cultura e os anseios imediatos do povo.
Década de 40 - Os anos dourados do rádio brasileiro. A cultura brasileira viveu um de seus melhores momentos, apesar dos primeiros anos da década estarem relacionados ao duro governo do Estado Novo. Todavia, as canções populares e os programas de auditório tiveram seu grande período de criatividade e popularidade, fazendo do rádio, sobretudo da Nacional, um dos veículos mais prestigiados no Brasil. Muitos dos comunicadores, criadores e produtores que vieram fazer a história da comunicação e das artes surgiram neste período e alguns se encontram até hoje ativos no rádio e na televisão.
Década de 50 - Surge a televisão e o rádio é obrigado a se transformar. Surgem as primeiras transmissões de radiojornalismo e as transmissões esportivas, que apareceram nos anos 30, se multiplicam e ganham mais popularidade. Apesar da ameaça, o rádio AM, mesmo no final dos anos dourados e abandonando os programas de auditório que migraram para a TV, continuou forte e bastante popular.
1955 - Outra polêmica envolve a origem do rádio FM. A Rádio Clube reivindica o pioneirismo da Frequência Modulada já no final dos anos 30. A Rádio Imprensa, do Rio de Janeiro, veio nos anos 50. Em caráter experimental, a Rádio Imprensa foi fundada pela empresária Anna Khoury e nos primeiros anos sua transmissão era limitada às instalações da emissora. A Imprensa durou 45 anos, e na virada do milênio, em dezembro de 2000, foi extinta, dando lugar à Jovem Pan Rio, uma associação de Marlene Mattos, empresária da Xuxa, com o apresentador Luciano Huck.
Década de 60 - O rádio AM assume as caraterísticas atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Se popularizam os programas esportivos e os policiais e, num outro segmento, surgem as AMs de hit-parade, antecipando o formato "adulto contemporâneo" das FMs. A Rádio Tamoio AM, do Rio de Janeiro, era uma delas.
1969 - O Ministério das Comunicações havia surgido em 25 de fevereiro de 1967. Com a ditadura militar planejando um grande esquema de censura e manipulação ideológica, o rádio AM é incluído entre as instituições e pessoas físicas consideradas "subversivas". Surge o rádio FM, arma usada pela ditadura para promover a alienação da população, não somente pela programação musical, mas pelos arremedos de programação AM que eram transmitidos sobretudo no interior do país.
Anos 70 - O rádio AM, que era tido como "subversivo" em 1969, nos anos posteriores a 1974, quando a ditadura se afrouxou, através do governo Ernesto Geisel, passou a ser considerado como o rádio de "brega". Apesar disso, sua popularidade e credibilidade continuavam intatas e a juventude ainda ouvia as emissoras AM. Na segunda metade da década, o rádio FM entra num crescimento surpreendente, mas ainda não conseguiu ameaçar o universo das AMs.
Anos 80 / Primeira Metade - A princípio o rádio AM continua com popularidade similar a dos anos 70. Mas o rádio FM avança em popularidade crescente, sobretudo entre os jovens. A segmentação das FMs em estilos musicais diferentes começa a ser uma realidade, com rádios de adulto contemporâneo de diversos níveis, como o pop (que inclui música romântica e disco music) e o sofisticado (somente jazz, blues, soft rock e MPB), além da popularização das rádios de rock a partir da Fluminense FM (Niterói) e 97 FM (ABC paulista), entre outras.
Anos 80 / Segunda metade - O rádio AM, em 1985, sofre um duro golpe, tanto pelo esnobismo de jovens abastados, que tinham preconceito a coisas antigas, quanto pela politicagem, através das concessões de rádio e TV promovidas pelo governo Sarney a todos aqueles que, políticos ou não, apoiavam a politicagem da direita brasileira. Muitos donos de rádio FM, incompetentes para o rádio, acabaram expandindo os arremedos de rádio AM nas FMs.
1990 / 2000 - Época da promiscuidade do rádio. O rádio AM sofre um preconceito cada vez maior e a segmentação das FMs se dilui e, muitas vezes, se descarateriza em prol da mesmice do comercialismo. Os efeitos nocivos da politicagem do governo Sarney surgem, não apenas no rádio do interior do país, mas em muitas FMs "idôneas" que seguem um perfil neoliberal moderado.
2001 - Uma nova tecnologia pode surgir. É a tecnologia digital, que dará um som mais potente à Amplitude Modulada. Chiados e "pipocamento" serão eliminados e o som será tão bom quanto o FM. É prevista uma revolução radiofônica que pode reverter a migração da programação AM para as FMs, causando o processo inverso, e pode até atrair interesse de quem se recusava radicalmente a investir no rádio AM. Com o AM digital, um novo fôlego para o AM será enfim dado.
nota: Estas informações foram encontradas na Internet com nome de ALEXANDRE FIGUEIREDO.