quarta-feira, 5 de agosto de 2009

tema que merece reflexão..

MÍDIA RADIOFÔNICA Um guia para o bom rádio
Francisco Djacyr Silva de Souza
O rádio é certamente um grande companheiro: está conosco todos os dias, seja nos afazeres do lar, seja no caminho para o trabalho, nas noites de insônia ou, em muitos casos, nos momentos tristes da vida passando músicas de conforto ou mensagens de otimismo e encorajamento. O rádio foi sempre um grande prestador de serviços e formador de consciências, ideais e conhecimentos sobre o mundo - a vida e o dinamismo da sociedade.
Mesmo com o advento de tantas outras mídias, o companheiro rádio continua conosco proporcionando informação, lazer e consciência para todos os indivíduos que o ouvem e o contemplam no processo comunicativo. Como um meio de comunicação e contemplando a legislação que propõe seu uso para fins culturais e para o fortalecimento da democracia, é preciso que haja questionamento e consciência de seus usuários acerca das mensagens advindas de suas ondas sonoras para que todos seus ouvintes, como consumidores, tenham um serviço de qualidade e voltado para os interesses do público.
Temos constatado, no entanto, que muitas das mensagens que por vezes ouvimos no rádio destoam do verdadeiro papel da comunicação, que é certamente mandar para o povo idéias verdadeiras, notícias reais, mensagens calcadas na ética e na formação cidadã. Tal rádio não interessa aos ouvintes nem faz parte do verdadeiro sentido da comunicação, que é formar e informar. Deste modo, é preciso que as pessoas tenham garantido o direito a uma informação séria, verdadeira e ética, que são instrumentos fortes para a concretização da cidadania e fortalecimento dos ideais necessários para a democratização das comunicações.
"Apoios despretensiosos"
É vital que a sociedade possa recomendar ou não os programas de rádio de acordo com a mensagem passada, o respeito ao ouvinte e o nível de ação do programa em termos de relação com o conteúdo que seja verdadeiro e expresse realmente uma ideologia de acordo com a verdadeira cidadania e o processo ético. O rádio precisa, sim, ser avaliado e essa avaliação deve ser feita por seu consumidor, que tem direito a questionar a programação e exigir a qualidade de todo e qualquer programa que vai ao ar.
Seria de bom alvitre que houvesse sempre um júri de conteúdo popular para julgar os programas e dizer claramente o que pensa dos programas que são ouvidos e que, geralmente, trazem mensagens preconceituosas, idéias deslocadas da verdade, bajulação aos poderosos e outros artifícios que certamente não interessam aos ouvintes nem representam seus verdadeiros interesses. É utópico se pensar que os proprietários de rádio queiram que isso seja feito, mas é vital que a sociedade se organize para isso devendo ser agente fiscalizador dos programas e entender as mensagens veiculadas, tanto no seu aspecto ideológico quanto nos interesses, que muitas vezes são ocultados em mensagens às vezes despretensiosas e que estão eivadas de interesses econômicos, políticos e financeiros. Quantos já não se beneficiaram do rádio como trampolim político? Quantos não utilizam este meio para se beneficiarem economicamente através dos famosos "alôs" e "apoios despretensiosos"?
Ético e pautado na cidadania
O problema maior é que o rádio não quer se reciclar. Seus proprietários não o ouvem, a não ser no final do mês, através do balanço financeiro da emissora. O conteúdo dos programas não é sequer sabido pelos seus diretores que não sabem ou fingem que não sabem os impropérios e espetáculo de baixarias que são veiculados e que os ouvintes são obrigados a ouvir sem o direito de dizer que não aceitam ou não concordam, pois infelizmente, nosso rádio não é feito para ouvintes, que a cada dia perdem mais espaço de participação e de poder dizer o que pensam da vida política ou econômica.
É preciso fortalecer a democracia no rádio e tal processo só será possível a partir do momento em que haja coesão entre os usuários da comunicação no sentido de procurar sempre desenvolver uma prática de ação e visão na busca de um rádio ético e pautado na cidadania. Um selo para o bom rádio e um guia para este rádio que seja adequado aos cidadãos poderia resolver muitos dos problemas hoje encontrados e que no meio dos interesses econômicos e no desprezo ainda resiste. O rádio é, sobretudo, um forte...

RÁDIO PARA QUEM GOSTA DE RÁDIO


É extremamente importante que o rádio seja feito por pessoas que realmente gostam deste meio de comunicação, conheçam sua história e procurem valorizar plenamente os que o fazem e os que recebem as mensagens que são emitidas. Rádio é cidadania, precisamos valorizar o rádio e completar plenamente a luta pela sua valorização.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

UM ESPAÇO PARA O HUMOR CEARENSE


No Ceará tem muita coisa boa escondida que a gente às vezes não se dá conta. Descobri um espaço supimpa para que as pessoas possam curtir o humor cearense trata - se do TEATRO CHICO ANÍSIO que todos os finais de semana( SEXTA, SÁBADO E DOMINGO ) Trazem apresentações de peças humorísticas para quem quer curtir a molecagem e o jeito de ser de nós cearenses. Mais informações acesse o SITE e veja as principais informações.

veja o editorial do Jornal Diário do Nordeste sobre a questão das torcidas organizadas -vale refletir...


Editorial
Fanatismo exacerbado
Pela constância dos violentos conflitos nos quais se envolvem, integrantes de torcidas esportivas organizadas costumam ser considerados marginais, ou adeptos do vandalismo, criando em grande parte da população uma imagem negativa e, em certo sentido, tendenciosa, tal como ocorre em todo tipo de generalização.Recente levantamento realizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas do Futebol, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, vem reverter parcialmente esse conceito, em estudo procedido para enfocar o perfil do torcedor organizado. Ao contrário do que se supunha, ao se associar esse perfil a pessoas de classes sociais menos favorecidas ou sem instrução, a pesquisa em pauta revela que as torcidas abrangem grande número de jovens com bom nível educacional, que moram em companhia dos pais e têm noção da própria responsabilidade nos atos violentos em que eventualmente estejam envolvidos.A partir da conclusão aferida, o estudo sugere que se comete um julgamento apressado quando se generaliza a respeito do tema.Entre os torcedores pesquisados, 31,5% afirmam que os principais motivos para a violência no meio esportivo são o fanatismo exacerbado e a provocação acintosa dos adversários, seguidos de fatores inerentes à própria personalidade dos conflitantes, como falta de educação doméstica e índole agressiva.Apenas 6% dos entrevistados acreditam que o consumo de álcool e drogas leva à violência. Esses vícios existiriam, por suposto, em qualquer segmento da população, com idêntica porcentagem de risco para a sociedade.Um dado preocupante é o fato de o Brasil liderar o ranking de mortes ligadas ao futebol, somando um total de 42 óbitos de torcedores ocorridos dentro ou nas proximidades de estádios de futebol, nos últimos dez anos.Outra das constatações graves do estudo é aquela apontada por 47% dos entrevistados, os quais acusam certos setores da mídia nacional como incentivadores da violência no futebol, com o objetivo de explorá-la em proveito próprio em divulgações de caráter sensacionalista. Esse tipo de mídia, na opinião de quase metade dos pesquisados, incitaria torcedores uns contra os outros, divulgando notícias fomentadoras de discórdia entre os times e estigmatizando as próprias torcidas como agrupamentos de marginais à cata de arruaças.Tanto a violência em si, geralmente exteriorizada na realização de jogos decisivos dos campeonatos, quanto o estímulo capcioso e oportunista de terceiros com a intenção de deflagrá-la merecem adequado enquadramento e punição por meio de legislações específicas.Faz-se necessário, além de uma polícia especializada destinada a lidar com torcedores, como já existe nos grandes centros, uma ampla divulgação dos preceitos do Estatuto do Torcedor e a efetiva observância daquilo que está prescrito na Comissão Nacional de Prevenção da Violência, criada em 2004 mas praticamente inoperante até o momento presente.

DIÁRIO DO NORDESTE - DOMINGO, 02 DE AGOSTO DE 2007

LUIZ CRUZ UM GRANDE NOME FORA DO RÁDIO




A insensatez e a avidez por dinheiro retiraram do ar Luiz Cruz e seu programa que trazia tanta alegria e boa música para o rádio. Hoje não podemos ter o grande Luiz que mereceria todo apoio em seu trabalho no IJF trazendo alegria para pacientes que só tem esse trabalho do homem que tem a duras penas trazido alegria para os doentes e cultura para os que tem fome de conhecimento veja Luiz Cruz no IJF com humoristas e muito desprendimento.

domingo, 2 de agosto de 2009

LUIZ GONZAGA - REI DO BAIÃO


Luiz Gonzaga do Nascimento


era filho de Januário José Santos, lavrador e sanfoneiro, e de Ana Batista de Jesus, agricultora e dona de casa. Desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas, feiras e forrós.Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário, mas já era conhecido como sanfoneiro. Viajou pelo Brasil como corneteiro e, de vez em quando se apresentava em festas, tocando sanfona. Deu baixa em 1939 e foi morar no Rio de Janeiro, levando sua primeira sanfona nova.Passou a tocar nos mangues, no cais, em bares, nos cabarés da Lapa, além de se apresentar nas ruas, passando o chapéu para recolher dinheiro. Começou a participar de programas de calouros, inicialmente sem êxitos, até que, no programa de Ary Barroso, na Rádio Nacional, solou uma música sua, "Vira e mexe", e ficou em primeiro lugar. A partir de então, começou a participar de vários programas radiofônicos, inclusive gravando discos, como sanfoneiro, para outros artistas, até ser convidado para gravar como solista, em 1941.Prosseguiu fazendo programas de rádios, que estavam no auge e tinham artistas contratados. Trabalhou na Rádio Clube do Brasil e na Rádio Tamoio, e prosseguia gravando seus mais de 50 solos de sanfona. Em 1943, já na Rádio Nacional, passou a se vestir como vaqueiro nordestino e começou a parceria com Miguel Lima, que colocou letra em "Vira e mexe", transformando-a em "Chamego", com bastante sucesso. Nessa época, recebeu de Paulo Gracindo o apelido de Lua.Sua pareceria com Miguel Lima decolou e várias músicas fizeram sucesso: "Dança, Mariquinha" e "Cortando Pano", "Penerô Xerém" e "Dezessete e Setecentos", agora gravadas pelo sanfoneiro e, também cantor, Luiz Lua Gonzaga. No mesmo ano, tornou-se parceiro do cearense Humberto Teixeira, com quem sedimentou o ritmo do baião, com músicas que tematizavam a cultura e os costumes nordestinos. Seus sucessos eram quase anuais: "Baião" e "Meu Pé de Serra" (1946), "Asa Branca" (1947), "Juazeiro" e "Mangaratiba" (1948) e "Paraíba" e "Baião de Dois" (1950). Em 1945, assumiu a paternidade de Gonzaguinha, seu filho com a cantora e dançarina Odaléia. E, em 1948, casou-se com Helena das Neves. Dois anos depois, conheceu Zé Dantas, seu novo parceiro, pois Teixeira cumpria mandato de deputado estadual, afastando-se da música. Já em 1950, fizeram sucesso com "Cintura Fina" e "A Volta da Asa Branca". Nessa década, a música nordestina viveu sua fase áurea e Luiz Gonzaga virou o Rei do Baião. Outros ritmos, como a bossa-nova, subiram ao palco, e o Rei do Baião voltou a fazer shows pelo interior, sem perder a popularidade. Zé Dantas faleceu em 1962 e o rei fez parcerias com Hervê Cordovil, João Silva e outros. "Triste Partida" (1964), de Patativa do Assaré, foi também um grande sucesso. Suas músicas começaram a ser regravadas pelos jovens cantores: Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Caetano Veloso, que o citavam como uma das influências. Durante os anos 70, fez shows no Teatro Municipal, de São Paulo e no Tereza Raquel, do Rio de Janeiro. Nos anos 80, sua carreira tomou novo impulso. Gravou com Raimundo Fagner, Dominguinhos, Elba Ramalho, Milton Nascimento etc. Sua dupla com Gonzaguinha deu certo. Fizeram shows por todo o país com "A Vida de Viajante", passando a ser chamado de Gonzagão. Em 84, recebeu o primeiro disco de ouro com "Danado de Bom". Por esta época apresentou-se duas vezes na Europa; e começaram a surgir os livros sobre o homem simples e, por vezes, até ingênuo, que gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.


veja ... retirado da revista caros amigos...