terça-feira, 15 de setembro de 2009

UMA LEITURA INTERESSANTE...


MÍDIA RADIOFÔNICA
87 anos de radiodifusão no Brasil. E agora?
Por Cláudia Figueiredo Modesto em 8/9/2009
O rádio, este senhor que completa 87 anos, teve sua primeira transmissão oficial nas comemorações do centenário da Independência do Brasil, em 1922, no Rio de Janeiro. Em 20 de abril de 1923, Edgard Roquette-Pinto, considerado o "pai do rádio brasileiro", inaugurou a primeira emissora oficial de rádio no país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, atual Rádio MEC, com o objetivo de difundir a cultura e a educação no Brasil. Ele foi o primeiro a perceber a importância do rádio como a forma de comunicação popular e democracia cultural em nosso país. Roquette-Pinto imaginou uma programação de rádio educativa, dedicada a finalidades científicas e sociais. E, com o lema "Pela cultura dos que vivem em nossa terra, pelo progresso do Brasil", a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro iniciou suas transmissões no dia 1° de maio do mesmo ano.
Muitos dos que assistiram aquela transmissão de 7 de setembro se tornaram entusiastas do veículo e fundaram outras emissoras pelo país. E assim, as emissoras de rádio foram proliferando pelo Brasil afora, chegando aos lugares mais remotos, onde as pessoas nunca tinham ouvido falar daquela "caixinha mágica".
Na década de 20, as emissoras eram mantidas por sócios, através de mensalidades. Por isso, muitas receberam os nomes de Rádio Sociedade ou Rádio Clube. O ano de 1925 marca o início do caminho da educação ligada ao rádio. "Começaram as transmissões de aulas de geografia, história do Brasil, higiene, aulas de português, francês, história natural, física e química. Estava implantado o embrião do que, no futuro, viria a se transformar no Projeto Minerva" (Rádio MEC).
A chegada da televisão
Somente na década de 30, as rádios passam a ter caráter comercial, através de um decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. E foi a partir daí que a arrecadação financeira dos associados foi substituída pela contribuição financeira dos anunciantes. Vieram então os programas de auditório e o rádio iniciava sua fase espetacular, com programas de auditório e, mais tarde, de radionovelas e esportes.
As décadas de 40 e 50 são consideradas a "época de ouro do rádio", com grandes apresentações de orquestras, radioteatro, concursos de calouros e de cantores, além dos programas de auditório. Em 1941, é veiculada a primeira radionovela, Em Busca da Felicidade, pela Rádio Nacional. No mesmo ano, também na Rádio Nacional, surge o Repórter Esso, principal veículo de informação sobre os fatos internacionais, sobretudo a Segunda Guerra Mundial.
Na década de 60, o rádio perde seu elenco para a televisão. Apesar de inaugurada em 1950, a TV só passa a fazer frente ao rádio a partir dos anos 60. Desde então, o rádio se reinventa para sobreviver. O rádio AM assume as características atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Também nos anos 60, o rádio FM (cuja primeira transmissão experimental foi em 1955) ganha força em regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste), seguindo o formato musical. No repertório se encontravam a chamada música ambiente (orquestrada, mas sem compromissos eruditos), música romântica e música clássica.
Primeira emissora all news
Já nos anos 70, com o avanço das emissoras musicais FMs, o rádio AM passa a ser considerado "brega". Durante esta década, o rádio FM começa a adotar diferentes perfis através da segmentação musical.
Na década de 80 esta segmentação se torna mais contundente, através de estilos musicais diferentes: rock, light, MPB, pop e jazz. O rádio AM seguia com programas de utilidade pública e prestação de serviços à comunidade, mas as primeiras comparações entre o som estéreo do FM e o áudio mono do AM começam a pipocar.
Na década de 90, as emissoras de rádio AM começam a ser compradas por grupos religiosos dos mais diversos, desde a Igreja Católica e diversas Igrejas Evangélicas, até algumas que investem numa programação do tipo "sai capeta". Em 1° de outubro de 1991, surge a primeira emissora all news, a CBN. Também nesta década, o movimento das rádios comunitárias se mostra uma alternativa à tendência de formação de grandes redes nacionais, que concentram a produção radiofônica nos grandes centros e a reproduz para as afiliadas da rede por todo o país, perdendo o caráter local do rádio e dando lugar ao global, sem levar em conta diversidades, regionalismos e a multicultura.
Uma "mina abandonada"
Nos primeiros anos do século 20, surgem as primeiras emissoras de rádio transmitidas pela internet. E uma nova tecnologia é discutida a favor do rádio: a transmissão digital, que ainda não saiu do papel. Com esta tecnologia, o som do rádio AM será tão bom quanto o do FM e poderá dar um novo fôlego ao veículo.
Apesar de sua morte ter sido anunciada várias vezes durante esses anos, o rádio continua provocando encantamento para quem o escuta. Ainda hoje, o rádio continua sendo um dos principais veículos de informação e credibilidade da população, além de ser, para muitos, o companheiro fiel de todas as horas. Porém, é um instrumento de cidadania subutilizado.
Atualmente, pouco ou nada se faz pela educação através das ondas do rádio, propósito pelo qual foi idealizado. Nem mesmo todas as rádios educativas se prestam a este papel. Muitas estão mascaradas pelo rótulo de educativas, mas operam como emissoras comerciais. Falta fiscalização. Falta comprometimento.
Falar das emissões contemporâneas é assunto não desejado entre aqueles que acompanharam as gloriosas histórias do rádio no Brasil. Há uma unanimidade em proclamar a decadência das programações, muitas vezes, atribuídas aos donos das emissoras que não querem investir e que, na maioria das vezes, são leigos em rádio.
Quando o cineasta Peter Bogdanovich, numa entrevista que fez com o também cineasta Orson Welles (aquele da famosa irradiação de Guerra dos Mundos), lhe pergunta: "E o rádio de hoje?", Welles responde: "O rádio de hoje é uma mina abandonada." Orson Welles tem razão (BARBOSA, 2004, p. 137).
Referência bibliográfica
BARBOSA, Fernando Antônio Mansur. "Rádio – um veículo sub-utilizado? Conversando sobre aspectos da comunicação radiofônica no Rio de Janeiro". Tese de doutorado em Comunicação e Cultura. Escola de Comunicação – UFRJ. Rio de Janeiro. 2004. 315p.
RÁDIO MEC. "Uma história de ética e pioneirismo". Disponível em
http://www.radiomec.com.br/70anos/intro.htm Acesso em 25/03/2009.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PARA REFLETIR E AGIR...


O MEU PAÍS -
Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves
Canta: Zé Ramalho.

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o Brasil em mil Brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

UM POUCO DE HISTÓRIA DO RÁDIO

Na Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário da Independência do Brasil, foi realizada a primeira transmissão radiofônica do país. A Westinghouse Electric, junto com a Companhia Telefônica Brasileira, instala no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, uma estação de 500 W, inaugurada com um discurso do presidente Epitácio Pessoa. Seguem-se emissões de música lírica, conferências e concertos, captados pelos 80 aparelhos de rádio distribuídos pela cidade.
Histórico . As primeiras transmissões de rádio são do século 19, mas só depois da Primeira Guerra a radiodifusão chegou, de fato, à população civil. A Westinghouse, empresa americana que fabricava os aparelhos para as tropas europeias, se viu com um excedente encalhado. Para evitar o prejuízo, a empresa instalou uma grande antena no pátio da fábrica e transmitiu música aos moradores de um bairro de Pittsburgh, deu certo, e os aparelhos foram vendidos.
No Brasil, o rádio só se tornou popular, uma década depois daquele feriado de 7 de Setembro.
Fonte: Aventuras na História e História do Rádio no Brasil

PARA ONDE VAI NOSSO RÁDIO???

Com tantas mudanças indesejadas e com tanto desrespeito aos seus usuários para vai nosso rádio???

domingo, 13 de setembro de 2009

UMA HOMENAGEM A UMA ESCOLA REALMENTE DIFERENTE...

CAMINHOS DA ALEGRIA DE APRENDER


Todos os dias quando andamos em nossos carros pela avenida Treze de Maio verificamos um movimento pendular que talvez não tenha significado para os insensíveis ou para os que não compreendem os milagres da educação. No meio da viagem vemos adolescentes caminhando com alegria , com orgulho e muita satisfação de ir e voltar a uma Escola onde são bem atendidos e tratados como gente. Nesta premissa do grande Paulo Freire que nos ensinou que todos que fazem a Escola são gente sentimos um quê de alegria e ao mesmo tempo de tristeza por saber como a educação , os educadores e os alunos são tratados pela sociedade.
O que faz como que esses jovens de diversas idades, sonhos e esperanças façam esta caminhada de peregrinação em meio a uma calçada como tanta alegria e orgulho de ser da Escola Pública e mesmo sem apoio caminham em direção a sua Escola? Parece – nos que há algo nesta Instituição de ensino que atrai estes jovens e lhes dá alegria de ir até ela. O nome desta fórmula é simples de decifrar: uma pitada de compromisso de seus educadores , uma direção que acredita no que faz e mobiliza a todos que estão no ambiente escolar a fazer uma educação diferente e num só instante temos aí um ambiente de milagres que mistura a alegria de crescer intelectualmente e ter vida digna. O trabalho dos professores que acontece às vezes silenciosamente na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra e de encher o coração dos que acreditam na educação de ânimo e alegria.
Resta aos que administram o Poder Público acreditar nesta Escola, valorizar seus educadores e dar a esses jovens condições mínimas que os façam acreditar na vida e ter certeza de que há compromisso com aqueles que querem que o mundo mudem e tem esperança no novo em meio a tantas incertezas e desencorajamento para que a Educação realmente aconteça. Por que não divulgam o lado bom da Escola Pública? Por que não dão a esses jovens condições de chegar á Escola? Sabemos que muitos às vezes deixam a Escola por não ter dinheiro para pagar o transporte para se educar?O problema da educação está com certeza na Sociedade que não quer que ela aconteça e deixa tiranos administrarem as políticas de Educação Pública sem pensar em qualidade, cidadania e respeito que os que fazem nossas escolas merecem e tem de ter para gerar trabalhos como este que sabemos que é feito às duras penas e com o mínimo reconhecimento. Parabéns ao ADAUTO BEZERRA um caso concreto de denodo e amor à causa da Educação. Parabéns a esses peregrinos que nas ruas da cidade estão mostrando que o jovem tem compromisso e quando respeitado produz coisas maravilhosas de forma silenciosa porém com mensagens fortes e que certamente precisam ser mostradas, analisadas e, sobretudo reconhecidas.

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA
PROFESSOR

OUVINTES NA PRAÇA

No próximo dia 19 a ASSOCIAÇÃO DE OUVINTES DE RÁDIO estará realizando no Praça do Ferreira um dia especial onde procurará comemorar o DIA DO OUVINTE DE RÁDIO com prestação de serviços, exposição de rádios antigos e tribuna livre para dizermos o que pensamos do rádio. Participe você merece falar e comemorar seu dia como usuário de um meio de comunicação que merece respeito.

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO

Acontece em Brasília, de 1º a 3 de dezembro, com o tema Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital, a primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Reúne delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e por representantes do poder público. Dizia Paulo Freire que toda comunicação é uma comunicação de algo, feita em favor ou na defesa, sutil ou explícita, de algum ideal, contra algo ou contra alguém nem sempre claramente referido. Hoje o grande desafio é uma comunicação dialógica, em que o agente principal da comunicação seja a transformação da sociedade com o seu meio. Portanto falar da conferência é falar da possibilidade de revermos conceitos, preceitos e preconceitos estabelecidos nesta sociedade midiática, consumista e excludente. Por isso é fundamental se inteirar e participar do debate. Veja também: www.proconferencia.com.br
retirado do site www.mundojovem.pucrs.br