segunda-feira, 31 de agosto de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

só lembrando...


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para ler e debater no rádio

animais em extinção
Leonardo Boff

Qual será o futuro de nossos netos?

28 Ago 2009 - 02h06min

Olhando meus netos brincando no jardim, saltitando como cabritos, rolando no chão e subindo e descendo árvores surgem-me dois sentimentos. Um de inveja: já não posso fazer nada disso com as quatro próteses que tenho nos membros inferiores. E outra de preocupação: que mundo irão enfrentar dentro
de alguns anos?

Os prognósticos dos especialistas mais sérios são ameaçadores. Há uma data fatídica ou mágica sempre aventada por eles: o ano 2025. Quase todos afirmam: se nada fizermos ou não fizermos o suficiente já agora, a catástrofe ecológico-humanitária será inevitável.

A recuperação lenta que se nota em muitos países da atual crise economicofinanceira, não significa ainda uma saída dela. Apenas que a queda livre se encerrou. Volta o desenvolvimento/crescimento, mas com outra crise: a do desemprego. Milhões estão sendo condenados a serem desempregados estruturais. Quer dizer, não irão mais ingressar no mercado de trabalho, sequer ficarão como exército de reserva do processo produtivo. Serão simplesmente dispensáveis. Que significa ficar desempregado permanentemente senão uma lenta morte e uma desintegração profunda do sentido da vida? Acresce ainda que estão prognosticados, até aquela data, fatídica cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos.

O relatório feito por 2,7 mil cientistas State of the Future 2009 (O Globo de 14/7/2009) diz enfaticamente que, devido principalmente ao aquecimento global, por volta de 2025, cerca de três bilhões de pessoas não terão acesso a água potável. Que significa dizer isso? Simplesmente que esses bilhões, se não forem socorridos, poderão morrer por sede, desidratação e outras doenças. O relatório diz mais: metade da população mundial estará envolvida em convulsões sociais em razão da crise socioecológica global.

Paul Krugman, prêmio Nobel de economia de 2008, sempre ponderado e crítico quanto à insuficiência das medidas para enfrentar a crise socioambiental, escreveu recentemente: “Se o consenso dos especialistas econômicos é péssimo, o consenso dos especialistas das mudanças climáticas é terrível” (Jornal do Brasil 14/7/2009). E comenta: “Se agirmos da mesma forma como agimos, não o pior cenário, mas o mais provável, será a elevação de temperaturas que vão destruir a vida como a conhecemos”.

Se provavelmente assim será, minha preocupação pelos netos se transforma em angústia: que mundo herdarão de nós? Que decisões serão obrigados a tomar que poderão significar para eles vida ou morte?

Comportamo-nos como se a Terra fosse só nossa e de nossa geração. Esquecemos que ela pertence principalmente aos que ainda virão, nossos filhos e netos. Eles têm direito de poder entrar neste mundo, minimamente habitável e com as condições necessárias para uma vida decente que não só lhes permita sobreviver, mas florescer e irradiar.

Os cenários referidos acima nos obrigam a soluções que mudam o quadro global de nossa vida na Terra. Não dá para continuar ganhando dinheiro com a venda do direito de poluir (créditos de carbono) e com a economia verde. Se o gênio do capitalismo é saber adaptar-se a cada circunstância, desde que se preservem as leis do mercado e as chances de ganho, agora devemos reconhecer que esta estratégia não é mais possível. Ela precipitaria a catástrofe previsível.

Para termos futuro devemos partir de outras premissas: ao invés da exploração, a sinergia homem-natureza, pois Terra e humanidade foram um único todo; no lugar da concorrência, a cooperação, base da construção da sociedade com rosto humano.

Dão-me alguma esperança os teóricos da complexidade, da incerteza e do caos (Prigogine, Heisenberg, Morin) que dizem: em toda a realidade funciona a seguinte dinâmica: a desordem leva à autoorganização e a uma nova ordem e assim à continuidade da vida num nível mais alto. Porque amamos as estrelas não temos medos da escuridão.

Leonardo Boff é coautor, com Mark Hathaway, de The Tao of Liberation. En Exploration of Ecology of Transformation, N.York, a sair em breve.

Publicado no Jornal o Povo.

sábado, 29 de agosto de 2009

e ainda querem acabar com o rádio...e vão acabar se nós não fizermos alguma coisa...


Seu Damião e a família vivem no interior, na localidade de Rio Facão, no interior do município de Rio Fortuna, no sul de Santa Catarina. Damião Sipnske vive da agricultura e de umas cabeças de gado que cuida com muito zelo. “Ali, no meio dos morros, pequenos rios e muita mata não chega jornal e muito menos internet” informa o repórter Marcelo Becker em matéria que escreveu e foi publicada na edição de sexta-feira do Diário Catarinense. Mesmo sem os modernos recursos da tecnolofia, seu Damião mantem-se bem informado graças “ao som de um rádio com mais de 40 anos de uso” onde sintoniza as emissoras de Braço do Norte e de de Tubarão. E Marcelo completa: “E como as rádios sempre transmitem notícias que estão pelos sites da internet a família Sipnske sabe o que acontece em Rio Fortuna, Brasília, Nova Iorque, Pequim… Quando vi seu Damião diante do antigo rádio percebi que talvez a internet não encerre a carreira de outros meios de comunicação como muitas pessoas apostam”. (O reinado do rádio no interior. Texto e foto de Marcelo Becker. Diário Catarinense. Diário do Litoral Sul. 28/8/2009). www.carosouvintes.org.br

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

isso deve acabar...no rádio há espaço para essa discussão????

UMA COMUNIDADE PARA QUEM GOSTA DO RÁDIO AM...PARTICIPE...

link
Temos no Orkut uma comunidade destinada a preservar o rádio AM.

Vamos apresentar - lhe o link desta comunidade e convidar - lhe a participar e se engajar na luta em relação ao tão combalido e desrespeitado Rádio AM.

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpn&cmm=3478087

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

RAKING DAS RÁDIOS MAIS OUVIDAS

o site radios.com publica o ranking das rádios mais ouvidas durante o mês de julho
Veja a pesquisa